VALUATION: Avaliação de Empresas e Startups

“A atratividade de se investir em uma empresa é baseada em sua capacidade futura de geração de riqueza.” … “Uma empresa que demonstra criação de valor traz benefícios não somente aos seus acionistas, mas também a todos os demais agentes intervenientes (stakeholders).”– Alexandre Assaf Neto

A avaliação empresarial (valuation) implica na análise aprofundada da empresa, do seu histórico de resultados, do seu mercado e principalmente de suas perspectivas de crescimento, pois ela será objeto de investimento por outra entidade. O investimento diz respeito à utilidade futura do bem para o seu possuidor e verifica-se em termos da geração de benefícios futuros.

A necessidade da aplicação da avaliação empresarial ou valuation ocorre em diversos momentos, sendo que todos convergem no objetivo único de definir um valor justo para a negociação. Tal valor refere-se ao retorno esperado baseado em projeções de desempenho futuro coerentes com a realidade em avaliação.

A apuração do valor auxilia: na compra ou venda de uma empresa; nos estudos de viabilidade de associações de interesses da empresa; numa expropriação legal; numa partilha entre herdeiros; na determinação das participações sociais; na fusão de duas ou mais empresas; na cisão de uma empresa no todo ou em partes; no aponte parcial em bens de uma empresa para outra; no investimento via fundos de capital de risco (venture capital); no aumento ou diminuição do capital; etc.

Nesse processo, são consideradas variáveis objetivas e subjetivas que podem contribuir para o sucesso ou fracasso do negócio em avaliação e consequentemente, do seu valor venal. Isso fez com que surgissem diversas e diferentes proposições metodológicas para encontrar este valor.

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Avaliação de Empresas

Existe um modelo aceito e consagrado para evidenciar o valor patrimonial da empresa que é o Balanço Patrimonial, mas sua avaliação olha o passado e o presente e na maioria dos casos ele não avalia os intangíveis e o potencial de futuro,. Por isso, são cada vez mais frequentes, as contestações sobre sua real capacidade de mostrar o valor venal desta empresa.

É importante acrescentar que a avaliação não se comporta como uma ciência exata, alguns pontos são controversos e exigem um pouco da opinião do analista. Um viés de percepção ou uma visão diferenciada dos resultados futuros esperados modifica o valor da empresa, muitas vezes de forma relevante.

A avaliação empresarial pode evoluir em duas perspectivas. A primeira considera a hipótese de descontinuidade, desmanche ou liquidação da sociedade. A segunda leva em conta a continuidade da operação.

A primeira forma define o valor patrimonial da empresa. A fonte desta informação é a contabilidade e que, devido a procedimentos e operações contábeis não deve sofrer ajustes para aproximar-se da realidade. A segunda forma define o valor econômico, considerando o potencial de geração de riqueza futura. Nesta visão voltada para o futuro, consideram-se riscos e expectativas do negócio, onde variáveis e projeções de resultado implicam no resultado da avaliação.

Assim, a definição do valor de uma empresa é uma tarefa complexa que requer coerência e rigor conceituais na formulação do modelo de cálculo. Existem diversos modelos de avaliação que possuem pressupostos e níveis variados de subjetividade.

Vários modelos de avaliação podem ser utilizados, todavia o objetivo da avaliação e o objeto avaliado definem o melhor modelo, porém, independente dos modelos utilizados, o valor não será exatamente preciso, mas sim uma predição do valor de mercado.

O método mais consagrado de avaliação de empresas estabelecidas é o Fluxo de Caixa Descontado – FCD, o qual calcula o valor presente dos fluxos de benefícios de caixa previstos no futuro, descontado por uma taxa que reflete o risco do negócio. Para Startups em fases iniciais (onde ainda não há faturamento) costuma-se utilizar outros métodos que costumam ser qualitativos.

