A Bolsa de Valores, você, as empresas e o Brasil

Durante alguns anos atuei com as equipes da minha empresa desenvolvendo soluções de software e serviços para o mercado de capitais, em especial o Home Broker, que possibilita a pessoas físicas obterem cotações e negociarem na Bolsa de Valores via Web. Dentre as empresas clientes destaco a Ágora, adquirida pelo grupo Bradesco, que foi sócia de minha empresa entre 2005 e 2009. Tenho certeza que a maioria das transações financeiras executadas na Bolsa trafega utilizando algum código de software desenvolvido por nós. Atualmente utilizo Home Broker como usuário para investir em ações de algumas empresas presentes na BM&F Bovespa.

Não tenho dúvidas sobre a importância da Bolsa de Valores na economia de um país, pois tirando os excessos especulativos de alguns investidores que a utilizam apenas como um jogo para obter ganhos imediatos, os benefícios dela para as empresas sérias e para os investidores conservadores podem ser vistos claramente pela rentabilidade que ela proporcionou ao longo dos últimos anos. Tais investimentos aceleram a atuação das empresas no mercado e conseqüentemente melhoram a economia do país.

Pensando mais no valor real da empresa do que apenas no preço atual das ações dela no mercado, você verá que investir numa empresa presente na Bolsa de Valores é um ótimo negócio, pois você passa a ser sócio da mesma e nem precisa trabalhar nela para poder participar da valorização e dos lucros.  Você compra ações de uma destas empresas através de uma Corretora de Valores usando ferramentas Web online como o Home Broker.

A grande vantagem para as empresas que abrem o capital é que conseguem recursos para sua atividade diretamente dos investidores, dependendo muito menos de empréstimos junto a bancos ou outras instituições financeiras que cobram juros abusivos, além disso, as empresas de capital aberto são mais transparentes e são obrigadas a buscar melhor governança corporativa.

Além da rentabilidade proporcionada, a grande vantagem de investir em ações, ao invés de investir em imóveis, por exemplo, é a liquidez, ou seja, você pode transformar ações em dinheiro em poucas horas.

Na revista Exame, edição 974 de 25/8/2010, a reportagem de capa, que está contida no Guia “Exame Investimentos Pessoais 2010”, fala do poder de atração da bolsa e afirma que: “Nos próximos cinco anos, mais de 4 milhões de investidores estarão entrando no mercado de ações brasileiro, segundo a BM&F Bovespa”.  A revista ainda diz que a BM&F Bovespa é a bolsa que cresce mais rápido em número de investidores no mundo. Atualmente, no Brasil temos apenas 464 empresas na Bolsa com aproximadamente 600 mil investidores individuais,  ou seja, cerca de 0,3% de nossa população, enquanto que em mercados maduros como o americano, mais da metade das famílias é dona de ações. Pelos cálculos da BM&F Bovespa, 200 empresas de porte médio têm potencial para estrear na bolsa de valores até o final de 2014.

Segue algumas dicas para início de investimentos em ações na Bolsa de Valores:

1 – Obtenha informações e adquira conhecimento sobre o assunto. Leia pelo menos um livro, acompanhe noticiários sobre economia e finanças, etc. Lembre-se que em todo e qualquer investimento existem riscos e a informação é muito importante para mitigar riscos e aumentar as possibilidades de ganhos;

2 – Para pequenas quantias (inferiores a R$ 5.000,00) utilize caderneta de poupança, fundos de renda fixa ou fundos de ações;

3 – Se decidir por investir em ações comece devagar, com um percentual pequeno do patrimônio e mesmo com experiência nunca coloque todo o seu dinheiro em renda variável, conserve sempre uma boa reserva em renda fixa;

4 – Inicialmente procure ter uma carteira de ações diversificada, com pelo menos cinco empresas de setores diferentes da economia, para balancear o investimento e não mais que dez empresas para não dificultar a análise e gestão.

5 – Visite o site da BM&F Bovespa em: http://www.bmfbovespa.com.br e entre nas abas/links: Educacional -> Para iniciantes -> Mercado de Ações;

6 – Não deixe de ver os links no final do artigo, pois tem informações de muito valor para quem quer investir.

E lembre que para investir em ações é preciso ter sangue frio e paciência, pensar e investir a médio e longo prazo, procurando aprender a diferença entre valor da empresa e preço de mercado da mesma.

