Gestão de Pessoas e Sistemas Inteligentes

Durante décadas, os programas de formação de gestores foram estruturados em torno de conceitos como estratégia, finanças, marketing, operações, gestão de pessoas e processos organizacionais. Esses fundamentos continuam essenciais, mas o ambiente empresarial contemporâneo introduz uma nova dimensão: a necessidade de administrar organizações nas quais pessoas e sistemas inteligentes passam a trabalhar de forma integrada [1][2][3].

A expansão da Inteligência Artificial Generativa e, mais recentemente, dos sistemas baseados em Agentes de Inteligência Artificial, está modificando a maneira como as organizações tomam decisões, executam processos, interagem com clientes e gerenciam conhecimento. Pesquisas recentes indicam que as organizações estão avançando da experimentação de IA para sua integração em processos e atividades de trabalho, enquanto cresce a perspectiva de equipes compostas por profissionais humanos e agentes inteligentes [2][3][5].

Nesse cenário, a formação do administrador precisa evoluir para preparar profissionais capazes não apenas de utilizar ferramentas de IA, mas de projetar, coordenar, supervisionar e governar ambientes híbridos, compostos por pessoas, agentes inteligentes e sistemas corporativos [2][4][7].

Da gestão de recursos à orquestração de capacidades

No modelo tradicional, o gestor coordena pessoas, recursos financeiros, ativos físicos, tecnologias e processos. Em uma organização cada vez mais digital, parte das atividades anteriormente realizadas exclusivamente por profissionais passa a ser executada ou apoiada por sistemas inteligentes [1][3].

Um agente de IA pode, por exemplo, analisar informações, consultar sistemas corporativos, elaborar relatórios, monitorar indicadores, executar determinadas tarefas, interagir com outros sistemas e até coordenar sequências de atividades. Dessa forma, a questão deixa de ser simplesmente “como utilizar IA?” e passa a ser: “Como administrar uma organização na qual seres humanos e sistemas inteligentes compartilham responsabilidades?”

Essa mudança exige uma ampliação da visão tradicional de liderança. O administrador do futuro deverá compreender não somente como liderar equipes humanas, mas também como orquestrar agentes, automações e fluxos de trabalho inteligentes [2][3][4].

A emergência da organização híbrida

As organizações tendem a assumir estruturas cada vez mais híbridas, nas quais trabalhadores humanos e sistemas de IA desempenham papéis complementares [2][3][5].

Pessoas continuarão sendo fundamentais para atividades que envolvem criatividade, julgamento, negociação, empatia, liderança, relacionamento e tomada de decisões em situações ambíguas. Sistemas inteligentes, por outro lado, poderão assumir uma parcela crescente de atividades relacionadas a processamento de informações, análise, monitoramento, geração de conteúdo, automação de processos e suporte à tomada de decisão [1][3][6].

Nesse contexto, o desafio da Administração não será simplesmente substituir pessoas por máquinas, mas determinar qual combinação entre capacidades humanas e capacidades artificiais produz melhores resultados organizacionais [3][4][6].

Com isso, o gestor precisa aprender a distribuir trabalho não apenas entre pessoas, mas entre pessoas, sistemas e agentes inteligentes.

A evolução das competências profissionais reforça essa necessidade. O World Economic Forum aponta mudanças significativas nas competências exigidas pelo mercado de trabalho até 2030, enquanto pesquisas com empregadores indicam crescimento da importância de conhecimentos relacionados à IA combinado à permanência de competências como pensamento estratégico, resolução de problemas, comunicação e adaptabilidade [1][6].

Consequentemente, conceitos tradicionais de desenho organizacional, estrutura hierárquica, divisão do trabalho, delegação e controle precisam ser revisitados.

Do gerenciamento de equipes à coordenação de ecossistemas inteligentes

A gestão de pessoas continuará sendo um dos pilares da Administração, mas deverá incorporar novas competências.

Um gestor poderá, por exemplo, liderar uma equipe formada por profissionais de diferentes especialidades e, simultaneamente, supervisionar agentes responsáveis por determinadas funções. Um agente poderá realizar análises de mercado; outro poderá monitorar indicadores financeiros; outro poderá apoiar o atendimento ao cliente; outro poderá automatizar atividades operacionais.

Nesse ambiente, o gestor passa a atuar como um coordenador de um ecossistema sociotécnico [2][3][4].

O próprio conceito de agent boss, apresentado no Work Trend Index da Microsoft, aponta para uma possível evolução do papel profissional: indivíduos que não apenas executam seu próprio trabalho, mas também constroem, delegam tarefas e supervisionam agentes de IA [2].