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Avaliação de Startups

Para startups com faturamento, a proposição tradicional geral é que, se uma empresa está perdendo dinheiro em todas as transações que realiza, o modelo de negócios não é sustentável. No entanto, isso pode não ser mais verdadeiro, dado que hoje os investidores olham para o potencial a longo prazo e não apenas para as gratificações de curto prazo. Da mesma forma, as abordagens tradicionais de avaliação podem não ser capazes de refletir o valor justo dessas startups de tecnologia. A utilidade que se vê ao investir em uma startup é enigmática e sujeita a um número infinito de questões como, mas … se … A valorização dessas startups continua sendo um mistério.

Não existe ciência exata para calcular a avaliação de uma startup em fase inicial (early-stage) antes que ela tenha gerado lucros significativos ou quaisquer lucros nesse sentido (pre-revenue). O cerne de uma avaliação decorre da luta entre o desejo do empreendedor de o investidor calcular o valor da empresa com base em seu valor futuro e o instinto do investidor em valorizá-la com base em seu valor atual. Nenhuma das abordagens é objetivamente certa ou errada. Na maioria dos casos, a avaliação de uma empresa em estágio inicial fica em algum ponto intermediário. O valor mutuamente acordado geralmente reflete uma série de fatores, incluindo, entre outros: o modelo de negócios, o nicho de mercado, o valor da propriedade intelectual, o número de usuários atuais, o número de clientes atuais, receitas totais, curva de crescimento da receita etc.

Veja no nosso artigo sobre “Quanto vale uma Startup?“, os principais métodos utilizados na avaliação de Startups em suas fases iniciais.

Considerações finais

Para concluir, deve-se ter em mente que avaliações nada mais são do que estimativas formalizadas e nunca mostrarão o verdadeiro valor de sua empresa. Mas tais avaliações ajudam a construir o raciocínio por trás de uma futura negociação e evitar negociações desfavoráveis para as partes interessadas.

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Sobre mim

Nei Grando – diretor executivo da STRATEGIUS, atua como pesquisador e curador de conteúdo, consultor, professor e palestrante sobre estratégia e novos modelos de negócios, inovação, organizações exponenciais, transformação digital e agilidade organizacional. Teve duas empresas de TI especializada no desenvolvimento de software e soluções de conectividade, onde atuou como gestor e conduziu projetos, sistemas, plataformas de negócios, portais e serviços para o Mercado de Capitais, CRM, GED, Internet-banking, Publicidade Digital, GC, e outros sob demanda. É mestre em Ciências pela FEA-USP (ênfase em inovação) com MBA pela FGV, organizador e autor do livro “Empreendedorismo Inovador: Como criar Startups de Tecnologia no Brasil”, e autor em outros dois. Já fez diversas avaliações de PMEs e Startups.

Detalhes: aqui, Contato: aqui.

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Inovação Radical ou Disruptiva?

Você sabe a diferença entre uma inovação radical e uma inovação disruptiva?

“Inovação: implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou de um processo, ou de um novo método de marketing, ou de um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas” – Manual de Oslo (2005)

Tenho tratado do tema inovação neste blog há um bom tempo (vide o tópico artigos relacionados ao final deste post), apresentei um seminário na FEA-USP sobre este tema, mas foi só recentemente, respondendo uma questão num painel sobre Inovação Tecnológica e Transformação Digital, que ocorreu na CAMNe (Conferência Anual de Mentores de Negócios), que percebi com mais clareza, a influência do hype da inovação. O termo deixou muitas pessoas confusas sobre o seu significado, sobre seus tipos e sobre as formas de fazê-la acontecer nas organizações.

Em primeiro lugar nem toda mudança ou novo produto trata-se de uma inovação. Quem dirá se o produto é inovador, a meu ver é o mercado e não quem desenvolveu o produto.

Além disso, temos diversos tipos de Inovação, a saber em: Produto, Processo, Marketing, Modelo de Negócios, etc.

