O Modelo de Desenvolvimento do Cliente


“Se
 as Startups falham por falta de clientes e não por falha de Desenvolvimento de Produto, então por que nós temos: um processo para gerenciar o desenvolvimento do produto, e nenhum processo para gerenciar o desenvolvimento do cliente?” – Steve G. Blank, livro: “The Four Steps to the Ephifany – Successful Strategies for Products that Win” (Customer Development)

Introdução

Recentemente escrevi um artigo sobre a Importância da Modelagem de Negócios, metodologia e ferramentas para fazer isso. Depois escrevi sobre processos para trabalhar a inovação na prática usando o pensamento de Design. Agora, dando continuidade a estes assuntos, vou abordar o Modelo proposto por Steve G. Blank para Desenvolvimento do Cliente que deve ocorrer simultaneamente ao longo do Desenvolvimento de um Produto para que a empresa seja bem sucedida em seus negócios.

Desenvolvimento do Cliente

Muitas empresas se dizem focadas no cliente, mas utilizam o processo de desenvolvimento tradicional e deixam as questões de marketing, vendas e relacionamento com cliente para a fase de lançamento do produto no mercado. E ai enfrentam dificuldades de posicionamento e venda de um produto que muitas vezes não atende as reais necessidades do cliente. Seja pelo preço ou design inadequado, excesso de funcionalidades, dificuldades de uso, etc.

O Desenvolvimento do Cliente é fundamental para validar as hipóteses de problema e de solução da visão do empreendedor que foram consideradas na construção do Modelo de Negócios.

“Um negócio deve ser executado como um aquário, onde todos podem ver o que está acontecendo dentro . ” – Jack Stack

Apesar de que uma forte visão seja necessária para criar mantra e fazer sentido, ao iniciar uma empresa,  o empreendedor deve se esforçar para manter uma visão clara dos fatos e não apenas acreditar nas suposições. É importante ao empreendedor aceitar que a sua visão inicial é construída em grande parte por hipóteses não testadas. Faz-se necessário testar e refinar sistematicamente a visão inicial e isto pode ser feito utilizando-se os processos de Desenvolvimento do Cliente.

Neste artigo, descreverei resumidamente as quatro fases do Desenvolvimento do Cliente: Descoberta do Cliente, Validação do Cliente, Geração de Demanda e Estruturação do Negócio.  As duas primeiras fases acontecem antes do ajuste do produto ao mercado, com foco no aprendizado e ajustes, enquanto as outras duas fases tem foco no crescimento e otimizações.

O Modelo de Desenvolvimento do Cliente

Um maior detalhe desta figura pode ser visto no Mapa Mental: Modelo de Desenvolvimento de Clientes

É importante lembrar que nos primeiros estágios de uma Startup, focar na “execução”  a colocará fora do negócio. Ao invés disso é necessário  um processo de “aprendizagem e descoberta”, que colocará o negócio no ponto em que você sabe o que executar.

Procuramos com isso responder as seguintes questões:

  • Como descobrir se um problema vale à pena ser resolvido, antes de definir uma solução?
  • Como encontrar os primeiros clientes?
  • Qual o momento ideal para levantar fundos para a empresa?
  • Como testar preços?
  • Como decidir o que  incluir na versão inicial do produto?
  • Como construir e medir o que os clientes querem?
  • Como maximizar a velocidade, a aprendizagem e o foco?
  • O que é, e como fazer, o ajuste do produto ao mercado?
  • Como iterar a adaptação do produto ao mercado?

Por onde começar

A primeira coisa a fazer é escrever a sua visão inicial e compartilhá-la com pelo menos com outra pessoa. Muitos fundadores carregam suas hipóteses na cabeça o que só promove a distorção da realidade.

Existem várias formas de capturar as hipóteses de um negócio. Planos de negócio são usados há muito tempo, mas são falhos e levam várias semanas ou meses para serem elaborados,  podendo chegar a 60 páginas ou mais. Uma forma rápida e dinâmica para trabalhar tais hipóteses é usando o quadro (canvas) de Alex Osterwalder descrito no livro “Business Model Generation” e que introduzi no artigo A importância da Modelagem de Negócios.

É interessante utilizar este quadro para modelagem do negócio por ele ser:

  • Rápido – você pode delinear vários modelos de negócios num quadro em apenas um período de um dia. Enquanto escrever um plano de negócios que pode levar várias semanas ou meses .
  • Conciso – O uso do quadro (canvas) exige a escolha das palavras ideais e chegar ao ponto. Isto é ótimo para a prática de destilar a essência do seu produto. Vale lembrar que você tem 30 segundos para capturar a atenção de um investidor em um discurso de elevador  (elevator pitch) e 8 segundos para capturar a atenção de um cliente em sua página do produto na web (landing page).
  •  Portátil – assim como no caso da maioria dos mapas mentais, o modelo de negócios que cabe numa única página é muito mais fácil compartilhar com outras pessoas e muito mais fácil atualizar.