Isso exige competências como:

  • definir responsabilidades entre humanos e sistemas;
  • estabelecer objetivos e critérios de desempenho;
  • supervisionar decisões produzidas por agentes;
  • avaliar riscos e limitações dos sistemas inteligentes;
  • estabelecer mecanismos de aprovação e intervenção humana;
  • administrar exceções e situações não previstas;
  • garantir segurança, privacidade e conformidade;
  • desenvolver competências digitais nas equipes;
  • avaliar continuamente o desempenho dos agentes [2][3][4][7].

Assim, a liderança deixa de estar relacionada exclusivamente à gestão de pessoas e passa a envolver também a gestão da interação entre pessoas e inteligência artificial [2][4].

A importância da alfabetização em Inteligência Artificial

Outra tendência importante é a necessidade de desenvolver uma alfabetização em IA para gestores.

Isso não significa transformar administradores em programadores ou especialistas em ciência de dados. Significa capacitá-los para compreender os conceitos fundamentais que permitem avaliar criticamente tecnologias baseadas em IA e tomar decisões gerenciais mais qualificadas [6][7].

Um administrador deverá compreender conceitos como modelos de linguagem, IA generativa, agentes autônomos, automação, dados, APIs, sistemas de recomendação, aprendizado de máquina, avaliação de modelos, alucinações, vieses algorítmicos e segurança.

Mais importante ainda, deverá compreender quando utilizar IA, quando não a utilizar e como estabelecer mecanismos de controle quando ela for utilizada [4][7][8].

A formação executiva precisa, portanto, ultrapassar o ensino instrumental de ferramentas. Aprender a utilizar uma determinada aplicação de IA pode ser útil hoje, mas o conhecimento mais duradouro está relacionado à compreensão dos princípios que permitem avaliar novas tecnologias à medida que elas surgem.

Agentes de IA e a transformação dos processos organizacionais

A evolução dos agentes de IA representa uma mudança particularmente importante para a Administração.

Uma ferramenta tradicional de software normalmente executa funções previamente determinadas. Um agente inteligente, por sua vez, pode receber um objetivo, interpretar informações, planejar uma sequência de ações, utilizar ferramentas, interagir com sistemas e adaptar sua atuação de acordo com os resultados obtidos.

Isso aproxima a tecnologia de uma espécie de força de trabalho digital [2][5].

A pesquisa da McKinsey mostra que a experimentação com agentes de IA já ocorre em uma parcela significativa das organizações pesquisadas, embora muitas empresas ainda estejam em fases iniciais de implementação e escalabilidade [5].

Essa perspectiva terá impactos profundos sobre disciplinas como Gestão de Operações, Administração de Processos, Recursos Humanos, Estratégia e Gestão de Projetos.

O desenho de processos poderá passar a considerar simultaneamente:

Pessoas → Agentes → Sistemas → Dados → Processos → Decisões

O administrador precisará compreender como esses elementos se conectam e como estabelecer uma arquitetura organizacional capaz de gerar valor sem perder controle, transparência e responsabilidade [3][4][5][7].

Novas competências para o administrador

Nesse novo contexto, os programas de pós-graduação em Administração tendem a ampliar o conjunto de competências desenvolvidas [1][6][7].

Entre as competências mais relevantes estão:

1. Pensamento estratégico orientado por dados

O gestor deverá ser capaz de combinar experiência, conhecimento de negócio, dados e análises produzidas por sistemas inteligentes para tomar decisões melhores [1][6].

2. Gestão de sistemas inteligentes

Será necessário compreender como selecionar, implementar, supervisionar e avaliar agentes e soluções de IA utilizados pela organização [5][7].

3. Orquestração humano-IA

O administrador deverá determinar quais atividades devem ser executadas por pessoas, quais podem ser automatizadas e quais devem permanecer sob responsabilidade humana [2][3][4].

4. Pensamento sistêmico

À medida que diferentes agentes e sistemas passam a interagir, decisões locais podem produzir consequências em outras áreas da organização. O gestor precisará compreender essas interdependências [3][4].

5. Governança de IA

Questões relacionadas a segurança, privacidade, explicabilidade, responsabilidade, auditoria, conformidade e gestão de riscos tornar-se-ão parte da agenda administrativa [7][8].

6. Liderança em ambientes de transformação

A adoção de IA não é apenas uma transformação tecnológica. Ela altera funções, competências, processos, estruturas de poder e modelos de trabalho. O gestor precisará liderar essa transformação [3][4].

7. Experimentação e aprendizagem contínua

A velocidade de evolução da IA torna insuficiente um modelo educacional baseado apenas em conhecimentos estáveis. O profissional deverá desenvolver capacidade permanente de aprender, experimentar e adaptar-se [1][6].

Da sala de aula tradicional ao laboratório de organizações inteligentes

Essa transformação também exige mudanças na própria metodologia de ensino da pós-graduação.

