O Empreendedor, o Administrador e o Técnico

Estamos vivendo uma nova onda dos negócios, com muito apoio ao empreendedorismo,  inovação,  startups, negócios online, e-commerce, etc. Anjos de negócio, Venture Capital, Crowdfunding ajudam a financiar a alavancagem inicial. Além disso as mídias sociais e a mobilidade com smartphones (iPhone e outros), tablets (iPad e outros), fornecem oportunidades que reduzem custo de ferramentas e marketing e facilitam a colaboração e a atuação do negócio em rede. O trabalho remoto também facilita os novos negócios, pois colaboradores podem executar suas tarefas em projetos a partir de suas próprias casas. Escrevi este artigo para incentivar aos pequenos novos empreendedores em seus negócios. No livro “Empreendedorismo Inovador“,  assim como outros artigos deste blog,  tem um material muito rico sobre Fundamentos de Negócios não só para iniciantes, mas também para quem busca a excelência na gestão e/ou busca inovação.

Extraí este texto do livro “Empreender – Fazendo a Diferença” da Editora Fundamento, autor Michael E. Gerber. O título original em inglês é  “The E-Myth Revisited”, que fala do mito empreendedor e decidi compartilhar com vocês. Empreendi ao longo de toda a minha vida adulta, e penso que nasci assim. Tive duas empresas na área de tecnologia e aprendi muito com cada uma delas, onde agi muito como técnico, como administrador executando e como empreendedor sonhando, criando e inovando. Penso e sinto que inovar e empreender é uma paixão, é mais fazer do que falar, é mais agir do que pensar, é fazer acontecer.

2010-Abr Espanha - San Sebastian - prédio

Cada indivíduo que abre um negócio é, na verdade, três pessoas em uma: O Empreendedor, o Administrador e o Técnico. Nós nos iludimos ao pensar que somos apenas uma pessoa. Neste ponto eu acredito que pessoas distintas se destacam em cada um destes pontos e por isso muitas vezes precisamos complementar com o apoio de outros colaboradores, sejam sócios, gestores ou outros parceiros de negócios.

Ocorre uma guerra no interior dos donos de todas as pequenas empresas; uma guerra de três forças: O Empreendedor, o Administrador e o Técnico. Infelizmente, é uma batalha que ninguém pode ganhar.

Veja a diferença entre estas personalidades:

O Empreendedor

A personalidade empreendedora transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional. O empreendedor é o visionário em nós: o sonhador, a energia por trás de toda atividade humana, a imaginação que alimenta o fogo do futuro, o canalizador da mudança. O Empreendedor vive no futuro, nunca no passado e, raramente no presente. Ele está mais feliz quando está livre para construir imagens do tipo “e se” e “se quando”. Na ciência, a personalidade empreendedora funciona na mais abstrata e menos pragmática área das partículas físicas, da matemática pura e da astronomia teórica; na arte, é bem-sucedido no tênue circulo da vanguarda; nos negócios, o Empreendedor é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para criar ou penetrar nos mercados.

O Empreendedor é a nossa personalidade criativa, sempre lidando melhor com o desconhecido, estimulando o futuro, criando as probabilidades dentre as possibilidades, transformando o caos em harmonia. Toda forte personalidade empreendedora possui uma extraordinária necessidade de controle; como vive em um mundo visionário do futuro, ele precisa controlar as pessoas e os eventos do presente de forma que possa concentrar seus sonhos. Devido a sua necessidade de mudança, o Empreendedor cria um enorme caos a seu redor, uma preocupação já antecipada para aqueles incluídos em seus projetos. Com freqüência deixa os outros para trás rapidamente; quanto mais adiante ele está, maior é o esforço necessário para levar o grupo com ele.

Esta se torna a visão de mundo do empreendedor: um mundo construído tanto com a abundância de oportunidades quanto de ações lentas. O problema é: como ele pode perseguir as oportunidades sem ficar com os pés atolados? Em geral, ele opta por intimidar, perturbar, criticar, bajular, persuadir, gritar e, finalmente, quando todas as opções falham, ele promete o que for possível para manter o projeto em andamento. Para o Empreendedor, a maioria das pessoas representa problemas que se metem no meio do caminho até o seu sonho.

O principal trabalho de um empreendedor é imaginar e sonhar.