Algo que facilita muito o entendimento da comunicação, durante uma conversa sobre a empresa e seu produto ou serviço, é o famoso Discurso de Elevador, que resumidamente pode ser apresentado entre 30 e 60 segundos no seguinte formato: Minha Empresa (nome), está desenvolvendo um (produto/serviço), para ajudar o (público-alvo), (a resolver o problema …) de (forma especial).

Muitos dos itens do modelo de negócios são baseados em hipóteses que precisam ser testadas. Sendo assim, conforme for acontecendo os ciclos de Desenvolvimento do Cliente, será necessário rever e até mesmo refazer o modelo de negócios.

1 – Descoberta do Cliente – Transformando Hipóteses em Fatos

Será que os clientes querem o seu produto?

Não existem fatos dentro do seu escritório, saia dele e comece a ouvir. Pare de tentar vender a “ideia de seu produto”, ouça o que seus clientes esperam dele.

Nesta fase a idéia é procurar identificar onde estão os clientes para seu produto, e o quanto o problema que você está resolvendo é importante para eles. Procura-se descobrir se as hipóteses sobre problema, produto e cliente em seu Modelo de Negócios estão corretas.  Em paralelo, desenvolve-se o Produto Mínimo Viável (MVP – Minimum Viable Product).

Antes de investir, meses ou anos de esforços para a construção de um produto, o primeiro passo é determinar se este produto é algo que vale a pena. Você faz isso dissociando o problema da solução e testando cada um através de entrevistas com os clientes – um processo que Steve Blank chama de Descoberta do Cliente (Customer Discovery).

“O que as pessoas dizem, o que as pessoas fazem e o que elas dizem que fazem são coisas completamente diferentes.” – Margaret Mead (antropóloga)

A entrevista para validar as hipóteses do problema deve focar em fazer perguntas e apenas ouvir atentamente a resposta do cliente, procurando não interferir querendo apresentar alguma solução. Deve-se procurar descobrir como o cliente contorna o problema, ou até mesmo qual a solução que ele utiliza atualmente considerando características, funcionalidades, custos, etc. O ideal seria acompanhar o dia-a-dia do entrevistado, no trabalho ou vida pessoal onde ele vivencia a situação da necessidade/problema.

Embora seja fundamental falar diretamente com os clientes durante esta etapa, você pode complementar o processo com técnicas online. Uma pesquisa web simples ou por e-mail para clientes em potencial é uma abordagem válida.

Testando o problema desta forma permite verificar se ele vale a pena ser resolvido antes de investir esforço na construção de uma solução. Então você obtém um conjunto mínimo de funcionalidades para resolver o problema – um produto mínimo viável, um protótipo ou uma versão funcional preliminar (beta).

Você constrói o produto mínimo necessário para antecipar o contato com os clientes, para com isso obter a visão de como o produto poderia eventualmente ser. Isso permite a empresa testar se o núcleo da visão de longo prazo do produto é compatível com o mínimo possível de trabalho e desperdício.

Uma vez que você tem um problema que vale a pena resolver e o seu produto mínimo viável construído, você pode então começar o processo de aprendizagem a partir dos clientes, testando como a sua solução resolve o problema e buscando o ajuste da Solução ao Problema (Problem/Solution fit).

Neste ponto você volta a visitar o cliente, apresentando e oferecendo a solução. Pede para o cliente testar o produto, fornece as instruções de uso e procura medir o resultado qualitativamente. É uma prova do conceito do produto.

Para sair deste ciclo e ir para o próximo passo é preciso primeiro saber responder estas questões:

  • Quais são os principais problemas de seus clientes? Quanto eles vão pagar para resolvê-los?
  • Será que o seu conceito de produto resolve os problemas? Os clientes concordam? Quanto eles vão pagar por isso?
  • Desenhe um dia de trabalho de um cliente – antes e depois de seu produto.
  • Desenhe um diagrama/organograma de usuários e compradores.

2 – Validação do Cliente – Identificando um modelo Escalável e Repetitivo

Os clientes efetivamente pagam pelo seu produto?

Nesta fase é feita a preparação de materiais sobre o produto para equipes de marketing e vendas, script de vendas, precificação, primeiras vendas para clientes visionários (early adopters/evangelists), escolha de segmentos e posicionamento no mercado, escolha dos canais de distribuição, scripts para canais, … Temos ainda o uso de métricas qualitativas para avaliação dos resultados, a busca ajuste do produto ao mercado (PMF – Product/Market fit) e um modelo de vendas replicável e escalável.

Na fase de Validação de Cliente  pode ocorrer uma mudança na direção da empresa com ajustes, em seu cliente alvo, modelo de negócio ou posicionamento do produto, mas mantém todos os outros aspectos da mesma. Neste caso, é necessário voltar para fase de Descoberta do Cliente. Éric Ries costuma chamar esta correção de curso de Pivô (Pivot).  Ela procura garantir que cada mudança de visão dentro da empresa busque o ajuste do produto ao mercado.