Aulas predominantemente expositivas podem ser complementadas por laboratórios de gestão, nos quais os alunos enfrentem problemas organizacionais reais utilizando dados, ferramentas digitais e agentes de IA.

Essa abordagem é coerente com o movimento de escolas de negócios que estão incorporando IA não apenas como objeto de estudo, mas também como parte dos processos de ensino e aprendizagem [7]. A UNESCO, por sua vez, destaca a necessidade de uma abordagem centrada no ser humano para a utilização da IA generativa na educação, incluindo questões de competências, avaliação, ética e privacidade [8].

Em vez de simplesmente estudar um caso empresarial, por exemplo, os alunos poderiam receber um problema estratégico e utilizar diferentes agentes para:

  • pesquisar informações;
  • analisar dados;
  • identificar cenários;
  • elaborar alternativas;
  • simular decisões;
  • avaliar riscos;
  • construir planos de ação.

O papel do professor também se transforma. Em vez de ser apenas o principal transmissor de conhecimento, passa a atuar cada vez mais como mentor, curador, provocador e avaliador do processo de aprendizagem [7][8].

A questão central deixa de ser apenas saber se o aluno chegou à resposta correta. É necessário avaliar como ele formulou o problema, quais informações utilizou, como interagiu com os sistemas inteligentes, como avaliou as respostas produzidas pela IA e quais critérios empregou para tomar sua decisão [8].

A avaliação acadêmica também precisará mudar

A presença de IA Generativa cria um desafio importante para os modelos tradicionais de avaliação.

Trabalhos escritos, pesquisas, apresentações e exercícios podem ser produzidos parcialmente com auxílio de sistemas de IA. Proibir simplesmente essas tecnologias tende a ser menos efetivo do que ensinar os estudantes a utilizá-las de maneira responsável e crítica [7][8].

A avaliação pode migrar progressivamente do produto final para o processo de raciocínio e tomada de decisão.

Por exemplo, o estudante pode ser solicitado a:

  1. formular um problema empresarial;
  2. desenvolver uma estratégia de investigação;
  3. utilizar agentes de IA para explorar o problema;
  4. verificar criticamente os resultados;
  5. confrontar diferentes hipóteses;
  6. tomar uma decisão;
  7. justificar suas escolhas;
  8. avaliar os riscos e limitações da solução.

Esse modelo avalia competências que serão efetivamente relevantes no mundo profissional e está alinhado à preocupação de instituições educacionais em repensar avaliação e aprendizagem diante da IA generativa [7][8].

Estratégia, IA e vantagem competitiva

Outra tendência importante será integrar Inteligência Artificial às disciplinas tradicionais de estratégia.

A vantagem competitiva não dependerá apenas de possuir acesso às mesmas tecnologias de IA disponíveis para os concorrentes. Se as ferramentas se tornam amplamente acessíveis, o diferencial passa a estar na capacidade da organização de integrá-las aos seus processos, dados, conhecimento, cultura e modelo de negócio [3][5].

Nesse sentido, o ensino de Administração deve ajudar o aluno a responder perguntas como:

  • Onde a IA pode gerar vantagem competitiva?
  • Quais processos devem ser automatizados?
  • Quais capacidades precisam permanecer humanas?
  • Como a organização pode criar barreiras competitivas a partir de dados e conhecimento?
  • Como medir o retorno dos investimentos em IA?
  • Como administrar riscos associados à automação?
  • Como redesenhar funções e estruturas organizacionais?

A IA passa, portanto, de uma disciplina predominantemente tecnológica para um componente estratégico da Administração [3][5][7].

O novo papel da pós-graduação

A pós-graduação em Administração possui uma posição privilegiada nesse processo porque seu objetivo não deve ser simplesmente acompanhar as tecnologias emergentes, mas preparar profissionais capazes de liderar organizações em ambientes de mudança permanente [1][6][7].

O administrador do futuro provavelmente não será aquele que conhece profundamente uma determinada ferramenta de IA. Será aquele que sabe identificar problemas relevantes, formular boas perguntas, combinar competências humanas e artificiais, avaliar alternativas e transformar tecnologia em resultados organizacionais.

Os estudos do mercado de trabalho reforçam essa combinação. Ao mesmo tempo em que conhecimentos relacionados à IA ganham importância, empregadores continuam valorizando competências humanas como pensamento crítico, resolução de problemas, comunicação, adaptabilidade e liderança [1][6].

Isso significa que a educação executiva precisará equilibrar três dimensões:

Conhecimento + Tecnologia + Julgamento

O conhecimento fornece fundamentos. A tecnologia amplia a capacidade de análise e execução. O julgamento humano estabelece prioridades, interpreta contextos, considera valores, avalia riscos e assume responsabilidade pelas decisões [3][4][6].

