Empresas e Negócios na Nova Economia

Quando se trata de negócios, do presente e principalmente do futuro estamos falando de incerteza, complexidade, ciência, tecnologia, pessoas, mercado e tantas outras coisas, que juntas podem tornar-se um grande enigma, uma grande questão.

Assim, para nossa reflexão, segue a primeira pergunta:

O que é o futuro?

Podemos passivamente pensar o futuro como algo misterioso, desconhecido, difícil de prever,  arriscado, assombroso e até mesmo assustador. Por outro lado, podemos vislumbrar o futuro a partir de problemas e necessidades atuais, sinais presentes e tendências tecnológicas, bem como comportamentais e de consumo, e assim, proativamente cria-lo. Ou seja, o futuro desejado começa a ser trabalhado no presente.

Quando olhamos à nossa volta, reconhecemos o que não faz parte da natureza, como por exemplo, um prédio na avenida Paulista, que um dia foi apenas um pensamento na mente de alguém. Com base em seus conhecimentos e experiências, esse(a) arquiteto(a) imaginou e criou um primeiro esboço, depois trocando ideias com interessados foi melhorando sucessivamente até chegar a uma planta, depois uma maquete e finalmente um projeto que entregou nas mãos dos encarregados das diversas engenharias e da construção para fazerem acontecer o prédio. Sim, isto é “criar o futuro”.

Quando um(a) cientista faz pesquisas na literatura, em campo ou em laboratório, geralmente tem um objetivo em mente e perguntas a responder. Ao trabalhar duramente, ao longo do tempo, na busca de respostas para estas perguntas e chegar a uma conclusão, ele(a) está preparando algo especial que também poderá mudar significativamente o futuro de muitas pessoas. E isso também ocorre com artistas, designers, publicitários, pessoal de mídia e muitos outros profissionais, pois criar e “construir o futuro” faz parte da natureza humana.

Seguindo esta linha, vem a segunda pergunta:

O que é um negócio?

Na essência, podemos dizer que um negócio é um tipo de transação que facilita a troca de valor. Isso provavelmente começou com a troca de um bem por outro bem ou de um bem por um serviço. Depois inventaram a moeda ($) para facilitar as trocas. Em outras palavras, um negócio nos possibilita vender coisas, fazer ou construir coisas (produtos e/ou serviços) e entregar coisas. Além disso, em um negócio pagamos impostos e taxas, fazemos controles contábeis e financeiros etc.

Depois, fazer negócios evoluiu. Vender coisas tornou-se criar demanda, com vendas, marketing, publicidade, desenvolvimento de produtos e serviços ao cliente, … envolvendo conceitos como proposição de valor, canais de distribuição, mercados e segmentos de clientes. Por outro lado, ao criar demanda teremos que atendê-la entregando os produtos e/ou serviços ao cliente e usuário. Isso requer processos (atividades), recursos como tecnologia, pessoas e dinheiro, além de parcerias de negócio com fornecedores e outros interessados.

Ultimamente as empresas têm explorado novas estratégias competitivas e colaborativas, bem como novos modelos de negócios, principalmente as digitais. Um destes modelos tem se destacado, por atuar uma forma um pouco diferente no ecossistema de valor e negócios, conseguindo um crescimento fora do comum. Trata-se do modelo de negócios plataforma – que permitiu o surgimento de tantos Unicórnios, ou seja, negócios startup que, em menos de 10 anos de existência, atingiram valor de mercado acima de um bilhão de dólares.

Isto nos leva a terceira questão:

como será o futuro dos negócios_

Como será o futuro dos negócios? 

A meu ver, estamos vivendo um momento de transição, de uma Sociedade Industrial do Século XX para uma Sociedade da informação, conhecimento e serviços do século XXI. Agora  estamos, cada vez mais, trabalhando em rede, com foco no cliente, com uma visão de demanda, administrada com mais flexibilidade e autonomia.

Trata-se de uma Nova Economia, mais digital, mais criativa, mais compartilhada, mais colaborativa, mais circular.