“Se o mercado não existe, não importa quão inteligente você é.” – Marc Andreessen

O objetivo é alcançar tração ou ajuste do produto ao mercado, um marco significativo para a empresa. Nesta fase você tem um plano que está começando a funcionar – você está cadastrando clientes, fazendo as primeiras vendas, mantendo os clientes, e recebendo o pagamento. Você chega ao casamento do produto com o mercado, fazendo testes sistematicamente e refinando o produto por meio de experimentos bem definidos para maximizar velocidade, aprendizado e foco.

Poucas empresas obtêm o casamento do produto com o mercado antes do lançamento. Por outro lado este é o principal desafio de uma empresa em sua fase inicial. E para chegar ao casamento de produto com o mercado a maioria das empresas precisa repetir um ciclo contínuo de falar com os usuários, obter idéias, ajustar o produto, e medir os resultados.

Depois do ajuste do produto ao mercado algum nível de sucesso é quase sempre garantido. Então você parte para as outras duas fases com seu foco então direcionado a acelerar o seu plano para a escala.

Outro ponto a considerar é em relação à engenharia que usa alguma metodologia ágil para o desenvolvimento do produto, onde no caso de software temos XP, SCRUM, FDD, etc. Nesta metodologia deve-se trabalhar com equipes enxutas, multidisciplinares e de alta produtividade. Veja mais no artigo Metodologias Ágeis no Desenvolvimento de Projetos de Software. Algumas táticas:

  • Experimentação teste alternativa A/B (Split-test).
  • Implantação extremamente rápida e contínua (em ciclos), se possível.
  • Arquitetura e infra-estrutura Just-in-time com investimento incremental para beneficio incremental, evitando ao máximo os defeitos de software.
  • Usar a técnica dos cinco porquês (Five Why’s) para buscar a causa raiz dos “defeitos”, obter aprendizado e conduzir os investimentos em infra-estrutura.

Para soluções Web existem métricas muito úteis de acompanhamento do ciclo de conversão do cliente, como as apresentadas por Dave McClure “Product Marketing for Pirates: AARRR”, que consideram:

  • Aquisição – de onde, de que canais os usuários vêm? – O usuário visitou o “site”, a partir de link patrocinado, rede social, blog, etc.
  • Ativação – que % de clientes têm uma experiência inicial “feliz”? – O usuário demonstrou gostar do produto/serviço, entrou em contato, cadastrou-se, passou a usar versão de avaliação (gratuita ou de demonstração), etc.
  • Retenção – eles voltam e revisitam o “site” ao longo do tempo? – Voltou para ver novidades, módulos adicionais, versão avançada (premium) …
  • Referência – eles gostam o suficiente para indicar aos seus amigos? – Indicou via e-mail; comentou em blog, rede social Twitter, Facebook, LinkedIn, Instagram, ou outra.
  • Receita – você consegue ganhar dinheiro com qualquer desses comportamentos? – Estão comprando e pagando.

Para sair deste ciclo e ir para o próximo passo é preciso primeiro saber responder estas questões:

  • Você tem um roteiro de vendas comprovado? Organograma? Mapa de Influência?
  • Você entende o ciclo de vendas? CAC, LTV, ROI, etc.
  • Você tem um conjunto de pedidos ($) validando o roteiro?
  • Será que o modelo financeiro faz sentido?

3 – Geração de Demanda – Maximizando o Lucro

Nesta fase, o propósito é criar uma demanda para o usuário final através dos canais de venda, baseada nas vendas iniciais.

Aqui é feita a preparação para venda em escala. E é nesta fase que se pode pensar em buscar um investidor $$$ (se necessário).

Em todas as fases é importante saber em que tipo de mercado a empresa atuará, mas nesta fase o conhecimento claro dos diferentes tipos de mercado é fundamental na definição de estratégia de vendas e aquisição de clientes. Os riscos, e o tempo de duração de cada fase do desenvolvimento de clientes, também variam de acordo com o tipo de mercado.

Identificação do Tipo de Mercado (Market Type):

  • Entrar num Mercado Existente, um mercado bem definido pela concorrência, onde o produto é a base para competição;
  • Redefinir um Mercado Existente, resegmentando e competindo com Menor Preço ou atuando num Nicho;
  • Criar um Novo Mercado, sem produto ou empresa similar como base da competição;
  • Atuar em um Mercado Clone (cópia de outro país ou região).

No caso de Mercado Existente é necessário verificar se:

  • Estão buscando o máximo de desempenho possível?
  • Existe um modelo de negócio escalável neste momento?
  • Existe um modelo de negócio defensável?

No caso de Redefinir o Mercado diferenciando pelo Menor Preço, verifique se:

  • Clientes comprariam o produto/serviço com menos desempenho, mas o suficiente bom, desde que por um preço menor?
  • Existe um negócio rentável neste mercado?

No caso de Redefinir o Mercado diferenciando pelo Nicho, verifique se:

  • Existem clientes no mercado atual, que comprariam o produto/serviço desde que dirigido às suas necessidades específicas. Com o mesmo preço? E se ele custar mais?
  • Existe um modelo de negócio defensável neste momento?