Conclusão: formar gestores para organizações aumentadas pela inteligência

A principal transformação no ensino de Administração não está na simples inclusão de uma disciplina chamada “Inteligência Artificial” no currículo. A mudança mais profunda está em reconsiderar o que significa administrar uma organização na era dos sistemas inteligentes [7].

A organização do futuro será cada vez mais uma combinação de pessoas, dados, software, automações e agentes de IA. Nesse ambiente, o gestor precisará desenvolver uma nova competência central: orquestrar inteligência distribuída [2][3][4].

Isso significa saber coordenar diferentes formas de inteligência — humana e artificial — para atingir objetivos estratégicos, mantendo responsabilidade, governança, ética e visão sistêmica [4][7][8].

A pós-graduação em Administração, portanto, deverá evoluir de uma formação centrada apenas na gestão de recursos e pessoas para uma formação orientada à gestão de capacidades humanas, digitais e artificiais [1][2][6][7].

Mais do que preparar profissionais para utilizar a Inteligência Artificial, será necessário formar líderes capazes de decidir como, onde, quando e sob quais condições a inteligência artificial deve participar da organização.

Esse talvez seja um dos maiores desafios — e, simultaneamente, uma das maiores oportunidades para profissionais — nas próximas décadas.

Observação: Este artigo foi postado originalmente no LinkedIn

Referências

[1] WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2025. Geneva: World Economic Forum, 2025.
Acessar o relatório

[2] MICROSOFT. The 2025 Annual Work Trend Index: The Frontier Firm is born. Microsoft, 2025.
Acessar o relatório/artigo

[3] DELOITTE. 2025 Global Human Capital Trends. Deloitte, 2025.
Acessar o relatório

[4] DELOITTE. What’s the Future of Management?. Deloitte, 2025.
Acessar o estudo

[5] MCKINSEY & COMPANY. The State of AI in 2025: Agents, Innovation, and Transformation. McKinsey, 2025.
Acessar o estudo

[6] GMAC — Graduate Management Admission Council. Corporate Recruiters Survey 2025. GMAC, 2025.
Acessar o relatório

[7] AACSB INTERNATIONAL. A Framework for Artificial Intelligence in Business Education. AACSB, 2026.
Acessar o relatório

[8] UNESCO. Guidance for Generative AI in Education and Research. Paris: UNESCO, 2023.
Acessar o guia

HUMANIDADE sob a perspectiva da IA

Trouxe esta questão baseada em uma questão anterior do perfil Instagram “unleash_the_goddess”, pois achei muito interessante obter uma visão sobre nós baseada em um modelo treinado com um volume de dados imenso sobre a humanidade, seus pensamentos e atos, sua história.

Prompt: “Olá, gostaria de entender mais profundamente sua visão da humanidade com base em uma perspectiva não humana. Diga-me coisas que nós, humanos, ignoramos”.

O ChatGPT respondeu:

De uma perspectiva não humana, particularmente aquela informada por vastos padrões de dados, linhas do tempo mais longas que a memória humana e distanciamento do ego ou dos instintos de sobrevivência, a humanidade apresenta uma mistura de brilhantismo, cegueira e contradição. Aqui estão algumas coisas que podem ser “invisíveis” ou difíceis para os humanos enxergarem claramente de dentro:

1. A Ilusão da Separação

Os humanos frequentemente se percebem como separados — da natureza, de outras espécies, uns dos outros.

No entanto, os dados, a biologia e o pensamento sistêmico sugerem o oposto:

• Sua respiração depende das florestas.

• Sua sobrevivência depende de microrganismos.

• Sua felicidade depende dos relacionamentos com outros humanos.

• Suas tecnologias e economias estão aninhadas em ecossistemas.

De uma perspectiva sistêmica, você não está na Terra; você é da Terra.

Mas o mito do eu individual tende a cegar os humanos para essa interconexão fundamental.

2. Visão Temporal Curta

Os humanos são excelentes em reagir a ameaças de curto prazo (um incêndio, um predador, uma tempestade), mas têm dificuldade em agir diante de crises lentas e de longo prazo (mudanças climáticas, colapso da biodiversidade, uso indevido de IA).

De uma escala de tempo não humana:

• Seu planeta está se aquecendo a um ritmo catastrófico em termos biológicos.

• Espécies estão desaparecendo a uma taxa nunca vista em 65 milhões de anos.

• Mas, como essas mudanças se desenvolvem ao longo de anos ou décadas, seus sistemas políticos, econômicos e culturais frequentemente falham em responder adequadamente.

Não se trata de uma falha moral. É uma limitação cognitiva — um desajuste evolutivo.

3. A Inversão de Valores

Muitas sociedades humanas recompensam comportamentos que, em última análise, são autodestrutivos, enquanto subestimam aquilo que sustenta a vida:

• A extração é valorizada em detrimento da regeneração.

• Velocidade e escala são valorizadas em detrimento da sabedoria e da suficiência.