O Administrador

A personalidade administrativa é pragmática: sem o Administrador não haveria planejamento, ordem ou sequer previsões. O Administrador é aquela parte de nós que vai a uma loja de departamentos e compra potes plásticos de empilhar para neles organizar, sistematicamente, todas as porcas, buchas e parafusos dos mais diversos tamanhos existentes na garagem, identificando-os com todo o cuidado por gaveta; então ele pendura todas as ferramentas na parede em uma ordem impecável: jardinagem em uma parede, carpintaria em outra e, para ter certeza absoluta de que nada sairá da ordem, pinta uma figura de cada ferramenta na parede onde as pendurou!

Se o Empreendedor vive no futuro, o Administrador vive no passado. Onde o Empreendedor almeja controle, o Administrador almeja ordem. Onde o Empreendedor obtém sucesso, o Administrador se agarra compulsivamente ao status quo. Onde o Empreendedor invariavelmente vê uma oportunidade nos acontecimentos, o Administrador invariavelmente vê problemas.

O Administrador constrói uma casa e, então, vive nela para sempre. O Empreendedor constrói uma casa e, no momento em que ela fica pronta, começa a planejar a próxima.

O Administrador cria esquemas extremamente organizados para tudo. O Empreendedor cria coisas e o Administrador impõe regras a elas. O Administrador é quem corre atrás do Empreendedor para arrumar a bagunça; sem o Empreendedor não haveria bagunça para arrumar. Sem o Administrador não haveria nem negócios, nem sociedade; sem o Empreendedor não haveria inovação.

É a tensão entre a visão do Empreendedor e o pragmatismo do Administrador que cria a síntese da qual todos os grandes trabalhos nascem.

O Técnico

O Técnico é o executor. O lema do Técnico é: “Se você quer que o trabalho seja feito corretamente, faça você mesmo”. O Técnico adora consertar coisas: as coisas foram feitas para serem desmontadas e montadas de novo; a gente não deve sonhar com elas, mas, sim, executá-las.

Se o Empreendedor vive no futuro, e o Administrador no passado, o Técnico vive no presente: ele adora a sensação das coisas e o fato de que pode aprontá-las. Enquanto o Técnico está trabalhando, ele está feliz; mas tem de ser uma coisa de cada vez.

Ele sabe que duas coisas não podem ficar prontas ao mesmo tempo, pois só um tolo tentaria fazer isso; logo, ele trabalha constantemente e fica mais satisfeito quando está no controle do fluxo de trabalho. Dessa forma, o Técnico desconfia daqueles para quem trabalha, porque eles estão sempre tentando assumir mais trabalho do que é possível ou necessário.

Para o Técnico, pensar é improdutivo; a menos que seja sobre o trabalho que precisa ser feito. Assim, ele suspeita de idéias grandiosas ou abstrações: pensar não é trabalhar; acaba atrapalhando o trabalho. O Técnico não está interessado nas idéias, mas, sim, em “como executá-las”; para o Técnico, todas as idéias precisam ser restritas a uma metodologia, se o desejo é que tenham algum valor. E com uma boa razão: o Técnico sabe que, se não fosse por ele, o mundo teria mais problemas do que já tem. Nada ficaria pronto, mas muitos estariam pensando sobre isso. Vendo por outro ângulo, enquanto o Empreendedor sonha, o Administrador se preocupa e o Técnico considera o caso. O Técnico é um individualista determinado, pé-no-chão: semeia hoje para colher amanhã.

Ele é a espinha dorsal de toda tradição cultural, principalmente da nossa. Se o Técnico não tiver feito, a tarefa não fica pronta.

Todo mundo se mete no caminho do Técnico: o Empreendedor está sempre colocando um “abacaxi” em seu trabalho, com a criação de uma outra nova “idéia genial”; por outro lado, o Empreendedor está sempre criando um novo e interessante trabalho para o Técnico fazer, dessa forma estabelecendo uma relação semiótica em potencial. Infelizmente, isso raramente funciona dessa forma. Uma vez que a maioria das idéias do Empreendedor não funciona no mundo real, o Técnico geralmente fica frustrado e aborrecido por ser interrompido no meio da execução da tarefa que é necessária para tentar fazer algo novo, que provavelmente não tem a menor necessidade de ser feito.

O Administrador é também um problema para o Técnico, pois está determinado a impor ordens ao trabalho dele, para reduzi-lo a apenas uma parte do “sistema”; porém, por ser um individualista rude, o Técnico não suporta ser tratado dessa forma. Para o Técnico, “o sistema” é desumano, frio, sem vida e impessoal, transgride sua individualidade.