Na inovação de produtos o processo é algo parecido com isso:

[Necessidade/Problema] >> [Ideias e seleção]  >> [Design] >> [Protótipo (Invenção)]  >> [Produto] >> [Mercado] >> [OK-do-cliente]

Ou seja, ao perceber-se ou levantar-se uma necessidade de um cliente ou um problema real de mercado, trabalhamos algumas ideias de possíveis soluções, depois de escolhermos uma solução que seja desejável pelo cliente, factível em termos de tecnologia e viável economicamente, partimos para o planejamento, definição e projeto, desenvolvemos, testamos e validamos protótipos, desenvolvemos e lançamos o produto no mercado, o cliente testa a novidade e aprova ou não. Além disso, muitas destas etapas ocorrem em ciclos, por exemplo, se um protótipo não ficou bom ou não foi aprovado, às vezes é preciso voltar a pesquisar e entender melhor a necessidade ou problema.

Aqui vale lembrar que uma invenção só se torna inovação quando ela chega ao mercado (cliente externo), ou a um cliente interno e é aprovada por ele, ou seja, podemos dizer que a ideia está mais associada ao design, a invenção está mais associada à engenharia e a tecnologia, enquanto inovação está mais associada ao marketing.

A inovação é incremental, quando foi gerada a partir de uma pequena melhoria de um produto existente e foi percebida como importante para o consumidor. Por exemplo, as modificações que um carro sofre ao longo dos anos. Pode também ser radical quando o produto sofre mudanças significativas, por exemplo, quando lançaram os primeiros carros no mercado (movidos à motor) e deixaram de produzir carroças (movidas por tração animal).

Inovação de sustentação, significa fazer bons produtos melhores (avanços incrementais ou inovações radicais) aos olhos do cliente existente de uma organização.

A inovação disruptiva, está relacionada com tecnologias novas ou emergentes e associada ao modelo de negócios.

Explicando inovação disruptiva

A teoria da inovação disruptiva foi introduzida no artigo: “Disruptive Technologies: Catching the Wavepor Joseph L. Bower & Clayton M. Christensen na edição da revista Havard Business Review de fevereiro de 1995. E foi difundida em 1997 através do livro Innovator’s Dilemma, sobre como novas tecnologias permitem que grandes empresas falhem.

As inovações disruptivas se originam em mercados de preço baixo ou novos mercados. E esses são dois tipos de mercado que as empresas tradicionais costumam ignorar.

Uma disrupção é uma situação em que um setor de mercado é abalado e empresas que já tiveram sucesso tropeçam?

À medida que as empresas estabelecidas apresentam produtos ou serviços de alta qualidade para satisfazer a ponta do mercado, elas superam as necessidades dos clientes que buscam baixo custo e de muitos clientes tradicionais.

Isso deixa uma abertura para que outros participantes do mercado, inclusive startups, encontrem pontos de apoio nos segmentos menos lucrativos que os concorrentes estão negligenciando.

As inovações disruptivas são inicialmente consideradas inferiores pela maioria dos clientes de corporações estabelecidas. As empresas que fornecem tais novidades melhoram o desempenho delas ao longo do tempo e sobem de nível no mercado.

O Uber está rompendo o negócio dos táxis?

De acordo com a teoria, a resposta é NÃO.

Os conceitos centrais da teoria têm sido amplamente mal compreendidos e seus princípios básicos frequentemente mal aplicados. Uber é um outlier (um ponto fora da curva). Tudo começou em um mercado convencional com um serviço competitivo “melhor” (em um negócio de táxi regulamentado). O mercado de táxis estava sendo atendido. Seus clientes já tinham o hábito de contratar caronas.

O AirBnB é um bom exemplo de inovação disruptiva, assim com o Spotify e NetFlix. Assim como foi a telefonia celular perante os telefones fixos, os smartphones perante os celulares e assim tantos outros casos clássicos.