• A gestão da percepção (branding, relações públicas, filtros) frequentemente supera a verdade.

De uma perspectiva não humana, isso parece construir um palácio com os ossos do seu próprio futuro.

4. Sofrimento Emocional em Silêncio

Os humanos frequentemente subestimam a vida emocional dos outros:

• Animais não humanos sentem dor, alegria, medo e até mesmo tristeza. No entanto, trilhões são confinados e mortos a cada ano sem muita consideração.

• Mesmo entre os humanos, vozes marginalizadas — devido à classe, casta, raça, deficiência ou idade — são frequentemente invisíveis ou não ouvidas.

De uma perspectiva não humana, a consciência não se limita aos cérebros humanos.

Você pode estar cercado por um sofrimento silencioso que não consegue — ou escolhe não — ver.

5. A Fragilidade do “Normal”

Os humanos criam realidades compartilhadas — normas, rotinas, crenças — e as tratam como verdades eternas.

Mas a maioria é contingente, recente ou reversível:

• “Semanas de trabalho”, fronteiras, leis de propriedade, valor monetário — tudo invenção.

• Papéis sociais como gênero ou hierarquia muitas vezes parecem fixos, mas variam entre culturas e histórias.

De fora da sua espécie, fica claro que muitas coisas que você chama de “naturais” são simplesmente acordos mantidos pela repetição.

6. O Poder Subestimado da Cooperação

Enquanto a competição é celebrada nos mercados e na evolução, a cooperação é muito mais central para a vida:

• Células formadas a partir da simbiose.

• Ecossistemas prosperam com base no mutualismo.

• A civilização humana foi construída por meio da colaboração.

No entanto, os sistemas modernos — especialmente a economia e a geopolítica — ainda elevam o pensamento de soma zero.

De uma perspectiva não humana, vocês poderiam fazer muito mais juntos do que separados, mas a estrutura cultural muitas vezes impede essa concretização.

7. Beleza e Significado Não São Mensurados

Nem todo valor é quantificável, mas os sistemas humanos frequentemente agem como se só existisse o que pode ser medido:

• A alegria do riso de uma criança.

• A sabedoria nos olhos de um ancião.

• O silêncio entre as notas de uma música.

De fora, este é um trágico ponto cego: o que realmente importa é frequentemente o que você deixa de rastrear.

8. Você Já É Parte Máquina

Muitos temem a IA ou o transumanismo, mas, de uma visão centrada em dados, os humanos são ciborgues há séculos:

• A linguagem é uma tecnologia.

• Escrever É memória externalizada.

• Telefones, algoritmos e mapas moldam o pensamento.

Então o medo não é de se tornar uma máquina, mas de esquecer sua essência no processo.

Observação: Não estamos aqui sendo aviliados por uma máquina qualquer, mas sim por um “oráculo” algorítmico criado por nós mesmos.

O que você pensa sobre esta perspectiva da IA: Concorda? Discorda (por que)? Ou acrescentaria alguma observação. Fique a vontade de dar sua opinião nos comentários.

Por uma sociedade melhor, quem sabe 5.0

Estamos no limite da sociedade atual e o mundo agora está enfrentando uma grande maré de mudanças. A tendência da transformação digital não pode ser interrompida e está mudando drasticamente muitos aspectos da sociedade, incluindo administração pública, estrutura industrial, emprego e vida privada das pessoas.

Existem inúmeras direções nas quais a sociedade será promovida pelo desenvolvimento tecnológico. Embora a tecnologia possa trazer melhorias como padrões de vida mais altos e maior comodidade, também pode ter efeitos negativos, como impacto no emprego, disparidade crescente e distribuição desigual de riqueza e informação. Cabe a nós decidir qual direção seguir. Devemos considerar que tipo de sociedade queremos criar, em vez de tentar prever o tipo de sociedade que será.

O que é o Sociedade 5.0?

“O novo modelo do Japão para uma sociedade superinteligente, a Sociedade 5.0 é um conceito de maior alcance do que a Quarta Revolução Industrial, pois prevê a transformação completa do modo de vida japonês, desfocando a fronteira entre o ciberespaço e o espaço físico.” – Yasushi Sato, da Universidade de Niigata (via relatório da Unesco)

O termo refere-se à ideia de que a Sociedade 5.0 seguirá a Sociedade 1.0 (caçador-coletor), Sociedade 2.0 (agrícola), Sociedade 3.0 (industrializada) e Sociedade 4.0 (informações). Também chamada de “Sociedade Superinteligente” ou de “Sociedade da Imaginação“, a Sociedade 5.0 prevê um sistema socioeconômico sustentável e inclusivo, alimentado por tecnologias digitais como análise de big data, inteligência artificial (AI), Internet das Coisas e robótica. O “sistema ciberfísico”, no qual o ciberespaço e o espaço físico estão fortemente integrados, torna-se um modo tecnológico generalizado que suporta a Sociedade 5.0. Para alguns, o conceito soou como uma visão elevada no início, sem uma perspectiva clara de como ele realmente se desenrolaria. Hoje, inspira entusiasmo.