Gosto dos concelhos que Warren Buffed dá aos Jovens, mas que também servem para os adultos:

1 – Fique longe de cartões de crédito e empréstimos bancários, invista o seu dinheiro em você mesmo, e lembre-se:

  • O dinheiro não cria o homem, mas é o homem quem criou o dinheiro.
  • Viva a sua vida da maneira mais simples possível.
  • Não faça o que os outros dizem – ouça-os, mas faça aquilo que você se sente bem ao fazer.
  • Não se apegue às grifes famosas; use apenas aquelas coisas em que você se sinta confortável.
  • Não desperdice o seu dinheiro em coisas desnecessárias; ao invés disto, gaste nas coisas que realmente precisa.
  • Afinal de contas, a vida é sua! Então, por que permitir que os outros estabeleçam leis em sua vida?

2 – As pessoas mais felizes não têm, necessariamente, as ‘melhores’ coisas. Elas simplesmente apreciam aquilo que têm.

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Links:

www.bmfbovespa.com.br – BM&F Bovespa

www.simulacaobmfbovespa.com.br – Conheça o SimulAção. O simulador da Bolsa com jeito de homebroker

www.agorainvest.com.br – Ágora – Corretora de Valores Mobiliários

www.valoronline.com.br – Notícias sobre o mercado financeiro

http://br.finance.yahoo.com – Notícias, cotações e outras informações sobre o mercado financeiro

http://br.reuters.com – Reuters Brasil – Notícias do mercado de capitais brasileiro e mundial

www.bloomberg.com – Bloomberg – Notícias mundiais sobre mercado de capitais (em inglês)

http://br.advfn.com – Análise do mercado

www.youtube.com/watch?v=6gqX4ameJSI&feature=player_embedded# – Vídeo sobre como investir produzido pela CVM. Reportagem de Adriana Souza e Silva. Veja mais no site http://www.portaldoinvestidor.gov.br

http://www.tveducacaofinanceira.com.br/episodios.asp?IDVideo=TVEF_Episodio16 – Vídeo de: 21/11/2009 com 12 minutos de duração que mostra como funciona a Bolsa e o mercado de ações.

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/bolsa_valores/index.shtml – Perguntas & Respostas – Como investir na Bolsa de Valores

www.comoinvestir.com.br/acoes/como-escolher/acoes-para-voce/Paginas/default.aspx – Ações para você

http://jovemmilionario.wordpress.com – Blog com excelentes artigos sobre educação financeira

www.scribd.com/doc/4566394/Investimentos-Os-segredos-de-George-Soros-Warren-Buffet

www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/EnsaiosdeBuffet.htm – Diversos artigos sobre análise fundamentalista

www.bmfbovespa.com.br/Pdf/merccap.pdf – Apostila da Bovespa sobre Mercado de Capitais

http://economia.uol.com.br/financas – Site da UOL sobre Finanças Pessoais

Livros:

Investindo em Ações – Os Primeiros Passos – As dicas do Sr. Alceu, José Godoy, Luiz Gustavo Medina, Marco Antônio Gazel Junior- Editora Saraiva

Bem vindo à Bolsa de Valores , Marcelo Piazza – Editora Saraiva

O Mercado de Ações em 25 Episódios, Paulo Portinho – Editora Campus

Warren Buffett – Lições do maior de todos os investidores, Janet Lowe – Editora Campus

O TAO de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimento do gênio das finanças em sua vida, Mary Buffett e David Clark – Editora Sextante

Ganhe mais Investindo em Opções, Marcelo Piazza – Editora Saraiva (para quem já investe em ações e quer aumentar a rentabilidade da carteira)

A Adoção do Software como Serviço

Este é um artigo sobre negócios e tecnologia da informação que escrevi no final do ano passado e está voltado para gestores de TI e de Negócios de empresas de pequeno e médio porte.