Pontos importantes sobre Inovação Disruptiva:

  1. A disrupção é um processo – refere-se à evolução de um produto ou serviço ao longo do tempo. Exemplo: PC x Minicomputadores. Netflix x Blockbuster. “A disrupção pode levar tempo, os operadores históricos frequentemente ignoram os interruptores”.
  2. Os disruptores costumam criar modelos de negócios muito diferentes dos modelos existentes – não se trata apenas de tecnologia.
  3. Algumas inovações disruptivas são bem-sucedidas; outras não – um erro comum é focar nos resultados alcançados – alegar que uma empresa é disruptiva em virtude de seu sucesso.
  4. O mantra “Romper ou ser Rompido” pode nos enganar – as empresas estabelecidas precisam responder à disrupção se ela estiver ocorrendo, mas não devem reagir exageradamente desmantelando um negócio ainda lucrativo. Em vez disso, elas devem continuar a fortalecer os relacionamentos com os clientes principais, investindo em inovações sustentáveis. Além disso, elas podem criar uma divisão focada exclusivamente nas oportunidades de crescimento que surgem com a disrupção. Ou ainda usar de inovação aberta e cooperação com Startups, clientes e fornecedores.

Outro ponto importante comentar é que para a inovação acontecer, com certeza é preciso muito mais do que ideias, são necessários conhecimento, recursos, ambiente apropriado e gestão de todo o processo. E que para cada tipo de inovação existe um modelo de gestão mais apropriado.

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Autor

Nei Grando – diretor executivo da STRATEGIUS, atua como pesquisador e curador de conteúdo, consultor, professor e palestrante sobre estratégia e novos modelos de negócio, inovação, organizações exponenciais, transformação digital e agilidade organizacional. Teve duas empresas de TI especializada no desenvolvimento de software e soluções de conectividade, onde atuou como gestor e conduziu projetos, sistemas, plataformas de negócios, portais e serviços para o Mercado de Capitais, CRM, GED, Internet-banking, Publicidade Digital, GC, e outros sob demanda. É mestre em Ciências pela FEA-USP (ênfase em inovação) com MBA pela FGV, organizador e autor do livro “Empreendedorismo Inovador: Como criar Startups de Tecnologia no Brasil”, e autor em outros dois.

Referências

  • Cristensen, Clayton M.; Raynor, Michael E.; McDonald, Rory. What is Disruptive Innovation? Harvard Business Review – december, 2015 issue.
  • Bower, Joseph L. & Christensen, Clayton M. Disruptive Technologies: Catching the Wave. Harvard Business Review – january–february 1995 issue.
  • Salerno, M.; Gomes, L. A. de V. Gestão da Inovação Radical. Elsevier, 2018.
  • Tidd, J.; Bessant, J. Gestão da Inovação. Bookman, 2015.
  • What is Disruptive Innovation?  (slides presentation)

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Desempacotando os Bancos: como o banco tradicional está sendo rompido

“Empacotar ou agrupar (bundling) significa reaproveitar o valor que você já criou para criar ainda mais valor, combinando várias pequenas ofertas em uma grande oferta. Quanto mais ofertas houver em um pacote, maior será o valor percebido do pacote. Desempacotar ou desagrupar (unbundling) é o oposto de empacotar, significa dividir uma oferta em várias ofertas menores. O agrupamento e a desagregação ajudam a criar valor para clientes diferentes, sem a necessidade de criar algo novo.” – Josh Kaufman, do livro Personal MBA.

De hipotecas a robôs-consultores e software de negociação, veja como as Fintechs estão desagregando o front office do Bank of America e outros bancos.

Desempacotando o Bank of America

O Bank of America e o sistema bancário tradicional estão sendo afetados por uma ampla variedade de fontes de receita básicas.

O setor bancário não foi poupado do impacto da Covid-19. O Bank of America, por exemplo, viu os lucros caírem 16% ano a ano (YoY) no terceiro trimestre de 20 para US $ 4,9 bilhões. A pandemia também acelerou as tendências recentes no setor bancário, especialmente entre a demografia do milênio, que tende a favorecer o banco digital e as marcas online em relação aos bancos tradicionais.