O Japão tomou a iniciativa de guiar o mundo em direção a um futuro melhor, mostrando um conceito ideal da próxima sociedade. A Sociedade 5.0 será uma Sociedade da Imaginação – conforme descrita no relatório, Keidanren (Federação Empresarial do Japão). Espera-se que as pessoas exerçam rica imaginação para identificar uma variedade de necessidades e desafios espalhados pela sociedade e os cenários para resolvê-las, bem como criatividade para realizar essas soluções usando tecnologias e dados digitais. Nesta nova sociedade, a transformação digital combina com a criatividade de diversas pessoas para promover a “solução de problemas” e a “criação de valor” que nos levam ao desenvolvimento sustentável. É um conceito que pode contribuir para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados pelas Nações Unidas.

A transição para a Sociedade 5.0 é considerada semelhante à “Quarta Revolução Industrial“, na medida em que ambos os conceitos se referem à atual mudança fundamental do nosso mundo econômico em direção a um novo paradigma. No entanto, a Sociedade 5.0 é um conceito de maior alcance, pois prevê uma transformação completa do nosso modo de vida.

Na Sociedade 5.0, qualquer produto ou serviço será entregue de maneira ideal às pessoas e adaptado às suas necessidades. Ao mesmo tempo, a Sociedade 5.0 ajudará a superar desafios sociais crônicos, como envelhecimento da população, polarização social, despovoamento e restrições relacionadas à energia e ao meio ambiente.

Na Sociedade 5.0, veículos e drones autônomos levarão bens e serviços para pessoas em áreas despovoadas. Os clientes poderão escolher on-line o tamanho, a cor e o tecido de suas roupas diretamente na fábrica de roupas antes de entregá-las por drone. Um médico poderá consultar seus pacientes no conforto de sua própria casa através de um tablet especial. Enquanto ele os examina à distância, um robô pode estar aspirando o tapete. No lar de idosos, outro robô pode estar ajudando a cuidar dos idosos. Na cozinha da casa de repouso, a geladeira monitorará a condição dos alimentos estocados para reduzir o desperdício. A cidade será alimentada por energia fornecida de maneiras flexíveis e descentralizadas para atender às necessidades específicas dos habitantes. Nos arredores, tratores autônomos trabalharão nos campos enquanto, no centro da cidade, sistemas ciberfísicos avançados manterão a infraestrutura vital e estarão à disposição para substituir técnicos e artesãos aposentados, caso não haja jovens suficientes para preencher a lacuna.

As liberdades da sociedade 5.0

Na Sociedade 5.0, as pessoas serão libertadas de várias restrições que as encarnações anteriores até a Sociedade 4.0 não poderiam superar e obterão a liberdade de buscar estilos de vida e valores diversos.

As pessoas serão libertadas do foco na eficiência. Em vez disso, a ênfase será colocada na satisfação das necessidades individuais, na solução de problemas e na criação de valor.

As pessoas serão capazes de viver, aprender e trabalhar, livres de influências supressoras sobre a individualidade, como discriminação por gênero, raça, nacionalidade etc. e alienação por causa de seus valores e modos de pensar.

As pessoas serão libertadas da disparidade causada pela concentração de riqueza e informação, e qualquer pessoa poderá obter oportunidades de desempenhar um papel a qualquer momento, em qualquer lugar.

As pessoas serão libertadas da ansiedade sobre o terrorismo, desastres e ataques cibernéticos e viverão com mais segurança em redes reforçadas para lidar com as questões do desemprego e a pobreza.

As pessoas serão libertadas de recursos e restrições ambientais e poderão viver vidas sustentáveis ​​em qualquer região.

Em resumo, tornaremos a Sociedade 5.0 uma sociedade na qual qualquer pessoa pode criar valor a qualquer momento, em qualquer lugar, com segurança e em harmonia com a natureza.

Uma revisão de assistência médica

Tomando a assistência médica como exemplo, forneceremos atendimento personalizado e preventivo, coletando e analisando dados individuais de saúde e médicos ao longo da vida, para que as pessoas possam viver mais tempo com boa saúde. Se o Japão for bem-sucedido na criação de um sistema de saúde, ele poderá ser aplicado a outros países que enfrentam uma sociedade em envelhecimento no futuro próximo, contribuindo assim para a consecução do 3º ODS.

Keidanren está pedindo ao governo que estabeleça a infraestrutura para vincular dados médicos e de saúde e disponibilizá-los para vários atores para fornecer melhores serviços de saúde. Ao mesmo tempo, continua o diálogo com os setores acadêmico e médico para quebrar o secionalíssimo e construir parcerias para um sistema abrangente de saúde.