O trabalho é o que uma pessoa faz para o Administrador, entretanto, o trabalho é um sistema de resultados do qual o Técnico não é mais do que uma parte integrante. Para o Administrador, então o Técnico se torna um problema a ser administrado; para o Técnico, o Administrador se torna um intrometido a ser evitado. E, para ambos, o Empreendedor é alguém que, logo de cara já os coloca em maus lençóis!

Enfim

A raiz do problema é que todos nós temos um Empreendedor, um Administrador e um Técnico dentro de nós. E se eles estão igualmente equilibrados, sua união descreve um indivíduo incrivelmente competente. O Empreendedor estaria livre para se aventurar em novas áreas de interesse, o Administrador estaria solidificando a base das operações e o Técnico estaria fazendo o serviço técnico. Cada um produziria com satisfação o trabalho que faz melhor, contribuindo para a empresa da maneira mais produtiva possível. Infelizmente, nossa experiência indica que poucas pessoas no mundo dos negócios são abençoadas com tal equilíbrio; em vez disso, o típico dono de uma pequena empresa é só dez por cento Empreendedor, vinte por cento Administrador e setenta por cento Técnico.

O Empreendedor acorda com uma visão. O Administrador grita: – Ah, não!

E, enquanto, ambos estão discutindo, o Técnico aproveita a oportunidade para abrir o negócio por conta própria. Não para perseguir o sonho do Empreendedor, mas para, finalmente, assumir as rédeas do trabalho dos outros dois. Para o Técnico, é um sonho que se torna realidade: o Patrão está morto. Mas, para os negócios é um desastre, porque a pessoa errada está no comando: o Técnico está na chefia!

O trabalho do Empreendedor é antever os negócios de forma separada de você, o dono. Ele também faz todos os questionamentos certos sobre o porquê desse negócio, em oposição aos outros.

O limite do Técnico é determinado pelo quanto ele pode fazer sozinho; o Administrador é definido por quantos técnicos pode supervisionar efetivamente ou quantos gerentes subordinados ele pode organizar em um esforço produtivo; o limite do Empreendedor é uma função de quantos gerentes pode comprometer em seguir sua visão.

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Outros artigos e sites 

Livros

  • Empreendedorismo Inovador – Como criar Startups de Tecnologia no Brasil, 25 autores, Editora Évora.
  • Empreender Fazendo a Diferença, de Michael E. Gerber – Editora Fundamento. Para quem sabe fazer o pastel (técnico), mas quer ter uma pastelaria (empreender e administrar).
  • O Livro Negro do Empreendedor – Depois não diga que não foi avisado, de Fernando Trias – Editora BestSeller. Fala, entre muitas coisas úteis, sobre avaliação e seleção de idéias.
  • Business Think – Regras para acertar em cheio nos negócios, de Dave Marcum, Steve Smith e Mahan Khalsa – Editora Rocco, com direitos da Frankling Covey Co. Também ensina a trabalhar melhor as idéias.
  • Trabalhe 4 horas por semana, de Timothy Ferriss – Editora Planeta. Como obter mais resultados com menos esforços.
  • Getting things done – A arte de FAZER ACONTECER, de David Allen – Editora Campus. Uma fórmula anti-stress para estabelecer prioridades e entregar soluções. Ensina o método GTD para organizar o material de trabalho (stuff) e as atividades do dia a dia.
  • Desafio: Fazer Acontecer – A disciplina de execução nos negócios, de Larry Bossidy e Ram Charam – Editora Negócio. Título em inglês: Execution – The Discipline of Getting Things Done. Este livro está mais voltado para o Gerenciamento da Estratégia nas grandes organizações.
  • Empresa de Corpo, Mente e Alma – A empresa plena, inteira, equilibrada, de Roberto Tranjan – Editora Gente
  • Balanced Scorecard e a Gestão Estratégica, de Emílio Herrero Filho – Editora Campus

Alguns Mapas Mentais:

A inovação nas organizações

Inovar e empreender exigem paixão, coragem, atitude e muita ação. Mais fazer do que falar, mais agir do que pensar.

Nas duas empresas de tecnologia da informação que tive inovamos como empresa, como modelo de negócios e fomos pioneiros em alguns projetos de hardware, software e internet. Arrisquei capital e recursos, perdi e ganhei muitas batalhas que fazem parte deste tipo de espírito. Batalhas que exigem coragem, perseverança e determinação. Assim, posso dizer que senti na pele o significado da palavra inovação.