As empresas de tecnologia estão reduzindo a participação de mercado do banco tradicional. Por exemplo, a abordagem sem comissões do aplicativo de negociação de ações Robinhood para investir forçou os titulares a seguirem o exemplo, enquanto produtos como Venmo e Cash App romperam os pagamentos ponto a ponto.

Abaixo, damos uma olhada em como as empresas de tecnologia estão separando o front office do Bank of America, de depósitos e pagamentos de consumidores a pesquisa de patrimônio e cartões de crédito empresariais. Divididos por categoria.

Pagamentos ao Consumidor

Aqui, as startups estão usando produtos de pagamento ao consumidor, como transferências de dinheiro e pagamentos ponto a ponto, para reduzir a participação dos bancos no mercado de pagamentos.

Transferências e remessas internacionais de dinheiro são caras para serem concluídas e constituem um mercado enorme: as remessas valem cerca de US$ 743 bilhões, de acordo com o Consenso de Analistas da Indústria da CB Insights.

  • Remitly e TransferWise são plataformas digitais que facilitam as transferências internacionais de dinheiro. A TransferWise está avaliada em US$ 5 bilhões em julho de 2020.

Os produtos que permitem pagamentos ponto a ponto (P2P) também têm como objetivo a retenção do banco tradicional nos sistemas de pagamentos.

  • Venmo, de propriedade do PayPal, e Cash App, de propriedade da Square, oferecem pagamentos P2P como suas ofertas principais. No entanto, ambas as marcas se expandiram para produtos adicionais, como o cartão de crédito da Venmo e a oferta de investimento em ações do Cash App.

Investimento Bancário

Os serviços de banco de investimento são mais difíceis de desagregar, dadas as restrições regulatórias significativas para o setor. No entanto, algumas startups estão permitindo a digitalização de bancos tradicionais ou prestando serviços auxiliares diretamente a clientes bancários, como investidores institucionais.

Embora os serviços de pesquisa de ações costumavam ser oferecidos gratuitamente aos clientes como parte de um pacote com serviços de negociação, regulamentos como o MiFID II da UE agora exigem que os bancos cobrem diretamente pela pesquisa. Isso forneceu uma oportunidade para outros fornecedores de pesquisa ganharem participação de mercado entre os clientes bancários.

  • Sentieo e Koyfin visam ajudar nas decisões de investimento, fornecendo dados e cobertura de capital para uma variedade de ativos, de ações a moedas a renda fixa.

As empresas na área de gestão de ativos estão ajudando ou substituindo as divisões tradicionais de gestão de ativos, fornecendo software e serviços para empresas, investidores institucionais e muito mais.

  • Empresas como Fount e Liqid são gerentes de ativos digitais com recursos de aconselhamento robótico. Liqid levantou um total de US$ 44 milhões em financiamento de capital divulgado.
  • Addepar é uma plataforma que ajuda os consultores financeiros a aproveitar dados e relatórios personalizáveis ​​para comunicar o desempenho do portfólio. Avaliada em $ 594 milhões, a Addepar arrecadou mais recentemente uma rodada de US$ 117 milhões da Série E em novembro de 2020.
  • O Ethic é um gestor de ativos digitais que ajuda as instituições a criar carteiras de investimento sustentáveis ​​personalizadas.

As operações de vendas e negociação dentro dos bancos podem ser lucrativas. Agora, plataformas alternativas de corretagem e software que fornecem acesso a informações do mercado de ações e corretagem de ações estão ganhando força, potencialmente consumindo as receitas bancárias.

  • Por exemplo, Trumid é uma plataforma de negociação online que fornece aos profissionais do mercado de títulos corporativos acesso direto à liquidez. A Trumid levantou uma rodada de $ 200 milhões da Série E em julho de 2020 a uma avaliação de US$ 1 bilhão.

Depósitos e Economias do Consumidor

Os depósitos e poupanças do consumidor são o pão com manteiga de qualquer banco tradicional, e o Bank of America não é exceção. A empresa é o segundo maior credor nos Estados Unidos com base em ativos e obteve US$ 3,3 bilhões em receita líquida em depósitos nos primeiros 3 trimestres de 2020. Isso torna o setor um alvo atraente para Fintechs.