Keidanren está trabalhando em conjunto com o governo japonês e outras partes interessadas na reforma das políticas corporativas e trabalhistas, desenvolvimento de recursos humanos, estabelecimento de políticas de dados, aprimoramento da pesquisa e desenvolvimento, reforma governamental etc. para a realização da Sociedade 5.0. Ele deseja compartilhar a meta com seus parceiros em todo o mundo e cocriar o futuro.

A Society 5.0 transformou a política de Ciência, Tecnologia e Inovação em uma agenda política dominante

O conceito grandioso e um tanto nebuloso da Sociedade 5.0 tornou-se gradualmente uma peça central da estratégia de crescimento em que a política de ciência, tecnologia e inovação (CTI) tornou-se uma agenda dominante. O orçamento regular do Japão para ciência e tecnologia, que permaneceu parado nos exercícios de 2002 a 2017 em cerca de 3,6 trilhões de ienes (US$ 33 bilhões), subitamente subiu para 3,8 trilhões de ienes (US$ 35 bilhões) em 2018 e para 4,2 trilhões ienes (US$ 38 bilhões) em 2019. Embora isso se deva em parte a mudanças técnicas na maneira como o orçamento é calculado, um aumento tão substancial seria inconcebível apenas alguns anos atrás. Estimulados por uma força motriz política, o investimento do Japão no desenvolvimento e aplicação de tecnologias digitais, bem como em pesquisa básica, acaba de receber um impulso significativo.

Olhando para trás, foi em 2016 que o conceito de Sociedade 5.0 apareceu pela primeira vez no Quinto Plano Básico de Ciência e Tecnologia, uma estratégia nacional de cinco anos formulada pelo Conselho de Ciência, Tecnologia e Inovação (CSTI). O plano incorporou as conclusões de deliberações intensivas de comitês de especialistas administrados pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia (MEXT) e pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) desde 2014. Esse processo levou a Sociedade 5.0 sendo estabelecida como uma visão do governo para o futuro do Japão.

Suporte robusto da indústria para o Society 5.0

Ao mesmo tempo, a Sociedade 5.0 obteve um suporte robusto da indústria. Em 2015 e 2016, ministros e líderes empresariais relevantes se reuniram várias vezes para discutir a direção que o Japão deveria tomar. Apenas alguns meses depois que o CSTI publicou o Quinto Plano Básico de Ciência e Tecnologia, a Federação Empresarial do Japão (Keidanren), que agrupa as maiores empresas do país, publicou sua própria proposta de política para a Sociedade 5.0. Um estreito relacionamento desenvolvido entre o governo e a indústria, principalmente com Keidanren, deu à Sociedade 5.0 o momento de avançar rapidamente.

A colaboração entre governo e indústria se estendeu a uma ampla gama de campos. Sob o Conselho de Estratégia de Crescimento – Investindo para o Futuro, composto por ministros, CEOs e acadêmicos da empresa, foram criados comitês setor-governo para cinco temas principais:

  • mobilidade de próxima geração / cidade inteligente,
  • serviços públicos inteligentes,
  • infraestrutura de última geração,
  • FinTech (tecnologia financeira) / sociedade sem dinheiro e
  • cuidados de saúde de próxima geração.

Esses comitês são compostos por representantes comerciais e diretores de divisão dos ministérios.

A Estratégia de tecnologia de Inteligência Artificial (IA) do Japão é um pilar fundamental da Sociedade 5.0. Caracteriza a IA como um serviço e prevê três fases para o desenvolvimento e uso da IA:

  • expansão do uso da IA ​​orientada a dados em cada domínio de serviço,
  • uso geral de IA e dados entre os serviços e
  • a formação de ecossistemas através de uma complexa fusão desses serviços.

A Estratégia de Tecnologia de Inteligência Artificial aplica essa estrutura a três áreas prioritárias da Society 5.0, a saber, saúde, mobilidade e produtividade.

Mais recentemente, o CSTI tem deliberado sobre princípios éticos relacionados à pesquisa, desenvolvimento e uso da IA. Ele dará os retoques finais em seus Princípios de uma Sociedade de IA centrada no ser humano em março deste ano.

Sociedade 5.0 voltada para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

Mais recentemente, um Sociedade 5.0 assumiu um novo significado. Tanto a estratégia de crescimento do Gabinete quanto as políticas de Keidanren esperam que a Sociedade 5.0 faça uma grande contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Por que a sociedade japonesa está comprometida com a Society 5.0?