Esse “mundo 4.0”, dessa nova economia, está mais volátil – com um ritmo mais veloz; mais incerto – pois está mais difícil se prever como será tomar decisões e agir; mais complexo – com múltiplos fatores/variáveis que influenciam simultaneamente o ambiente e as tomadas de decisão; e mais ambíguo – pois falta de clareza sobre o significado dos eventos, gerando confusão sobre o paradigma de causa e efeito, que nos explicava os acontecimentos. Isso tem exigido dos líderes flexibilidade em relação às mudanças, habilidades para ver através do caos, conhecer melhor as capacidades e possíveis estratégias, e coragem para enfrentar os desafios e tomar decisões.

Com a Internet e o mundo globalizado, a ciência se tornou mais colaborativa e veloz, novas tecnologias se tornaram presentes como a computação em nuvem (cloud computing), a mídia social, a mobilidade via notebooks, tablets e celulares, e devido ao volume e variedade dos dados, surgiram soluções Big Data. Além dessas, outras tecnologias estão emergindo como a Inteligência Artificial – com aplicações que usam algoritmos e técnicas de aprendizagem de máquina e redes neurais; realidade virtual – que nos permite visitar outros lugares, aprender ao mesmo tempo que nos divertimos; realidade aumentada – que amplia nosso campo de visão com informações relevantes; internet das coisas – que além de prover sensores que fornecem  informações a uma quantidade enorme de aplicações industriais e domésticas, tem possibilitado a criação de dispositivos vestíveis que podem monitorar e atuar sobre nosso corpo e saúde entre outras aplicações; blockchain – que facilita o desenvolvimento de aplicações distribuídas, criptomoedas, contratos inteligentes e muito mais; etc. Tudo isso afetando o mundo dos negócios e colocando líderes e gestores sob muita pressão, pois precisam estar acompanhando não só as mudanças que já estão acontecendo, mas também as tendências de consumo e comportamento de uma sociedade que também evoluiu.

Os colaboradores das diversas gerações presentes na empresa continuam a demandar visão, propósito e direção a seguir de seus líderes para suas equipes, com mais autonomia e menos comando e controle. Também sabem que precisam se reciclar e adquirir novas habilidades para poder atender as novas demandas que estão vindo por aí, bem como a automação cada vez mais presente e mais inteligente.

As grandes empresas começaram a entender a importância de um melhor relacionamento com seus consumidores finais.  Estão buscando trabalhar a cultura, a estratégia, estrutura, modelos de negócio e processos na direção digital, desejando prover mais produtos e serviços a seus clientes, a qualquer hora, acessíveis via qualquer dispositivo, e em qualquer lugar. Começaram a se envolver mais com o ecossistema de valor e de negócios a sua volta, muitas inclusive já estão provendo plataformas digitais e marketplaces para agregar mais valor e se tornarem mais competitivas.  Outras empresas utilizam-se destas plataformas como fornecedoras, ou como consumidoras, ou até mesmo nos dois sentidos. E os usuários finais de produtos e serviços em seus smartphones, tablets e computadores pessoais agora as acessam e tomam decisões de compra com poucos toques ou cliques.

Enfim, o futuro dos negócios envolve tudo isso e muito mais, conforme já vimos e veremos em outros posts.

E você, o que me diz sobre o futuro dos negócios? Comente!

Observação: Este artigo foi publicado originalmente, por mim, no blog do Futuro dos Negócios em duas partes, com os títulos: “Decifra-me ou te devoro – 1: o futuro e os negócios” e “Decifra-me ou te devoro – 2: como será o futuro dos negócios?“.

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Sobre o autor:

Nei Grando é diretor executivo da STRATEGIUS, teve duas empresas de tecnologia, é mestre em ciências pela FEA-USP com MBA pela FGV, organizador e autor do livro Empreendedorismo Inovador, é mentor de startups e atua como consultor, professor e palestrante sobre estratégia e novos modelos de negócio, inovação, organizações exponenciais, transformação digital e agilidade organizacional.

Detalhes: aqui, Contato: aqui.