No caso de Novo Mercado, verifique se:

  • Existe uma grande base de clientes que não podiam fazer isso antes? Por causa do custo, disponibilidade,  habilidades, …?

No caso de Mercado Clone, verifique se:

  • Existe risco de subestimar as necessidades locais como dificuldades de adaptação/customização do produto (língua, cultura, legislação, restrições de importação de algum componente, etc) ?

Além disso, alguns produtos se enquadram em um mercado híbrido, que combina características de novo mercado e mercado resegmentado por preço.  Por exemplo: Southwest Airlines, Computadores Dell, telefones celulares.

Para todos os tipos de mercado acima é importante pensar também nas questões relacionadas com a concorrência dos operadores já estabelecidos.

Deve se estar ciente que uma empresa que cria um novo mercado (pioneirismo), pode não gerar lucro por 5 anos ou mais, enquanto que num mercado existente é possível fazer dinheiro entre 12 e 18 meses.

4 – Estruturação do Negócio – Escala do Negócio

Esta fase acontece quando a empresa faz a transição da informalidade (aprendizagem e descobertas) para a formalidade, criando departamentos formais com VPs de Vendas, Marketing e Desenvolvimento de Negócios, …  Temos ainda a venda em escala, a geração da carteira de clientes e o uso de métricas quantitativas para avaliação dos resultados.

Ajustes nesta fase buscam a eficiência e/ou a escala do negócio.

Para sair deste ciclo e encerrar o processo de desenvolvimento do cliente é preciso responder estas questões:

  • Será que o plano de crescimento das vendas casa com o tipo de mercado?
  • Será que o plano de gastos casa como tipo de mercado?
  • O conselho concorda?
  • O seu time é ideal para o estágio empresa?
  • Você construiu uma cultura orientada para a missão?

Concluindo

Com certeza os processos de Desenvolvimento do Cliente aliados com as técnicas de Modelagem de Negócios e de Desenvolvimento Ágil de Produto ajudam muito a melhorar a visão, clareza e entendimento do negócio. Além disso, auxiliam a reduzir os riscos de desperdício de recursos e quebra do negócio, facilitando o levantamento de fundos e reduzindo o estresse do empreendedor.

Este artigo foi baseado em muito estudo e procurei não ser muito superficial, mas também não me aprofundei demais por ser um artigo de blog. Se desejar aprofundar-se no assunto,  recomendo a seguir alguns livros, vídeos e links para artigos e mapas mentais.

Sobre mim: aqui, Contato: aqui.

Se gostou, por favor, compartilhe! Abraço, @neigrando

Links relacionados:

 Livros relacionados:

  • The Four Steps to the Epiphany, by Steve Blank. Contém um passo a passo envolvendo todos os aspectos de como montar um negócio na área de tecnologia. A versão do livro em português, lançado pela Editora Évora, está disponível com o título: “Do Sonho à Realização em 4 Passos“.
  • Empreendedorismo Inovador – Como Criar Startups de Tecnologia no Brasil, Editora Évora.
  • The Entrepreneur´s Guide to Customer Development, by Brant Cooper & Patrick Vlaskovits. Apresenta de uma forma muito didática a fase de descoberta do cliente (Customer Discovery)
  • Running Lean, by Ash Maurya. Versão digital em PDF disponível para download.
  • Lean Startups, by Eric Ries.
  • The Startup Owner´s Manual, by Steve Blank and Bob Dorf.

Mapas mentais:

Alguns vídeos excelentes sobre estes assuntos:

Como chegar ao SIM – Método da Negociação Baseada em Princípios

“Que nunca negociemos por medo. Mas que nunca tenhamos medo de negociar.” – Jonh F. Kennedy

Algumas coisas são atemporais, ou seja, resistem a passagem do tempo, pois tem valor. Gosto de frases e textos que são assim, não são da moda, nem de agora, mas que melhoram meu caráter, minha forma de ser e agir como pessoa e como profissional. Este artigo é uma resumo pessoal que fiz do livro Como chegar ao SIM – a negociação de acordos sem concessões, de Roger Ficher, Willian Ury e Bruce Patton, da Editora IMAGO, e faz parte do Projeto de Negociação da Harvard Law School.

Há algum tempo atrás tive de participar de uma negociação difícil, onde me senti um Davi perto de um Golias e sabia que precisava me preparar, não para levar vantagem e/ou ganhar mais na negociação, mas para conseguir uma negociação justa e manter o relacionamento, ou seja, deixar as portas abertas para oportunidades futuras.  Com a ajuda de um excelente advogado, consegui então fazer a negociação e chegar a um acordo e mantive o relacionamento.