Na última empresa que atuei como empresário e gestor na área de tecnologia da informação, tive a oportunidade de desenvolver, com minhas equipes, produtos de software que podiam ser hospedados em datacenter e acessados remotamente via web como ferramentas  GED,  CRM e de Gerenciamentos de Campanhas de marketing digital. Fomos uma das primeiras empresas brasileiras de TI a desenvolver este tipo de solução porque acreditávamos neste modelo de fornecimento de software como serviço, no início tais soluções eram chamadas de ASP (Application Services Provider), o conceito foi ampliado e atualmente chamam de Computação nas Núvens (cloud computing) . Procuro descrever as vantagens do SaaS resumidamente a seguir:

O uso de softwares como serviço (SaaS, do inglês Software-as-a-Service) – sistema semelhante a um aluguel para uso do software sem necessidade de compra da licença – deve movimentar em 2009 cerca de US$ 9,6 milhões na economia global, segundo estudo do Gartner, líder mundial em pesquisa sobre tecnologia. Esse valor representa um crescimento de 21,9% em relação ao total movimentado em 2008. Entre as principais razões desse salto estão a redução de custos, ganhos de velocidade e vantagem competitiva que a alternativa tecnológica permite às organizações.

Esse modelo de disponibilização de softwares, quase sempre de aplicações web online, revela-se atraente para pequenas e médias empresas, especialmente por unir os serviços tradicionais de software e serviços de venda sob demanda pela internet.

O pacote de SaaS inclui a possibilidade de contratação de uma infraestrutura terceirizada de servidores, reduzindo os gastos das empresas com sistemas próprios, principalmente no que se refere à manutenção. Ou seja, a redução de custos impacta não apenas a aquisição e disponibilização de servidores, sistemas operacionais e gerenciadores de bancos de dados, mas também a contratação de pessoal especializado para a operação, espaço físico com ambiente seguro, de alta disponibilidade e instalações adequadas.

É razoável supor que a parte que cabe ao software na contratação do conjunto de serviços represente o valor mensal de cerca de 2 a 3% do investimento necessário para a aquisição do software.

Além da infraestrutura servidora de hardware e software ficar hospedada no datacenter do provedor de serviços e disponível para acesso pela internet, a manutenção do sistema e os upgrades são realizados sem impactos para os usuários. Serviços adicionais de operação, backup e segurança estão incluídos no pacote de aluguel.

É importante que a empresa contratante identifique as suas reais necessidades e defina os requisitos e as funcionalidades de softwares e dos serviços, podendo assim justificar sua escolha pelo SaaS. A tabela abaixo apresenta algumas das motivações corretas e outras erradas na escolha desta modalidade: 

Razões Corretas Razões Erradas
Reduzir o TCO (total cost of ownership) ou Custo Total de Propriedade. Pagar mais barato pelo software.
Manter o foco no principal negócio da empresa. Ficar livre do problema.
Terceirizar a solução dos problemas para uma equipe especializada. Terceirizar a “identificação” dos problemas para o provedor do serviço.
Ter uma equipe de especialistas em cada tipo de aplicativo. Delegar ao provedor do serviço a identificação de suas necessidades.

Nas principais aplicações de gestão corporativa (ERP, CRM e GED), essa modalidade pode representar uma redução de até 30% no custo total de propriedade do software, que engloba a aquisição convencional de hardware e licenças; manutenção dessa infraestrutura e evolução do sistema, de acordo com estudo da consultoria McKinsey & Company.

Apesar dos benefícios serem mais valorizados pelas empresas de menor porte, grandes corporações vêem nessa modalidade a vantagem de terceirizar alguns serviços que não são fundamentais para a manutenção de sua competitividade. Esse é o caso principalmente de aplicações de GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos). Esse tipo de solução tem como principais atributos o armazenamento e a recuperação rápida de documentos eletrônicos. Junto com o software, também pode ser contratado o serviço de digitalização de documentos (notas fiscais, contratos e documentos cadastrais, por exemplo), a manutenção dos arquivos físicos e a guarda externa.

Mesmo com a cultura verticalizada ainda dominante nas pequenas e médias empresas brasileiras, o País dá seus primeiros passos nesse mercado. Na medida em que os gestores conhecerem melhor as inúmeras vantagens da mudança e entenderem que não há riscos adicionais no fato de ter o sistema e seus dados armazenados fora da empresa, seguramente esse modelo de terceirização de recursos de TI vai se tornar cada vez mais popular também por aqui.

Afinal, como o SaaS surge como alternativa para a aquisição de soluções sob demanda com investimento diluído, faz todo o sentido que os empreendedores brasileiros também se aproveitem de suas vantagens para diminuir seus custos.

Observação: Este texto foi baseado no artigo que escrevi e que escrevi em julho de 2009, com apoio da SP4 Comunicação Corporativa.  Foi publicado no Portal Document Management (10 de agosto), e no B2B (31 de julho).