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Uma Liderança que nutre Colaboração

Muito tem se falado sobre a importância de propósitos simples, claros e objetivos às organizações para gerarem engajamento junto a seus líderes e demais colaboradores.

Porém, é um equívoco comum, tanto nas empresas quanto nos artigos e livros de administração, que um senso de propósito é o que mais importa quando se trata de envolver os funcionários.

Uma pesquisa do artigo referência da revista MITSloan Management Review, revelou que o propósito é apenas um fator que contribui; e que o nível e a qualidade da colaboração interpessoal realmente têm o maior impacto no envolvimento e senso consistente e claro de comprometimento dos funcionários.

De que adianta um propósito maravilhoso se o ambiente de trabalho estiver cheio de medo, a moral da força de trabalho baixo e a rotatividade de funcionários era alta. Melhor não seria um espírito palpável de camaradagem, funcionários enérgicos e entusiasmados e clientes muito satisfeitos com o serviço.

Bons programas de desenvolvimento de liderança são projetados para ajudar a promover a construção de conexões e a criar redes de relacionamento em toda a empresa – promovendo um ambiente de confiança, mais colaborativo e produtivo.

Uma Análise de Rede Organizacional pode identificar uma variedade de construtores de colaboração, incluindo conectores, que vinculam pessoas; especialistas, cujos conhecimentos e habilidades apoiam outros; corretores, que ultrapassam fronteiras e integram subculturas; e energizadores, que incutem paixão e entusiasmo nos outros. Também pode identificar destruidores de colaboração: desenergizadores, vendedores de medo e outros duendes que espalham cinismo e impulso lento, geralmente de maneiras sutis.

Três etapas para a colaboração produtiva

Quando a confiança cultiva o propósito e o objetivo gera energia, as pessoas têm maior probabilidade de se tornarem colaboradores produtivos e engajados.

 

Contruindo a CONFIANÇA, cultiva o PROPÓSITO, gera a ENERGIA, melhora a COLABORAÇÃO

Como estabelecer e cultivar altos níveis de colaboração e engajamento na empresa?

Trata-se de um processo em camadas:

  • Primeiro, é preciso estabelecer uma base sólida identificando, adotando e recompensando comportamentos de liderança que aumentam a segurança e a confiança psicológicas. Essa é uma condição necessária, mas não suficiente.
  • Depois que a confiança é estabelecida, o líder deve instilar um senso de propósito – a convicção de que o trabalho que está sendo feito tem significado e impacto.
  • E, uma vez que o propósito está estabelecido, o líder deve gerar energia – um entusiasmo diário da força de trabalho.  

Ainda existe muita desconfiança em muitas organizações, incluindo reclamações sobre líderes que não cumprem promessas, retêm informações e se comportam de maneira egoísta. Tais reclamações nem sempre são fundamentadas na realidade, mas a maioria dos funcionários não confronta diretamente os líderes nem pede esclarecimentos sobre suas intenções.

Vários comportamentos de liderança estabelecem e apoiam a confiança. Vide na tabela abaixo,  os 27 comportamentos de liderança que nutrem a colaboração, promovendo confiança, propósito e energia nas organizações. Por exemplo, embora os líderes geralmente sejam aconselhados a “conversar”, quando se trata de confiança, eles também devem “falar em pé”. Isso porque nutrir a confiança baseada na benevolência e na integridade requer comunicar quem eles são e a intenção de suas ações de maneira clara e inequívoca. Quando os líderes andam sem falar, eles deixam os funcionários adivinhando e, em situações de trabalho, essas suposições costumam ter um tom negativo.

Comportamentos de lideres que nutrem a colaboração

Usando a análise de rede organizacional (ONA) para identificar líderes que são bons em nutrir a colaboração e entrevistando eles e as pessoas com quem trabalham, os pesquisadores descobriram 27 comportamentos que constroem confiança, instilam propósitos e geram energia, como segue:

Os comportamentos de liderança que nutrem a colaboração

A confiança baseada na competência também pode ser problemática se os líderes não estiverem dispostos a admitir que não sabem tudo. Isso requer certa humildade e uma exposição que gera vulnerabilidade, mas faz muita diferença nas relações de trabalho.