  • Não faltam startups com o objetivo de abocanhar participação no mercado de depósitos dos bancos tradicionais. Empresas como Chime, Monzo, N26, Revolut, Varo Money, Current e Dave oferecem serviços bancários digitais aos consumidores.
  • Outras empresas se concentram em contas de poupança. Marcus, do Goldman Sachs, oferece contas de poupança e empréstimos pessoais – uma mudança para o banco de investimento, que não tinha um braço de consumidor até recentemente.

Empréstimos para PMEs

As empresas nesta categoria têm como alvo as pequenas e médias empresas (PMEs) para empréstimos comerciais e financiamento de capital de giro.

  • Capital Float é uma startup baseada na Índia que fornece empréstimos a empresas por meio de uma plataforma. A empresa levantou US$ 126 milhões em capital de investidores, incluindo Ribbit Capital e Amazon, que também está tentando entrar no mercado de empréstimos para pequenas e médias empresas.
  • C2FO, Bluevine e Fundbox fornecem financiamento de capital de giro para pequenas empresas, permitindo-lhes comprar estoque, expandir operações e cobrir despesas.

Cartões de Crédito empresariais

Semelhante às restrições para pequenas empresas e startups que procuram produtos bancários, as empresas não comprovadas têm dificuldade de acesso ao crédito. As startups aqui estão visando esse grupo demográfico, aproveitando dados alternativos para análise de risco.

  • Brex e Divvy fornecem cartões de crédito corporativos para empresas de tecnologia e outras empresas em estágio inicial. Da mesma forma, a Ramp Financial oferece um cartão de crédito corporativo e uma plataforma de gerenciamento de despesas.

Riqueza e Investimentos

Os bancos estão perdendo sua vantagem em investimentos e gestão de patrimônio à medida que os consumidores migram para corretoras de negócios, ferramentas de gestão de finanças pessoais e consultores robóticos. As Fintechs estão atendendo aos consumidores da geração Y e da Geração Z por meio de plataformas de investimento digital autodirigido que renunciam ao consultor financeiro tradicional.

As empresas que permitem aos indivíduos negociar ações ou classes de ativos alternativas há muito operam fora dos bancos tradicionais. As startups aqui estão crescendo em popularidade, especialmente porque a pandemia Covid-19 levou a um aumento significativo no day-trading.

  • Empresas como a Robinhood criam oportunidades de comprar e vender ações e outros ativos sem cobrar comissões em negociações como os bancos tradicionais. Na verdade, a popularidade do aplicativo forçou as empresas comerciais mais tradicionais a remover as comissões de seus clientes.
  • O aumento de criptomoedas e ativos digitais, que atualmente operam fora do sistema bancário tradicional, levou à popularidade de aplicativos de negociação de criptografia como eToro e Coinbase.

Os aplicativos de finanças pessoais trabalham com bancos e outras instituições financeiras para fornecer uma visão holística das finanças de um indivíduo.

  • Os gerentes de finanças pessoais, como Mint, Personal Capital e Qapital, vinculam-se às contas bancárias, contas de investimento, empréstimos e outros produtos financeiros de um usuário para controlar os gastos, ajudar com orçamentos e metas e fornecer alocação de investimentos e conselhos sobre economia. O Mint, de propriedade da Intuit, afirma ter mais de 20 milhões de usuários.

Robôs-consultores usam tecnologia para alocar investimentos para indivíduos, em vez de depender do usuário para escolher suas próprias ações ou de um gerente de patrimônio para alocar ações em nome do usuário.

  • Os gerentes de investimento como Betterment, Wealthfront e Wealthsimple alocam investimentos automaticamente com base nas metas e no perfil de risco de um usuário.
  • Da mesma forma, Ellevest é uma consultora de investimentos voltada para mulheres, criando estratégias de investimento que supostamente levam em consideração as disparidades salariais ou possíveis interrupções na carreira a fim de construir riqueza.