Recentemente fui convidado a participar de um grupo de profissionais interessados em metodologia e melhores práticas na área de empreendedorismo e negócios, foi então que descobrimos outros dois grupos e estudamos a possibilidade de união, para assim formar uma rede. Decidimos então fazer uma reunião presencial para conhecer pessoalmente alguns avatares, mas como temos interesses diferentes, pois alguns são acadêmicos, outros são empresários da área de treinamento, outros da área de consultoria, etc., existia a possibilidade de conflito. Foi então que um dos membros sugeriu a utilização da Negociação Baseada em Princípios e disponibilizou a todos uma apostila, um Manual de Negociação. Quando verifiquei o conteúdo percebi que tinha tudo a ver com o resumo que fiz e que segue abaixo:

O livro sugere a busca de benefícios mútuos sempre que possível  e que, quando os interesses entram em conflito, deve-se insistir em que o resultado se baseie em padrões justos, independentemente da vontade dos lados.

Qualquer método de negociação deve ser julgado imparcialmente por três critérios:

  1. Deve produzir um acordo sensato se houver possibilidade de acordo;
  2. Deve ser eficiente;
  3. Deve aprimorar, ou, pelo menos, não prejudicar o relacionamento entre as partes.

O método de negociação baseado em princípios ou negociação dos méritos pode ser resumido em quatro pontos fundamentais:

  • Pessoas: Separe as pessoas do problema.
  • Interesses: Concentre-se nos interesses não nas posições.
  • Opções: Crie uma variedade de possibilidades antes de discutir o que fazer.
  • Critérios: Insista em que o resultado tenha por base algum padrão objetivo.

Negociando sobre os méritos:

  • Os participantes são solucionadores de problemas (baseados em princípios).
  • A meta é um resultado sensato, atingido de maneira eficiente e amigável
  • Ser afável com as pessoas e áspero com o problema.  Proceder independentemente da confiança nos outros.
  • Explorar os interesses, evitando ter um piso mínimo.
  • Desenvolver opções múltiplas para escolher; decidir depois.
  • Tentar chegar a um resultado baseado em padrões independentes da vontade.
  • Raciocinar e permanecer aberto à razão; controlar emoções; e ceder aos princípios e não a pressões.

Etapas da negociação: Análise, planejamento e discussão.

Fase de Análise – diagnosticar a situação, colhendo informações, organizando-as e ponderando sobre elas. Anotar as opções já colocadas na mesa e identificar quaisquer critérios já sugeridos como base para um acordo.

No estágio do Planejamento – lida-se com os quatro elementos (pessoasinteressesopções e critérios) pela segunda  vez gerando idéias e decidindo o que fazer.

  • De que modo lidar com os problemas das pessoas?
  • Dentre os interesses, quais são os mais importantes?
  • Quais são alguns objetivos realistas?
  • Deve-se gerar opções adicionais e critérios diferenciais para poder decidir entre eles.

No estágio de Discussão, quando as partes se comunicam entre si em busca de um acordo, os mesmos elementos são os melhores temas da discussão. Cada um dos lados deve procurar compreender os interesses dos outros.  As partes devem gerar opções que sejam mutuamente vantajosas e procurar concordar quando a padrões e objetivos para conciliar os interesses opostos.

“Considere como é difícil modificar a si mesmo e você entenderá quão pouca chance tem ao tentar modificar outras pessoas” – Jacob M. Braude

Enfim, sei que existe muito material bom em livros e na Web sobre técnicas de Negociação, mas procurei escrever simples e leve sobre algo tão pesado. Se quiser ir mais fundo, leia o livro e pratique.

Sorria! Use de simpatia e empatia durante a negociação. 🙂

Sobre mim: aqui, Contato: aqui.

Se gostou, por favor, compartilhe! Abraço, @neigrando

Segue abaixo dois vídeos da HSM Management, onde o autor William Ury fala sobre negociação:

Um artigo interessante sobre o assunto (em inglês) : Neil Patel’s Guide To Closing BIG Deals

E um vídeo comparando negociação e persuasão – How to Influence People: Negotiation vs. Persuasion Skills

 

A Importância da Modelagem de Negócios

Introdução

Fui empresário na área de tecnologia da informação e tive muitas lutas ao longo dos anos que dirigi duas empresas de desenvolvimento de soluções de software. Atuando em consultoria e buscando novas oportunidades de negócios, percebi que a experiência própria e os conhecimentos de estratégia e gestão adquiridos, MBA e outros cursos ajudam, mas não muito. Por isso e por um gosto pessoal tenho buscado o tempo todo a aprender sobre melhores práticas, novas técnicas e casos de sucesso no mundo dos negócios.

O mundo mudou, o consumidor mudou, e a forma de se fazer negócios também mudou. É preciso agilidade, coerência, discernimento, visão de cada elemento e visão do todo, visão clara dos processos, das finanças, do mercado, do cliente, do produto ou serviço, etc.

Questões sobre você:

  • Tem um espírito empreendedor e/ou estrategista?
  • Está constantemente pensando em como criar valor e construir novos negócios, ou como melhorar ou transformar a sua organização?
  • Está tentando encontrar maneiras inovadoras de fazer negócios substituindo os desatualizados?