Inovar é preciso, é fundamental.

Inovar é preciso, é fundamental.

Se me pedissem uma dica a respeito eu diria que é preciso se re-inventar a cada dia para poder inovar melhor, usem ciência com as metodologias e melhores práticas, mas também a arte com intuição e criatividade.

Significado da palavra inovação

Segundo a Wikipédia, maior enciclopédia do mundo na Internet, Inovação significa:

Novidade ou renovação. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma idéia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Hoje, a palavra inovação é mais usada no contexto de idéias e invenções assim como a exploração econômica relacionada, sendo que inovação é invenção que chega no mercado.

De acordo com Freeman Inovação é o processo que inclui as atividades técnicas, concepção, desenvolvimento, gestão e que resulta na comercialização de novos (ou melhorados) produtos, ou na primeira utilização de novos (ou melhorados) processos.

Inovação pode ser também definida como fazer mais com menos recursos, por permitir ganhos de eficiência em processos, quer produtivos quer administrativos ou financeiros, quer na prestação de serviços, potenciar e ser motor de competitividade. A inovação quando cria aumentos de competitividade pode ser considerada um fator fundamental no crescimento econômico de uma sociedade.

Algumas citações a respeito

  • “Inovação é a criação de novas formas de valor em antecipação à demanda futura.” Andrew Zolli (Especialista em Previsão Global e Fundador da Z + Partners)
  • “Inovação é um processo, é preciso em primeiro lugar capacitar as pessoas dando-lhes poder para pensarem diferente.” Andy Cohen (Mágico e Consultor de liderança. Autor do livro Follow The Other Hand)
  • “Inovação é qualquer coisa nova que chega ao mercado.” Eric Von Hippel (Diretor do grupo de inovação e empreendedorismo do MIT)
  • “A inovação distingue um líder de seus seguidores.” Steve Jobs – CEO da Apple
  • “Se você não está fracassando, é sinal de que não está fazendo nada inovador.” Woody Allen (Cineasta e ator)
  • “Empatia, inventividade, visão global – estes são os hábitos que mais importam agora.” Daniel Pink (Autor do livro “A whole new mind”)
  • “As marcas têm de aprender a não temer os bloggers nem os sites de comunidades, mas os acolher e ouvi-los, trabalhar com eles.” Kevin Roberts (CEO Worldwide of Saatchi & Saatchi)
  • “Tire um tempo para observar usuários usando os seus produtos.” (Robert Herbold – Ex COO da Microsoft)
  • “Inovação é fazer as coisas melhores para produzir mais eficazmente.” Adam Smith
  • “Agora as ferramentas estão nas mãos de todos, assim as empresas de hoje tem que capacitar as pessoas para serem criativas.” Raymond Kurzweil – Inventor e Empreendedor
  • “Você faz inovação de mãos dadas com seus clientes. Identifique as necessidades dos usuários, crie protótipos e teste-os rapidamente.” Chris Anderson (Editor chefe da Revista Wired)
  • “Você precisa saber que problemas resolver.” Tom Kelley (Diretor da IDEO e autor do livro A Arte da Inovação)
  • “A inovação é mais que apenas uma ótima idéia, mais do que uma casualidade, é um processo baseado em uma visão, uma missão, um plano de negócios seguro e uma execução.” Andy Cohen
  • “Nenhuma Indústria está imune a disrupções.” Clayton Christensen (Professor da Harvard Business School)
  • “A internet é o mercado mais puro para idéias que o mundo jamais viu” Gil Giardelli (Prof. da ESPM e empresário da área de marketing/publicidade)

Porque a inovação é tão importante

Idalberto Chiavenato no Workshop “A dinâmica da Inovação nas Organizações” nos diz por que a inovação é tão importante:

  1. O crescimento orgânico dos negócios só é possível com a transformação de boas idéias em bons produtos/serviços. Empresas que não inovam estão marcadas para morrer.
  2. As inovações estão ocorrendo com uma velocidade cada vez mais intensa.