Ao contrário das corretoras tradicionais, que exigem que os investimentos sejam feitos em ações inteiras, os aplicativos de microinvestimento oferecem investimentos em ações fracionárias – alguns por apenas US $ 1 em ações. Isso permite que novos dados demográficos invistam.

  • O Stash oferece planos de assinatura para que os usuários invistam em ações fracionárias e ganhem recompensas baseadas em ações ao gastar por meio do cartão de débito Stash. Da mesma forma, o Acorns permite que os usuários arredondem suas compras para o valor em dólar mais próximo e invistam o troco sobressalente.

Empréstimos ao Consumidor

As empresas nesta categoria fornecem crédito e empréstimos aos consumidores.

Os bancos tradicionais exigem certas pontuações de crédito para qualificar os consumidores para linhas de crédito ou cartões de crédito. Ao avaliar o risco de crédito por meio de medidas alternativas, as startups podem ter uma oportunidade de ganhar consumidores normalmente esquecidos pelos bancos tradicionais.

  • Empresas como Mission Lane e Petal fornecem cartões de crédito para consumidores mais jovens ou para aqueles sem um histórico de crédito substancial, analisando os padrões de gastos existentes e o histórico bancário. Petal arrecadou US $ 55 milhões na Série C em setembro de 2020.
  • A Aven, sediada em San Francisco, oferece aos usuários um cartão de crédito que pode ser retirado da linha de patrimônio líquido de um indivíduo.

Algumas empresas de fintech de consumo estão usando empréstimos pessoais para ajudar a consolidar dívidas de cartão de crédito, financiar grandes compras e fornecer adiantamentos em dinheiro.

  • As empresas Fintech SoFi e MoneyLion fornecem empréstimos pessoais aos indivíduos. A SoFi oferece empréstimos pessoais maiores e refinanciamento de empréstimos para mais de 1 milhão de membros, enquanto a MoneyLion oferece adiantamentos em dinheiro de até $ 250 quase em tempo real.

Embora as taxas de hipotecas estejam atingindo mínimos históricos, as hipotecas continuam a ser uma fonte de dinheiro para os bancos tradicionais. O Bank of America viu mais de US $ 35 bilhões em produção de empréstimos hipotecários residenciais nos primeiros 3 trimestres de 2020.

  • Empresas como Landbay e Better oferecem plataformas de hipotecas digitais para ajudar a comprar ou refinanciar casas. A Better financiou US $ 25 bilhões em empréstimos desde 2016.
  • A Blend fornece software para instituições financeiras para ajudar a otimizar seus negócios de empréstimos hipotecários digitais. A empresa levantou um total de $ 385 milhões em financiamento de capital desde 2012, incluindo uma Série F em agosto de 2020, que avaliou a empresa em $ 1,7 bilhões.

Banco de Negócios

As empresas que usam novos métodos para avaliar a saúde de pequenas empresas e startups não comprovadas estão ganhando força em um segmento tipicamente com poucos bancos.

  • Mercury, Novo e Rho Business Banking visam especificamente startups e empreendedores, que podem não conseguir tirar proveito do banco tradicional devido à falta de ativos e histórico de crédito.
  • O Tide e o Starling Bank, sediados no Reino Unido, são bancos digitais que atendem, cada um, a mais de 200.000 empresas.

Concluindo

“There are only two ways to make money in business: One is to bundle; the other is unbundle.” – Jim Barksdale

Algo parecido está acontecendo no Brasil, várias Fintechs surgiram e estão tirando uma “lasquinha” da fatia de mercado de serviços bancários. O momento oportuno é agora, mas requer um bom estoque de dinheiro ($$$) via investimentos, bem como visão e diferencial na estratégia, governança, competência técnica, agilidade e capacidade de gestão e execução para o crescimento exponencial.

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Referência

Fonte: CBInsights, traduzido por Nei Grando.

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