Se respondeu “sim” a qualquer uma destas perguntas, este artigo é para você que faz parte de um grupo de visionários, que mudam o jogo, desafiam os modelos de negócios fora de moda e constroem as empresas do futuro.

Blocos de Construção do Modelo de Negócios

Este artigo é baseado no livro Business Model Generation, – escrito por Alexander Osterwalder & Yves Pigneur, com co-criação de um grupo de 470 participantes de 45 países.  Assim como os autores e demais participantes do livro, eu tenho como objetivo ajudar a todos os empreendedores a enxergarem com mais clareza o seu negócio.  Se o artigo for útil, compre o livro e terá um entendimento ainda maior sobre o assunto e sobre negócios.

O artigo ajuda os iniciantes a colocarem as suas idéias no papel, aos inovadores a enriquecerem seus projetos, aos empresários a rever os elementos de negócio, repensar a estratégia, melhorar os processos, aumentar vendas, reduzir custos e conseqüentemente conseguirem melhores margens. A modelagem do negócio também facilita a comunicação com todos os tipos de investidores.

O que é um Modelo de Negócio?

Um modelo de negócios descreve a racionalidade de como uma organização cria, entrega, e captura valor.

Assim como as estratégias, modelos de negócios são implantados através de estruturas organizacionais, processos e sistemas.

O ponto de partida para qualquer boa discussão, reunião ou workshop sobre inovação no modelo de negócio deve ser um entendimento compartilhado do que um modelo de negócio realmente é. Precisamos de um conceito de modelo de negócio que todos entendam e que facilite a descrição e discussão. O conceito deve ser simples, relevante, e intuitivamente compreensível, mas não pode simplificar demais a complexidade de como as empresas funcionam.

Apresento aqui um conceito que permite descrever e refletir sobre o modelo de negócio da sua organização, seus concorrentes, ou qualquer outra empresa. Este conceito tem sido testado e aplicado em todo o mundo e já é utilizado em organizações como IBM, Ericsson, Deloitte, Obras Públicas e Serviços Governamentais, como do Canadá, e muitos mais.

Este conceito pode tornar-se uma linguagem comum que permite a você facilmente descrever e manipular modelos de negócios para criar novas alternativas estratégicas. Sem essa língua comum é difícil sistematicamente desafiar suposições sobre o próprio modelo de negócios e inovar.

Observações:

  • O modelo de negócios faz o empreendedor pensar, fornece uma visão sistêmica (holística) do negócio, dá direção, mas o negócio é vivo e mudanças fazem parte.
  • Um modelo é apenas um mapa, não é o território.

No que difere de um Plano de Negócio

“A inovação é mais que uma ótima idéia ou casualidade, é um processo baseado em visão, missão, plano de negócios e execução.” Andy Cohen

Penso que é um exagero, mas segundo a Harvard Businnes School, o Plano de Negócios aumenta em 60% a probabilidade de sucesso dos negócios.

Existe muito material sobe Planos de Negócio em livros e na Internet. Eles são muito úteis para empresas e negócios padrão de mercado, mas complexos de elaborar nos casos de inovação.  Este é o caso da maioria das empresas startups onde o negócio é uma verdadeira experimentação, geralmente diferenciado de tudo o que existe no mercado e onde algumas projeções financeiras são difíceis de prever. Mesmo havendo um plano de negócios é importante ter um modelo, como o que apresentaremos abaixo, para fornecer uma visão mais clara e interligar os elementos do negócio. Além disso, com um modelo claro do seu negócio fica mais fácil fazer planos.

Outra coisa importante para entender é que o modelo de negócio pode ser tão dinâmico quanto a sua empresa, ou muito mais, enquanto que o plano de negócios geralmente é mais estático e mais trabalhoso para atualizar.

Os investidores (VCs, Anjos, …) em geral solicitam um plano antes de optarem por investir em seu negócio, mas poucas vezes eles lêem, pois sabem que muitas vezes as projeções são chutes, por mais cuidado que você teve para elaborar. Eles sabem que na prática existem muitas variáveis internas e externas ao negócio que influenciam diretamente nos números. Os investidores pedem o plano de negócios principalmente para fazer você pensar no negócio como um todo, entender o cliente, o mercado, a concorrência, os custos, os canais, e principalmente refletir sobre o retorno sobre o investimento (ROI).

Você pode ter diversos modelos de negócios, para diversos produtos e serviços e não só para a empresa como um todo. A ferramenta de modelagem que apresento facilitará muito as simulações.

Blocos de construção do modelo de negócio

Segue abaixo os nove blocos básicos que mostram a lógica de como a empresa pretende ganhar dinheiro.

Estes blocos cobrem as quatro principais áreas de uma empresa: clientes, oferta, infra-estrutura e viabilidade financeira.