Os líderes de confiança passam bastante tempo em reuniões individuais com os funcionários e dedicam parte do tempo dessas reuniões a tópicos de “fora da tarefa” que não têm nada a ver com cronogramas de trabalho ou entregas.  Assim, quando sabem com o que as pessoas se importam e para onde querem ir, eventualmente podem moldar o trabalho para alinhar com as aspirações, e quando os liderados veem tal atitude, aumentam o grau de confiança.

Ao conquistar um senso de confiança nas pessoas, é muito mais fácil para os líderes ampliar a abertura e mostrar-lhes como o trabalho que fazem é importante para a organização e o mundo externo. Os líderes realizam isso não apenas fornecendo às pessoas tarefas inerentemente significativas (o que nem sempre é possível), mas também criando um contexto para uma colaboração significativa. E promover propósito, significa destacar o “porquê” de uma missão ou projeto, fornecendo mais clareza sobre as tarefas e não só “o que” precisa ser feito.

Outro ponto é que mais da metade do senso de propósito e impacto dos funcionários vem da qualidade de suas colaborações interpessoais. Assim, os líderes devem ajudar os funcionários a ver o objetivo como incorporado à maneira como trabalham juntos, não apenas na execução do trabalho em si.

Líderes que instilam com sucesso um senso de propósito tendem a difundir a propriedade desde o início, tornando a busca e o alcance de objetivos compartilhados um empreendimento cooperativo desde o início. Além disso, mostram apreço pelo trabalho de outras pessoas – demonstrando reconhecimento, quando bem feitos.

Os líderes que podem gerar energia e entusiasmo, um talento relativamente raro no ambiente de trabalho, são extremamente valiosos para suas organizações. Eles fornecem o choque necessário para produzir rapidamente novos resultados e acelerar a transferência de conhecimento. Isso os torna agentes de mudança altamente eficazes. Mas esse choque só pode ser feito de maneira estratégica se as organizações reconhecerem seus energizadores e empregarem suas habilidades especiais.

Tais lideres dedicam tempo para conversar com os colegas e ajudá-los a resolver problemas. Além disso usam de humor, pois a ideia é fazer as pessoas rirem e relaxarem um pouco – e não se levarem muito a sério.

Enfim, só um propósito nobre não transformará a empresa, são necessários comportamentos de liderança que nutrem a colaboração interpessoal como os verdadeiros motores da mudança.

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Referência

Cross, Rob; Edmondson, Amy; Murphy, Wendy. A Noble Purpose Alone Won’t Transform Your Company.  MITSloan Management Review (2019).

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5 disciplinas para Aprendizagem Organizacional

Ao rever o meu artigo recente “Por uma Cultura Organizacional +Digital“, lembrei-me da importância da aprendizagem, do conhecimento e de “As Cinco Disciplinas das Organizações que Aprendem” do livro “A quinta disciplina”, de Peter Senge., que continuam válidas na nova economia do seculo 21: Pensamento Sistêmico, Visão Compartilhada, Domínio Pessoal, Modelos Mentais, e Aprendizagem em Equipe.

As cinco disciplinas de aprendizagem organizacional

Decidi então fornecer um resumo destas disciplinas, não meu, mas do próprio Peter Senge em seu livro e que podem ser muito úteis às organizações que entendem e valorizam a aprendizagem em sua Cultura Organizacional, conforme segue:

Organizações que aprendem, são organizações que têm capacidade de aprender, renovar e inovar continuamente. A ideia é sanar as deficiências de aprendizagem, começando pela sua identificação e pela posterior aplicação de algumas técnicas que exercitem um raciocínio sistêmico, o qual permitirá o desenvolvimento das outras disciplinas.