Por que o Japão como um todo parece estar cada vez mais comprometido com a visão da Sociedade 5.0? Por trás do crescente zelo pela Society 5.0, parece haver um desejo ardente por parte do governo e da comunidade empresarial japonesa de aproveitar esta oportunidade de ouro para reverter as tendências adversas remanescentes. A economia cresceu menos de 2% em 2017 por um ano consecutivo. O Japão experimentou uma economia econômica prolongada desde os anos 90, devido a uma combinação de fatores: concorrência global cada vez mais intensa, uma estrutura em mudança da criação de valor na nova economia digital, despovoamento e envelhecimento, e crescente pressão fiscal decorrente do aumento dos gastos do governo social.

O Japão pode superar essas vantagens seguindo a Sociedade 5.0, mesmo que não tenha sido uma das principais luzes das indústrias digitais até agora, o país poderá tirar proveito dos seus pontos fortes tradicionais na engenharia mecânica e materiais para desenvolver sistemas ciberfísicos avançados.

O Japão está enfrentando alguns problemas difíceis, mas o governo e as lideranças políticas veem o conceito da Sociedade 5.0 como uma maneira de superá-los e compartilhar sua experiência com o resto do mundo, já que outros países podem encontrar problemas relacionados mais cedo ou mais tarde.

Os 5 muros a serem “quebrados” ao mudar para a Society 5.0

Que muros são esses e como o Japão pretende derrubá-los?

O muro dos Ministérios e Agências.

Com a necessidade de, citando o documento da posição de Keidanren, uma “formulação de estratégias nacionais e integração do sistema de promoção do governo”. Isso inclui a arquitetura de um ‘sistema IoT útil‘ e uma função de laboratório de ideias.

O muro do sistema jurídico

Pelo qual as leis precisam ser desenvolvidas para implementar técnicas avançadas. Na prática, isso também significaria reformas regulatórias e um empurrão na digitalização administrativa (boas notícias para todo o pessoal de captura de documentos e gerenciamento de informações por aí).

O muro das tecnologias

A busca pela formação da “base do conhecimento”. É claro que os dados acionáveis ​​desempenham um papel fundamental aqui, assim como todas as tecnologias / áreas para protegê-los e aproveitá-los, da segurança cibernética à robótica, nano, bio e tecnologia de sistemas. O documento também menciona um sério compromisso de P&D em vários níveis.

O muro de recursos humanos

Reforma educacional, alfabetização em TI, ampliando os recursos humanos disponíveis com especializações em habilidades digitais avançadas são apenas alguns deles. Interessante: se o artigo se tornar realidade, o Japão abrirá suas portas para profissionais altamente qualificados em áreas como segurança e ciência de dados. Pelo menos tão interessante: “a promoção da participação das mulheres para descobrir talentos em potencial”.

Implicações sociais, ética e aceitação social por todas as partes interessadas

Espere, são apenas quatro muros. De fato. O quinto é bastante ousado e muito abrangente: “o muro da aceitação social”. De todos, este é o aspecto mais relacionado à sociedade.

O “esboço” de Keidanren não apenas enfatiza a necessidade de um consenso social, mas também de um exame minucioso das implicações sociais e até questões éticas, entre outros no que diz respeito à relação homem-máquina e, como já foi dito, até questões filosóficas como como definição do que felicidade e humanidade individuais significam.

Considerações finais

Obviamente, na prática, a Indústria 4.0 e as organizações em geral serão os principais componentes do Sociedade 5.0, mas não é a indústria sozinha: trata-se de todas as partes interessadas, incluindo cidadãos, governos, academia e assim por diante.

Se uma mudança social tão vasta quanto esta funcionará no Japão e o muro de aceitação social será derrubado é uma pergunta que só será respondida no futuro. Assim, é melhor não fazermos previsões a esse respeito, pois seria uma arrogância ocidental da nossa parte e um grande erro.

Então fica a pergunta: quem sabe poderíamos imaginar esse modelo no Brasil e em outros países?

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Sobre mim:

Nei Grando – diretor executivo da STRATEGIUS, teve duas empresas de tecnologia, é mestre em ciências pela FEA-USP com MBA pela FGV, organizador e autor do livro Empreendedorismo Inovador, é mentor de startups e atua como consultor, professor e palestrante sobre estratégia e novos modelos de negócios, inovação, organizações exponenciais, transformação digital e agilidade organizacional.

Detalhes: aqui, Contato: aqui.

Referências:

Este post é fruto de uma pesquisa com resumo e tradução adaptada dos artigos:

  • Japan pushing ahead with Society 5.0 to overcome chronic social challenges. UNESCO, fevereiro de 2019.
  • Modern society has reached its limits. Society 5.0 will liberate us. World Economic Forum, Janeiro de 2019.
  • From Industry 4.0 to Society 5.0: the big societal transformation plan of Japan. i-SCOOP, 2017.
  • E-Digital: Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, conforme Decreto 9.319 de 21/03/2018

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