Tipos de Inovação

Segundo o professor Clayton Christensen da Harvard Business School,  existem 3 tipos de inovação que criam oportunidades para o crescimento dos negócios em geral. O dois primeiros são relacionados a novos produtos vendidos dentro de um modelo de negócios. O primeiro tipo nós chamamos de inovação de sustentação, que ajuda as empresas a terem melhores produtos que podem vender por um lucro melhor para os seus melhores clientes. Suportam o negócio existente, não mudam muito as coisas. O segundo tipo é um produto disruptivo que transforma uma indústria que costumava ser dominada por produtos complicados e caros. Ele o transforma em algo que é muito simples e acessível. Exemplo: Telefonia fixa para telefonia móvel via celular. O terceiro na realidade não está relacionado à tecnologia ou produtos, mas é uma inovação de modelo de negócios que lhe permite a chegar a novos clientes a um custo mais baixo com uma eficácia muito maior do que era possível antes.

Características de uma empresa inovadora

Chiavenato nos apresenta algumas características a serem consideradas:

  • Tem uma cultura que apóia a imaginação e a criatividade, onde a inovação é encarada como estratégica, todos estão comprometidos, e todos contam com o apoio da alta direção para ousar.
  • Compreensão do mercado e do consumidor, utilizando pesquisas convencionais e não convencionais para extrair conhecimentos sobre as motivações dos clientes. Isso permite antecipar-se à concorrência.
  • Mobiliza equipes, pois utiliza farta comunicação, consegue mobilizar funcionários de diferentes áreas para gerar idéias que se transformam em novos e lucrativos negócios.
  • Cultiva um clima de liberdade e autonomia, onde os funcionários podem expressar livremente suas opiniões a respeito de novos projetos. Ao invés de punições, os erros geram aprendizado.
  • Monitora e avalia resultados, estabelecendo métricas claras tanto para avaliar o retorno financeiro das inovações como para recompensar os membros das equipes responsáveis por projetos bem-sucedidos.
  • Derruba muros e fronteiras, estendendo seus processos de desenvolvimento de novos produtos também aos fornecedores, e envolvendo os clientes em seus processos de desenvolvimento de novos produtos.

E nos deixa algumas questões para pensar:

  • Como transformar uma empresa em um ambiente inovador?
  • Como romper com a rotina e estagnação?
  • Como garantir que as inovações geradas façam sucesso no mercado e tragam resultados financeiros?
  • Como criar uma estratégia clara de como usar a inovação como motor do crescimento?

Gestão da Inovação

Inovar é fundamental para a sustentabilidade do negócio, mas as empresas costumam não enxergar isso claramente. Além disso é preciso suportar os passos que levam à inovação contínua. Não bastam idéias! Não bastam intenções! É preciso gestão. É preciso gerar valor de maneira contínua.

Ao pensar em inovação em uma organização, devemos refletir sobre algumas questões como:

  • De onde virão os recursos e o orçamento para o desenvolvimento das inovações?
  • Qual o modelo organizacional e de governança adequados para tratar inovações?
  • Qual o contexto do nosso ambiente competitivo?
  • Como posso estimular a colaboração para criar inovações?
  • Que mudanças culturais são necessárias?
  • Temos objetivos e metas de inovação adequados?
  • Como medir o desempenho do modelo de inovação e recompensar os esforços?
  • Como podemos gerar boas idéias para inovações?
  • Que processos são necessários para auxiliar na prototipagem, testes e desenvolvimento de tais possíveis inovações?

Além disso, precisamos refletir no que queremos inovar:

  • Produtos: Criar novos produtos ou serviços
  • Soluções: Resolver problemas específicos dos clientes
  • Processos: Inovar nos processos operacionais, refazendo ou melhorando
  • Clientes: Achar novos segmentos de clientes ou necessidades não atendidas
  • Experiência do Cliente: Mudar o jeito com que você interage com os seus clientes
  • Modelo de Receitas: Mudar o jeito pelo qual você é pago
  • Cadeia de Valor: Mudar a posição ou o escopo de participação na cadeia de valor.
  • Logística de Distribuição: Mudar o jeito que você fornece e entrega os produtos.
  • Modelo de Vendas e Canais: Mudar a forma como você vai para o mercado com o seu produto
  • Networking: Mudar a forma com que você se liga aos clientes ou fornecedores

A Gestão da Inovação deve estar alinhada à estratégia da empresa, questionando desde o início, com a geração de idéias:

  • Como analisar o mercado de modo a tornar a empresa inteligente em termos competitivos?
  • Como compreender as necessidades e desejos do consumidor?
  • Como criar uma cultura favorável à geração de idéias?
  • Como gerar mais idéias alinhadas com a estratégia da empresa?
  • Como garantir um suprimento contínuo de novas idéias?
  • Como capturar estas idéias? Será utilizado um software? Quem gerencia?
  • Como selecionar e agrupar as melhoras idéias?