As cinco disciplinas

Domínio Pessoal – Trata-se da capacidade das pessoas em alcançar alto nível de domínio pessoal, comprometendo-se com seu próprio aprendizado ao longo da vida. Senge atribui às tradições espirituais, as raízes desta disciplina. É a disciplina de continuamente esclarecer e aprofundar nossa visão pessoal, de concentrar nossas energias, de desenvolver paciência, de ver a realidade objetivamente, expandir capacidades para obter os resultados desejados e estimular os outros a fazer o mesmo.

Modelos Mentais – Todos nós temos “modelos mentais” que vamos formando durante nossa vida e que vão criando raízes em nossa mente, cada vez mais firmemente. É justamente em decorrência deste fenômeno que nos parece bastante difícil, quando já adultos, promovermos drásticas alterações em nossos modelos mentais. São pressupostos profundamente arraigados, generalizações ou mesmo imagens que influenciam nossa forma de ver o mundo e de agir. É necessário refletir, esclarecer continuamente e melhorar a imagem que cada um tem do mundo vendo como moldar atos e decisões. Numa organização, gerentes podem discutir seus modelos mentais arraigados e, em conjunto, tentar muda-los para o bem do grupo e da empresa. Saber sobre estes modelos, ensina aos líderes a aprender como é contraproducente tentar ditar uma visão, por melhor que sejam as suas intenções.

Visão Compartilhada – Esta, pode ser uma iniciativa organizacional saudável e mais fácil de implementar. Diz respeito a traduzir a visão individual na construção de uma visão compartilhada,  um conjunto de princípios e práticas orientadoras, direcionadas a um mesmo objetivo futuro, benéfico para o grupo. O princípio que voga nesta “disciplina” é que, no grupo organizacional, estimula-se um compromisso genuíno e um verdadeiro envolvimento, não apenas a aceitação tácita de uma orientação que vem de cima. A ideia é elaborar princípios e diretrizes que estimulam o engajamento do grupo em relação ao futuro que se procura. Envolve as habilidades de descobrir “imagens de futuro” que quando são compartilhadas estimulam o compromisso genuíno e o envolvimento, em lugar da mera aceitação.

Aprendizagem em Equipe – Este princípio defende, em suma, o diálogo entre os componentes das equipes que compõem a organização, privilegiando o pensamento conjunto, em sobreposição de valorização ao das idéias individualizadas, preconcebidas. A aprendizagem  em equipe é vital, pois as equipes, e não os indivíduos, são a unidade de aprendizagem fundamental nas organizações modernas. Isto é muito importante, pois se as equipes não tiverem capacidade de aprender, a organização não a terá. A idéia é transformar as aptidões coletivas ligadas a pensamento e comunicação, para que grupos desenvolvam inteligência e capacidades. Esta disciplina começa pelo diálogo, a capacidade dos membros de deixarem de lado as idéias preconcebidas e participarem de um verdadeiro “pensar em conjunto”. As equipes (e não os indivíduos) são a unidade de aprendizagem fundamental nas organizações modernas.

Pensamento Sistêmico – As empresas são um sistema composto por inúmeras partes e que estas, de certa forma, estão conectadas umas às outras, por “fios invisíveis”. E essa conexão entre as partes impõe que toda organização alcance um patamar de educação interna tal, que cada colaborador tenha a capacidade de “ver” o todo empresarial como uma só entidade, e não diferenciado por setores, departamentos, divisões etc. A idéia é criar uma forma de analisar e linguagem para descrever e compreender forças e inter-relações que modelam o comportamento dos sistemas. Esclarecer os padrões como um todo nos ajuda a ver como modifica-los efetivamente.

Segundo Senge são cinco as principais deficiência do processo de aprendizagem nas organizações:

  1. Eu sou meu cargo: limitação a função e falta de objetivos
  2. O inimigo estar lá fora: a culpa é sempre dos outros
  3. A fixação em eventos: ênfase no curto prazo
  4. A não conscientização das mudanças: falta de atenção às sutilizas e aos indicadores de longo prazo
  5. O mito da equipe administrativa: vai bem nas rotinas, mas não nas situações difíceis

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Referência:

Senge, Peter. A Quinta Disciplina, 1998, p. 40-46.

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