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Alguns links relacionados com o assunto:

http://www.tiinside.com.br/16/06/2010/empresas-precisam-avaliar-adocao-de-saas-diz-gartner/ti/186035/news.aspx – Empresas precisam avaliar adoção de SaaS, diz Gartner

http://blogs.msdn.com/b/wcamb/archive/2008/03/09/saas-software-as-a-service-uma-vis-o-sobre-o-software-como-servi-o.aspx – SaaS – Software as a Service – Uma visão sobre o software como serviço.

O processo de coaching no mundo dos negócios

Até pouco tempo atuei como empresário na área de tecnologia da informação, especialmente com mercado de capitais, gestão de conhecimento, portais, CRM e marketing digital. Sempre gostei de tecnologia; depois fui aprendendo sobre negócios, administração/marketing e, nos últimos tempos, considerei e estudei muito as questões de liderança e de gestão, especialmente das pessoas com quem me relacionei em meu trabalho. Recentemente, tive a oportunidade de conhecer mais a respeito dos conceitos e técnicas da Terapia Cognitiva e também fiz cursos de Coaching Cognitivo no ITC.  Quero enfatizar que, conforme a Dra. Ana Maria Serra, o Coaching Cognitivo não se trata de fazer terapia no contexto do coaching, mas sim de utilizar o modelo cognitivo de funcionamento humano, incluindo técnicas e estratégias cognitivas, no gerenciamento de questões corporativas. O coaching vem auxiliar os executivos e as corporações em tempos normais e principalmente em tempos de crise, sejam estes envolvendo problemas de finanças e economia externa ou interna, situações de fusões e aquisições e outras mudanças organizacionais cada vez mais comuns nos dias atuais.

Meu objetivo ao fazer o curso não foi me capacitar para me tornar um profissional de coaching, mas sim de conhecer os conceitos, técnicas e práticas envolvidas, para apoio não só de minhas buscas de crescimento pessoal e profissional, mas também para poder atuar melhor junto às equipes e colaboradores de minha empresa, parceiros comerciais e clientes.

Aprendi então que o Coaching Cognitivo tem como objetivo último promover a realização máxima das potencialidades dos sujeitos envolvidos, em seu processo de crescimento e ajustamento pessoal, profissional e corporativo; e que, durante o processo, o coach trabalha junto ao executivo procurando identificar necessidades relacionadas à produtividade e desempenho pessoal dele próprio e da sua equipe; definir um plano de ação e mudança que inclua objetivos, metas, estratégias e recursos; implementar esse plano de mudança, monitorar resultados, e promover a manutenção dos resultados, ao mesmo tempo em que desenvolve as suas habilidades de comunicação e resolução de problemas e atua sobre sua forma de processar a informação.

Para isso, o coach cognitivo utiliza técnicas como: uma postura atenta e empática; rapport baseado em confiança e contato genuíno; questionamento socrático usando perguntas construtivas;  processo colaborativo com o cliente; identificação dos recursos e potenciais do cliente; uso eficaz da linguagem e da comunicação; além da atenção aos esquemas ou modelos mentais e aos pensamentos automáticos negativos.  Vi que tais técnicas, quando aliadas aos conhecimentos dos princípios básicos da terapia cognitiva, que nos ensina a identificar nas emoções e comportamentos as cognições que as precedem, podem ajudar muito o executivo a melhorar a percepção da realidade que envolve a tríade do eu, do mundo e do futuro e com isso fazer as mudanças necessárias, tomar melhores decisões, resolver seus problemas, e, ao mesmo tempo, utilizar melhor suas competências e seus potenciais.

Observação: Este texto foi baseado no artigo que escrevi para o Informativo da ABPC – Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva: “A Terapia Cognitiva e o Coaching Executivo” – impresso em Outubro de 2009.

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Alguns Livros relacionados ao assunto:

As 10 bobagens mais comuns que as pessoas inteligentes cometem e técnicas eficazes para evitá-las, de Arthur Freeman e RoseDeWolf – Prefácio de Aaron T. Beck – Editora Guarda Chuva

Como lidar com as preocupações, de Robert L. Leahy – Editora Artmed

Aprenda a ser Otimista, Martin E.P. Seligman – Editora Nova Era

Outros Livros:

Pergunte a Platão, de Lou Marinoff – Editora Record. Sobre o uso Prático da Filosofia.

Seja Assertivo, de Vera Martins – Editora Campus.