Durante a execução, gerenciando os riscos:

  • Como garantir recursos financeiros para implementar as idéias?
  • Quais tecnologias serão utilizadas no futuro? Em quais delas devemos investir?
  • Como podemos acelerar projetos para que sejam implementados?
  • Como os projetos podem ser desenvolvidos de uma maneira mais sistemática?
  • Que parcerias serão utilizadas em cada um dos estágios do projeto?
  • Como gerenciar devidamente o portfólio de projetos?
  • Como e quando matar projetos de novos negócios?

E na busca retornos mensuráveis e maiores, independentemente se a Inovação é um produto, processo ou serviço.

  • Qual a melhor estratégia para lançar no mercado? Jointventure, licenciamento, patente, spin-off, start-up?
  • Como garantir a maior rentabilidade possível?
  • Como eu mensuro o retorno sobre o investimento?
  • Como recompensar os envolvidos?

O futuro

O livro “A Nova Era da Inovação” de C.K. Prahalad e M.S. Krishnan, nos apresenta dois pilares ou princípios de transformação considerando o novo paradigma dos negócios: a Orientação da empresa para compreensão do comportamento, necessidades e habilidades de consumidores individuais; e que a empresa deve deixar de pensar em termos de apropriação de recursos e se concentrar em ter acesso a eles a partir de diferentes fornecedores espalhados pelo mundo.

Enfim, aprendi que a globalização exige rapidez e mudança constante nas corporações, que o usuário está mais exigente, que o mercado está cada vez mais competitivo, que o capital intelectual está se tornando o ativo mais importante das empresas. Mas mais do que nunca as ferramentas disponíveis na Web, os recursos de mobilidade, as mídias sociais, as possibilidades de colaboração em projetos, co-criação, trabalho remoto, permitem que a inovação aconteça mais rapidamente e de forma melhor. Os próprios usuários podem e estão colaborando com idéias, com sugestões e com testes de protótipos e versões betas de produtos. Um admirável mundo novo está surgindo, não mais industrial, mas do conhecimento, da multiplicidade de relacionamentos com unidade na diversidade. A revolução tecnológica nos trouxe uma revolução econômica e social e agora o ciclo recomeça surgindo novas tecnologias.

E para você, o que é ou o que significa inovação? Por favor inclua seus comentários, pois serão bem vindos. Se gostou do artigo compartilhe pelo Twitter, Facebook, LinkedIn, …

Meu perfil no Twitter: @neigrando

Referências Bibliográficas

  • Vídeos da HSM Vídeo – The Innovation Collection – Vencendo através da Inovação
  • Livro “A Nova Era da Inovação” de C.K. Prahalad e M.S. Krishnan
  • Artigo: “Fazendo as Idéias Acontecerem”, resume o livro de Scott Belsky: http://t.co/eZu0MS8
  • Artigo: “Era da generosidade e da criatividade coletiva” por Gil Giardelli. http://migre.me/1ofru
  • Artigo: “Introdução a Gestão de Conhecimento nas Organizações” por Nei Grando em http://t.co/ssFzVeS
  • Artigo: “Tudo que você queria saber sobre inovação e não tinha a quem perguntar”, entrevista exclusiva com Silvio Lemos Meira pela editora-executiva Adriana Salles Gomes da Revista HSM Management janeiro-fevereiro 2009
  • Material do Encontro FNQ (Fundação Nacional da Qualidade) com a TerraForum sobre Gestão de Inovação, Agosto/2008
  • Material do Fórum de Administração 2008 “A Dinâmica da Inovação nas Organizações”, Instituto Chiavenato, Setembro/2008.
  • Material do Curso ESPM “Redes Sociais e Inovação” – Novembro/2010 – Prof. Gil Giardelli
  • Material do Curso ESPM Realidade Aumentada e Web 3.0 – Maio/2010 – Prof. Marcelo Negrini

Outros artigos relacionados:

Livros:

Organize ideias, conceitos e informações com Mapas Mentais

Sempre gostei de livros com desenhos, pois uma imagem pode dizer mais do que muitas palavras, principalmente para ajudar a esclarecer alguns conceitos. Gosto de ler e estudar e sempre procurei meios de transformar informação em conhecimento. Encontrei no uso de mapas mentais uma ferramenta útil para sintetizar ideias e conceitos, resumir livros e externar pensamentos, organizando um pouco da bagunça mental.

Mapa Mental - Satisfação do Cliente

Escrevi este artigo para compartilhar com vocês um pouco sobre esta técnica de diagramação de ideias. Chamamos de Mapa Mental, ou mapa da mente, a uma técnica de organizar pensamentos e ideias construindo um tipo de diagrama sistematizado pelo inglês Tony Buzan. Estes diagramas são hierárquicos (em árvore) e representam informações e conhecimentos de forma textual e/ou ilustrada, sintética, organizada e nivelada.

Os Mapas Mentais são úteis para gerir informações, compreender e solucionar problemas; memorizar e aprender; criar resumos; discutir ideias (brainstorming); construir taxonomias; dividir um projeto em subprojetos e tarefas (WBS – Work Breakdown Structure), auxiliar da gestão estratégica de uma empresa ou negócio, etc. O objetivo desta técnica está em simular no papel a maneira que nosso cérebro trabalha para pensar, tornando assim o aprendizado muito mais intuitivo e permanente.

Os diagramas dos mapas mentais são constituídos a partir de uma idéia central que se ramifica para outras ideias secundárias e assim por diante. O centro fornece a visão mais genérica da ideia, tornando-a mais específica e detalhada com seus ramos. Mapas Mentais podem ser elaborados com o uso de lápis de cor ou canetas com tintas coloridas sobre folhas de papel ou por meio de um programa de computador.

Eu utilizo o MindManager e  PersonalBrain mas existem diversos softwares disponíveis, inclusive o Freemind que é gratuito. Existe uma variação de mapas mentais conhecidos como Mapas Conceituais, geralmente utilizados para auxiliar na ordenação e a seqüenciação hierarquizada dos conteúdos de ensino. Num curso que fiz na FGV AESP chamado “Estratégia e Gestão Organizacional Baseada em Inteligência e Conhecimento”, o Professor Dr. Chu nos ensinou a desenhar mapas estratégicos em Epístemes e nos apresentou um programa de aplicação chamado OET – Operador Epistemológico Tácito para colocá-los no computador.

Temos ainda formas de representar tais ideias holisticamente em três dimensões e navegar sobre elas em tempo real, uma ferramenta que possibilita isso é o PersonalBrain. O seu primeiro mapa mental pode ser uma lista de compras, um desenho das suas relações sociais, o detalhamento de uma ideia, a estruturação de um projeto seu, etc.

Se quiser exercitar isso, imagine, por exemplo, o que é necessário para “construir uma casa”, pense sobre o projeto, a construção,  aspectos legais; em seguida, com uma caneta,  desenhe no papel o núcleo (Fazer uma Casa) e cada elemento, e depois associado a cada um destes elementos outros sub-elementos detalhes, como em uma árvore com tronco, galhos e folhas.

O desenho não precisa ficar muito bonito, mas o ideal é que seja colorido e que tenha símbolos para representar os elementos e linhas para conectá-los. Geralmente este tipo de mapa representa uma visão pessoal sobre o assunto, sendo assim pode ser desenhado de forma diferente, por pessoas distintas. O diagrama também pode sofrer refinamentos sucessivos, ou seja, novas versões, conforme você pensa em mais detalhes ou até mesmo perspectivas e conforme você obtém mais conhecimento sobre o assunto.

E agora é só praticar. Mais uma imagem do exemplo de Mapa Mental sobre a ferramenta de estratégia de negócios BSC (Balanced Scorecard) – clique na imagem para ampliar:

Nos links abaixo você encontrara informações adicionais sobre o assunto, exemplos, softwares, etc.

Sobre mim: aqui, Contato: aqui.

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Alguns Mapas Mentais:

Mapa mental sobre Pensamento Visual

Links:

Livros:

  • Mapas Mentais e sua elaboração – Um sistema definitivo de pensamento que transformará sua vida, Tony Busan, editora: Cultrix
  • O Poder da Inteligência Criativa – 10 maneira de ativar o seu gênio criativo, Tony Buzan, editora: Cultrix
  • Get Ahead – Mind Map you way to success, Vanda North with Tony Buzan
  • Mentes Brilhantes – Como desenvolver todo o potencial do seu cérebro, Alberto Dell´Isola, editora: Universo dos Livros