Bloco de Construçao Descrição
1.CS
Tipos:

  • Mercado de massa
  • Nicho de mercado
  • Segmentados
  • Diversificados
  • Plataformas multi-face (ou mercados multi-verso)

Segmentos de Clientes. Uma organização serve um ou vários segmentos de clientes. O bloco Segmentos de Clientes define os diferentes grupos de pessoas ou organizações que uma empresa pretende alcançar e servir. Questões:

  • Para quem estamos criando valor?
  • Quem são nossos clientes mais importantes?
2.VP
Características:

  • Novidade
  • Desempenho
  • Personalização
  • Fazer as coisas acontecerem
  • Design
  • Marca / status
  • Preço
  • Redução de custos
  • Redução de riscos
  • Acessibilidade
  • Conveniência / usabilidade

Proposições de Valor. Procura-se resolver os problemas e satisfazer as necessidades dos clientes com proposições de valor. São as OFERTAS de Produtos e ou Serviços. Este bloco descreve o pacote de produtos, serviços e diferenciais que criam valor para um segmento de clientes específico. Questões:

  • Qual o valor que nós entregamos para o cliente?
  • Quais os problemas dos nossos clientes que estamos ajudando a resolver?
  • Quais as necessidades dos clientes que estamos satisfazendo?
  • Que pacotes de produtos e serviços que estamos oferecendo para cada segmento de clientes?
  • Quais os diferenciais (características)?
3.CHTipos:

  • Força de vendas
  • Vendas pela Web
  • Lojas próprias
  • Lojas parceiras
  • Atacadista/Distribuidor

Fases:

  1. Conscientização
  2. Avaliação
  3. Compra
  4. Entrega
  5. Pós-venda

Canais. As proposições de valor são entregues aos clientes através de canais de comunicaçãodistribuição e vendas. O bloco de construção Canais descreve como uma empresa se comunica com e alcança seus segmentos de clientes para oferecer uma Proposta de Valor. Questões:

  • Através de que canais que nossos Segmentos de Clientes querem ser alcançados? Como é que vamos alcançá-los agora?
  • Como os nossos canais estão integrados? Quais funcionam melhor?
  • Quais têm o melhor custo-benefício? Como estamos integrando-os com as rotinas do cliente?

Questões sobre as fases:

  • Como aumentar a consciência sobre nossos produtos e serviços?
  • Como podemos ajudar os clientes a avaliar a Proposição de Valor da nossa organização?
  • Como podemos permitir que os clientes comprem produtos e serviços específicos?
  • Como é que vamos entregar uma Proposta de Valor para os clientes?
  • Como fornecer suporte pós-venda ao cliente?
4.CRCategorias:

  • Assistência pessoal
  • Assistência pessoal dedicada
  • Auto-serviço
  • Serviços automatizados
  • Comunidades
  • Co-criação

Relacionamento com Clientes. Os relacionamentos com os clientes são estabelecidos e mantidos com cada segmento de clientes. O bloco de construção Relacionamento com Clientes descreve os tipos de relacionamentos que uma empresa estabelece com segmentos específicos de clientes. Questões:

  • Que tipo de relação que cada um dos nossos Segmentos de Clientes espera de nós para estabelecer e manter com eles?
  • Quais estão estabelecidos?
  • Quanto eles custam?
  • Como eles são integrados com o resto do nosso modelo de negócio?
5.R$
Tipos:

  • Venda de ativos
  • Taxa de utilização
  • Assinaturas
  • Empréstimo / Locação / Leasing
  • Licenciamento
  • Taxas de corretagem
  • Publicidade

Preço Fixo:

  • Lista de preços
  • Produto dependente de recurso
  • Dependente do segmento de clientes
  • Dependente de volume

Preço Dinâmico:

  • Negociação (barganha)
  • Gerenciamento de produção
  • Em tempo real de mercado
  • Leilões

Fontes de Receita. As fontes de receita resultam das propostas de valor oferecidas com sucesso aos clientes. O bloco de construção Fontes de Receita representa o dinheiro que uma empresa gera a partir de cada Segmento de Clientes (custos devem ser subtraídos das receitas para criar lucros). Questões:

  • Que preço os nossos clientes estão realmente dispostos a pagar?
  • Pelo que eles pagam atualmente? Como eles estão pagando atualmente?
  • Como é que eles preferem pagar? Quanto cada Fonte de Receita contribui para as receitas totais?
6.KRTipos:

  • Físicos
  • Intelectual
  • Pessoas
  • Financeiros

Recursos-chave. Ativos necessários a oferta e entrega das propostas de valor. O bloco de construção Recursos-chave descreve os ativos mais importantes necessários para fazer o modelo de negócio funcionar. Questões:

  • Quais Recursos-chave nossas Proposições de Valor, Canais de Distribuição, Relacionamento com Clientes e Fontes de Receita exigem?
7.KACategorias:

  • Produção
  • Resolução de problemas
  • Plataforma / Rede

Atividades-chave.  O bloco de construção Atividades-chave descreve as coisas mais importantes que uma empresa deve fazer para seu modelo de negócio funcionar. Questões:

  • Quais Atividades-chave nossas Proposições de Valor, Canais de Distribuição, Relacionamento com Clientes e Fontes de Receita exigem?
8.KPTipos:

  • Alianças estratégicas entre não concorrentes
  • Coopetition: parcerias estratégicas entre concorrentes
  • Joint ventures para desenvolver novos negócios
  • Relações fornecedor-comprador para garantir abastecimento confiável

Motivações:

  • Otimização e economia de escala
  • Redução do risco e incerteza
  • Aquisição de recursos e atividades especiais

Parcerias-Chave. Algumas atividades envolvem mão de obra terceirizada e alguns recursos que são adquiridos fora da empresa. O bloco de construção Parcerias-chave descreve a rede de fornecedores e parceiros que fazem o modelo de negócio funcionar. Questões:

  • Quem são os nossos Parceiros-chave? Quem são os nossos principais fornecedores?
  • Que Recursos-chave nós estamos adquirindo dos parceiros?
  • Quais Atividades-chave os parceiros realizarão?
9.C$Classes:

  • Dirigidos por custos
  • Baseados em valor

Características:

  • Custos fixos
  • Custos variáveis
  • Economias de escala
  • Economias de escopo

Estrutura de Custos. Os elementos do modelo de negócio resultam em uma estrutura de custos. A Estrutura de Custos descreve os principais custos incorridos para operar um modelo de negócio. Questões:

  • Quais são os custos mais importantes inerentes ao nosso modelo de negócio?
  • Quais Recursos-chave que são mais caros?
  • Que Atividades-chave são mais caras?

Geração do Modelo de Negócios

“Não há um modelo de negócio único … Há realmente uma série de oportunidades e um monte de opções e nós só temos que descobrir todas elas.” Tim O’Reilly, CEO, O’Reilly

Abaixo é apresentado um quadro que facilita a geração do modelo de negócios, este quadro é uma ferramenta de trabalho que favorece a compreensão, discussão, criatividade e análise.

Quadro para Gerar o Modelo de Negócios

Business-Model_canvas

Essa ferramenta se assemelha a tela de um pintor – pré-formatada com os nove blocos – que lhe permite pintar imagens de modelos de negócios novos ou existentes.

“Os empresários não só precisam entender melhor os designers; eles precisam se tornarem designers” Roger Martin, Dean, Rotman School of Management

O quadro Modelo de Negócio funciona melhor quando impresso em uma superfície grande, assim grupos de pessoas, em conjunto,começam a desenhar e discutir os elementos do modelo de negócio usando Post-it ® notas ou marcadores.

Para fazer o download do arquivo no formato “.pdf”, imprimir este quadro no tamanho que desejar e trabalhar o modelo do seu negócio,  clique aqui. A ideia ao trabalhar o quadro é tentar responder as perguntas da descrição de cada bloco.

Exemplo do Modelo de Negócios feito para o iPod da Apple:

Modelo de Negócios Apple Ipod

Em 2001 a Apple lançou sua marca icônica iPod de media player portátil. O dispositivo funciona em conjunto com o software iTunes que permite aos usuários transferirem músicas e outros conteúdos do computador para do iPod.

O software também oferece uma conexão contínua à loja online da Apple, assim os usuários podem comprar e fazer download de conteúdo.

Esta potente combinação de dispositivo, software e loja on-line logo rompeu a indústria da música e deu à Apple uma posição dominante no mercado. No entanto, a Apple não foi a primeira empresa a oferecer um tocador de mídia portátil ao mercado. Concorrentes como a Diamond Multimedia, com sua marca Rio de media players portáteis foram bem-sucedidos até que eles foram ultrapassados pela Apple.

Como a Apple atingiu tal posição dominante? Competindo com um modelo de negócio melhor. Por um lado ela ofereceu aos usuários uma experiência musical absoluta, combinando seus aparelhos iPod distintamente concebidos com o software iTunes  e sua loja online. A Proposição de Valor da Apple é permitir aos clientes facilmente pesquisar, comprar e desfrutar de música digital. Por outro lado, para fazer essa Proposição de Valor possível, a Apple teve que negociar com todas as grandes gravadoras para criar a maior biblioteca do mundo da música online.  A Apple ganha mais receitas ligadas à música com a venda de iPods, ao mesmo tempo que a integração com a loja de músicas on-line a protege dos seus concorrentes.

Sobre mim: aqui, Contato: aqui.

Se gostou, por favor, compartilhe! Abraço, @neigrando

Links relacionados:

O software: Business Model Toolbox for iPad
outro via Web: BM|DESIGN|ER – Business Model Innovation
e mais outro via Web: Business Model Validation Software – Lean Startup Canvas

Outros livros relacionados:

  • The Four Steps to the Epiphany (em português: Do sonho a realização em 4 passos), por Steve Blank.
  • The Startup Owner´s Manual, by Steve Blank and Bob Dorf.
  • Lean Startup, by Eric Ries.
  • Empreendedorismo Inovador – Como Criar Startups de Tecnologia no Brasil, 25 autores, Editora Évora.

Mapas mentais:

Alguns vídeos excelentes sobre estes assuntos: