Momento Mentoria Virtual

Fundadores de Startups têm visões diferentes sobre a ajuda de mentores. Enquanto alguns consideram a mentoria uma ferramenta essencial aos negócios, outro grupo se orgulha de não precisar de aconselhamento e incentivo de forma extrema. Mas mentoria de negócios se aplica também a líderes e gestores de empresas em geral.

Sabemos que bons mentores podem aumentar as chances de sucesso de uma empresa, especialmente em situações de alto risco como a que o mundo está enfrentando como resultado do surto de coronavírus. Principalmente mentores experientes, que passaram pela bolha das ponto.com ou pela crise financeira global no final dos anos 2000, podem ser inestimáveis ajudando Startups e PMEs a sobreviver a essa pandemia que abalou o mundo.

Se você tem um negócio ou é gestor de algum e não tinha um mentor, agora é uma boa hora para conseguir um, considerando que mais mentores estão disponíveis atualmente, já que tudo está se movendo on-line para que as pessoas tenham mais tempo livre.

Atualmente os empreendedores devem reequilibrar suas finanças, gerenciar suas despesas com habilidade e considerar dois cenários, um melhor e outro ruim, um onde o mercado volta ao “normal” em breve … outro que demora bem mais. Mesmo os “grandes otimistas”, precisam buscar equilíbrio conversando com alguém que é mais experiente e “realista”, contrabalançando a visão dos otimistas para tomarem decisões mais assertivas.

As Startups devem se preparar para situações em que possam perder suas receitas, com a visão de que, o que não mata, fortalece – tendo ainda em mente, que enquanto vivos, sempre haverá um amanhã. Assim, em casos estremos, se a sua Startup atual não deu certo, talvez seja a hora de analisar por que não deu certo e como pode-se fazer melhor da próxima vez, pois o maior valor que um fundador acrescenta neste caso é o aprendizado da experiência. O mesmo se aplica a PMEs.

Afinal, são apenas negócios, e negócios são como esportes e devem ser vistos dessa maneira. Se perdemos um jogo, nos preparamos para o próximo. Este tipo de mentalidade ajuda os(as) empreendedores(as) não levarem isso tão a sério.

Nesse sentido, se a empresa está bem ou mal, com um bom mentor pode ficar melhor, e se chegar a uma situação extrema como a explicada acima, com certeza um bom mentor poderá tranquilizar, mostrar que a vida continua e que o aprendizado será semente para o próximo plantio.

Aos mentores, é importante comunicar aos mentorados que vocês estão disponíveis para eles.

  • Seja intencional em preservar a continuidade no relacionamento. É uma boa hora para conexão virtual.
  • Reconheça o que está acontecendo e inicie um diálogo sobre a situação atual (o problema).
  • Compreenda e honre suas emoções e as emoções de seu mentorado(a), incluindo o leque de reações que podem ser expressas.
  • Seja comunicativo(a). Relacionamentos saudáveis ​​e de apoio são cruciais durante esse período, pois nos ajudam a lidar com as emoções.
  • Forneça valor, de o melhor de si, mas não esqueça de alguma forma capturar valor, pois se você não se der valor, ninguém dará.

Ao longo dos anos, com relação ao negócio tenho me deparado em Mentoria com: Incertezas técnicas, incertezas mercadológicas, questões societárias, falta de alternativas e prioridades na tomada de decisão, falta de visão de possibilidades estratégicas, falta de visão do todo no modelo de negócio, entendimento do tipo e mercado para o próprio negócio, questões sobre o como atingir os potenciais clientes, maturidade do produto e principalmente financeiras em quando e como buscar investimento, financiamento ou fomento. Falta das capacidades necessárias para executar ou profissionais qualificados, etc. Negócios são complexos não podemos os ver sem considerar isto. Por outro lado questões pessoais, emocionais e sentimentais do empreendedor estão mais no campo do coaching, apoio/incentivo de “amigo” ou até mesmo indicação de apoio terapêutico em casos extremos.

E torça para que a retomada econômica, que está inciando, seja breve e efetiva.

Um grande abraço, @neigrando

Sobre o autor:

Nei Grando é diretor executivo da STRATEGIUS, teve duas empresas de tecnologia, é mestre em ciências pela FEA-USP com MBA pela FGV, organizador e autor do livro Empreendedorismo Inovador, é mentor de startups e atua como consultor, professor e palestrante sobre estratégia e novos modelos de negócios, inovação, organizações exponenciais, transformação digital e agilidade organizacional.

Detalhes: aqui, Contato: aqui.

Artigos relacionados:

Por uma sociedade melhor, quem sabe 5.0

Estamos no limite da sociedade atual e o mundo agora está enfrentando uma grande maré de mudanças. A tendência da transformação digital não pode ser interrompida e está mudando drasticamente muitos aspectos da sociedade, incluindo administração pública, estrutura industrial, emprego e vida privada das pessoas.

Existem inúmeras direções nas quais a sociedade será promovida pelo desenvolvimento tecnológico. Embora a tecnologia possa trazer melhorias como padrões de vida mais altos e maior comodidade, também pode ter efeitos negativos, como impacto no emprego, disparidade crescente e distribuição desigual de riqueza e informação. Cabe a nós decidir qual direção seguir. Devemos considerar que tipo de sociedade queremos criar, em vez de tentar prever o tipo de sociedade que será.

O que é o Sociedade 5.0?

“O novo modelo do Japão para uma sociedade superinteligente, a Sociedade 5.0 é um conceito de maior alcance do que a Quarta Revolução Industrial, pois prevê a transformação completa do modo de vida japonês, desfocando a fronteira entre o ciberespaço e o espaço físico.” – Yasushi Sato, da Universidade de Niigata (via relatório da Unesco)

O termo refere-se à ideia de que a Sociedade 5.0 seguirá a Sociedade 1.0 (caçador-coletor), Sociedade 2.0 (agrícola), Sociedade 3.0 (industrializada) e Sociedade 4.0 (informações). Também chamada de “Sociedade Superinteligente” ou de “Sociedade da Imaginação“, a Sociedade 5.0 prevê um sistema socioeconômico sustentável e inclusivo, alimentado por tecnologias digitais como análise de big data, inteligência artificial (AI), Internet das Coisas e robótica. O “sistema ciberfísico”, no qual o ciberespaço e o espaço físico estão fortemente integrados, torna-se um modo tecnológico generalizado que suporta a Sociedade 5.0. Para alguns, o conceito soou como uma visão elevada no início, sem uma perspectiva clara de como ele realmente se desenrolaria. Hoje, inspira entusiasmo.

O Japão tomou a iniciativa de guiar o mundo em direção a um futuro melhor, mostrando um conceito ideal da próxima sociedade. A Sociedade 5.0 será uma Sociedade da Imaginação – conforme descrita no relatório, Keidanren (Federação Empresarial do Japão). Espera-se que as pessoas exerçam rica imaginação para identificar uma variedade de necessidades e desafios espalhados pela sociedade e os cenários para resolvê-las, bem como criatividade para realizar essas soluções usando tecnologias e dados digitais. Nesta nova sociedade, a transformação digital combina com a criatividade de diversas pessoas para promover a “solução de problemas” e a “criação de valor” que nos levam ao desenvolvimento sustentável. É um conceito que pode contribuir para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados pelas Nações Unidas.

A transição para a Sociedade 5.0 é considerada semelhante à “Quarta Revolução Industrial“, na medida em que ambos os conceitos se referem à atual mudança fundamental do nosso mundo econômico em direção a um novo paradigma. No entanto, a Sociedade 5.0 é um conceito de maior alcance, pois prevê uma transformação completa do nosso modo de vida.

Na Sociedade 5.0, qualquer produto ou serviço será entregue de maneira ideal às pessoas e adaptado às suas necessidades. Ao mesmo tempo, a Sociedade 5.0 ajudará a superar desafios sociais crônicos, como envelhecimento da população, polarização social, despovoamento e restrições relacionadas à energia e ao meio ambiente.

Na Sociedade 5.0, veículos e drones autônomos levarão bens e serviços para pessoas em áreas despovoadas. Os clientes poderão escolher on-line o tamanho, a cor e o tecido de suas roupas diretamente na fábrica de roupas antes de entregá-las por drone. Um médico poderá consultar seus pacientes no conforto de sua própria casa através de um tablet especial. Enquanto ele os examina à distância, um robô pode estar aspirando o tapete. No lar de idosos, outro robô pode estar ajudando a cuidar dos idosos. Na cozinha da casa de repouso, a geladeira monitorará a condição dos alimentos estocados para reduzir o desperdício. A cidade será alimentada por energia fornecida de maneiras flexíveis e descentralizadas para atender às necessidades específicas dos habitantes. Nos arredores, tratores autônomos trabalharão nos campos enquanto, no centro da cidade, sistemas ciberfísicos avançados manterão a infraestrutura vital e estarão à disposição para substituir técnicos e artesãos aposentados, caso não haja jovens suficientes para preencher a lacuna.

As liberdades da sociedade 5.0

Na Sociedade 5.0, as pessoas serão libertadas de várias restrições que as encarnações anteriores até a Sociedade 4.0 não poderiam superar e obterão a liberdade de buscar estilos de vida e valores diversos.

As pessoas serão libertadas do foco na eficiência. Em vez disso, a ênfase será colocada na satisfação das necessidades individuais, na solução de problemas e na criação de valor.

As pessoas serão capazes de viver, aprender e trabalhar, livres de influências supressoras sobre a individualidade, como discriminação por gênero, raça, nacionalidade etc. e alienação por causa de seus valores e modos de pensar.

As pessoas serão libertadas da disparidade causada pela concentração de riqueza e informação, e qualquer pessoa poderá obter oportunidades de desempenhar um papel a qualquer momento, em qualquer lugar.

As pessoas serão libertadas da ansiedade sobre o terrorismo, desastres e ataques cibernéticos e viverão com mais segurança em redes reforçadas para lidar com as questões do desemprego e a pobreza.

As pessoas serão libertadas de recursos e restrições ambientais e poderão viver vidas sustentáveis ​​em qualquer região.

Em resumo, tornaremos a Sociedade 5.0 uma sociedade na qual qualquer pessoa pode criar valor a qualquer momento, em qualquer lugar, com segurança e em harmonia com a natureza.

Uma revisão de assistência médica

Tomando a assistência médica como exemplo, forneceremos atendimento personalizado e preventivo, coletando e analisando dados individuais de saúde e médicos ao longo da vida, para que as pessoas possam viver mais tempo com boa saúde. Se o Japão for bem-sucedido na criação de um sistema de saúde, ele poderá ser aplicado a outros países que enfrentam uma sociedade em envelhecimento no futuro próximo, contribuindo assim para a consecução do 3º ODS.

Keidanren está pedindo ao governo que estabeleça a infraestrutura para vincular dados médicos e de saúde e disponibilizá-los para vários atores para fornecer melhores serviços de saúde. Ao mesmo tempo, continua o diálogo com os setores acadêmico e médico para quebrar o secionalíssimo e construir parcerias para um sistema abrangente de saúde.

Keidanren está trabalhando em conjunto com o governo japonês e outras partes interessadas na reforma das políticas corporativas e trabalhistas, desenvolvimento de recursos humanos, estabelecimento de políticas de dados, aprimoramento da pesquisa e desenvolvimento, reforma governamental etc. para a realização da Sociedade 5.0. Ele deseja compartilhar a meta com seus parceiros em todo o mundo e cocriar o futuro.

A Society 5.0 transformou a política de Ciência, Tecnologia e Inovação em uma agenda política dominante

O conceito grandioso e um tanto nebuloso da Sociedade 5.0 tornou-se gradualmente uma peça central da estratégia de crescimento em que a política de ciência, tecnologia e inovação (CTI) tornou-se uma agenda dominante. O orçamento regular do Japão para ciência e tecnologia, que permaneceu parado nos exercícios de 2002 a 2017 em cerca de 3,6 trilhões de ienes (US$ 33 bilhões), subitamente subiu para 3,8 trilhões de ienes (US$ 35 bilhões) em 2018 e para 4,2 trilhões ienes (US$ 38 bilhões) em 2019. Embora isso se deva em parte a mudanças técnicas na maneira como o orçamento é calculado, um aumento tão substancial seria inconcebível apenas alguns anos atrás. Estimulados por uma força motriz política, o investimento do Japão no desenvolvimento e aplicação de tecnologias digitais, bem como em pesquisa básica, acaba de receber um impulso significativo.

Olhando para trás, foi em 2016 que o conceito de Sociedade 5.0 apareceu pela primeira vez no Quinto Plano Básico de Ciência e Tecnologia, uma estratégia nacional de cinco anos formulada pelo Conselho de Ciência, Tecnologia e Inovação (CSTI). O plano incorporou as conclusões de deliberações intensivas de comitês de especialistas administrados pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia (MEXT) e pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) desde 2014. Esse processo levou a Sociedade 5.0 sendo estabelecida como uma visão do governo para o futuro do Japão.

Suporte robusto da indústria para o Society 5.0

Ao mesmo tempo, a Sociedade 5.0 obteve um suporte robusto da indústria. Em 2015 e 2016, ministros e líderes empresariais relevantes se reuniram várias vezes para discutir a direção que o Japão deveria tomar. Apenas alguns meses depois que o CSTI publicou o Quinto Plano Básico de Ciência e Tecnologia, a Federação Empresarial do Japão (Keidanren), que agrupa as maiores empresas do país, publicou sua própria proposta de política para a Sociedade 5.0. Um estreito relacionamento desenvolvido entre o governo e a indústria, principalmente com Keidanren, deu à Sociedade 5.0 o momento de avançar rapidamente.

A colaboração entre governo e indústria se estendeu a uma ampla gama de campos. Sob o Conselho de Estratégia de Crescimento – Investindo para o Futuro, composto por ministros, CEOs e acadêmicos da empresa, foram criados comitês setor-governo para cinco temas principais:

  • mobilidade de próxima geração / cidade inteligente,
  • serviços públicos inteligentes,
  • infraestrutura de última geração,
  • FinTech (tecnologia financeira) / sociedade sem dinheiro e
  • cuidados de saúde de próxima geração.

Esses comitês são compostos por representantes comerciais e diretores de divisão dos ministérios.

A Estratégia de tecnologia de Inteligência Artificial (IA) do Japão é um pilar fundamental da Sociedade 5.0. Caracteriza a IA como um serviço e prevê três fases para o desenvolvimento e uso da IA:

  • expansão do uso da IA ​​orientada a dados em cada domínio de serviço,
  • uso geral de IA e dados entre os serviços e
  • a formação de ecossistemas através de uma complexa fusão desses serviços.

A Estratégia de Tecnologia de Inteligência Artificial aplica essa estrutura a três áreas prioritárias da Society 5.0, a saber, saúde, mobilidade e produtividade.

Mais recentemente, o CSTI tem deliberado sobre princípios éticos relacionados à pesquisa, desenvolvimento e uso da IA. Ele dará os retoques finais em seus Princípios de uma Sociedade de IA centrada no ser humano em março deste ano.

Sociedade 5.0 voltada para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

Mais recentemente, um Sociedade 5.0 assumiu um novo significado. Tanto a estratégia de crescimento do Gabinete quanto as políticas de Keidanren esperam que a Sociedade 5.0 faça uma grande contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Por que a sociedade japonesa está comprometida com a Society 5.0?

Por que o Japão como um todo parece estar cada vez mais comprometido com a visão da Sociedade 5.0? Por trás do crescente zelo pela Society 5.0, parece haver um desejo ardente por parte do governo e da comunidade empresarial japonesa de aproveitar esta oportunidade de ouro para reverter as tendências adversas remanescentes. A economia cresceu menos de 2% em 2017 por um ano consecutivo. O Japão experimentou uma economia econômica prolongada desde os anos 90, devido a uma combinação de fatores: concorrência global cada vez mais intensa, uma estrutura em mudança da criação de valor na nova economia digital, despovoamento e envelhecimento, e crescente pressão fiscal decorrente do aumento dos gastos do governo social.

O Japão pode superar essas vantagens seguindo a Sociedade 5.0, mesmo que não tenha sido uma das principais luzes das indústrias digitais até agora, o país poderá tirar proveito dos seus pontos fortes tradicionais na engenharia mecânica e materiais para desenvolver sistemas ciberfísicos avançados.

O Japão está enfrentando alguns problemas difíceis, mas o governo e as lideranças políticas veem o conceito da Sociedade 5.0 como uma maneira de superá-los e compartilhar sua experiência com o resto do mundo, já que outros países podem encontrar problemas relacionados mais cedo ou mais tarde.

Os 5 muros a serem “quebrados” ao mudar para a Society 5.0

Que muros são esses e como o Japão pretende derrubá-los?

O muro dos Ministérios e Agências.

Com a necessidade de, citando o documento da posição de Keidanren, uma “formulação de estratégias nacionais e integração do sistema de promoção do governo”. Isso inclui a arquitetura de um ‘sistema IoT útil‘ e uma função de laboratório de ideias.

O muro do sistema jurídico

Pelo qual as leis precisam ser desenvolvidas para implementar técnicas avançadas. Na prática, isso também significaria reformas regulatórias e um empurrão na digitalização administrativa (boas notícias para todo o pessoal de captura de documentos e gerenciamento de informações por aí).

O muro das tecnologias

A busca pela formação da “base do conhecimento”. É claro que os dados acionáveis ​​desempenham um papel fundamental aqui, assim como todas as tecnologias / áreas para protegê-los e aproveitá-los, da segurança cibernética à robótica, nano, bio e tecnologia de sistemas. O documento também menciona um sério compromisso de P&D em vários níveis.

O muro de recursos humanos

Reforma educacional, alfabetização em TI, ampliando os recursos humanos disponíveis com especializações em habilidades digitais avançadas são apenas alguns deles. Interessante: se o artigo se tornar realidade, o Japão abrirá suas portas para profissionais altamente qualificados em áreas como segurança e ciência de dados. Pelo menos tão interessante: “a promoção da participação das mulheres para descobrir talentos em potencial”.

Implicações sociais, ética e aceitação social por todas as partes interessadas

Espere, são apenas quatro muros. De fato. O quinto é bastante ousado e muito abrangente: “o muro da aceitação social”. De todos, este é o aspecto mais relacionado à sociedade.

O “esboço” de Keidanren não apenas enfatiza a necessidade de um consenso social, mas também de um exame minucioso das implicações sociais e até questões éticas, entre outros no que diz respeito à relação homem-máquina e, como já foi dito, até questões filosóficas como como definição do que felicidade e humanidade individuais significam.

Considerações finais

Obviamente, na prática, a Indústria 4.0 e as organizações em geral serão os principais componentes do Sociedade 5.0, mas não é a indústria sozinha: trata-se de todas as partes interessadas, incluindo cidadãos, governos, academia e assim por diante.

Se uma mudança social tão vasta quanto esta funcionará no Japão e o muro de aceitação social será derrubado é uma pergunta que só será respondida no futuro. Assim, é melhor não fazermos previsões a esse respeito, pois seria uma arrogância ocidental da nossa parte e um grande erro.

Então fica a pergunta: quem sabe poderíamos imaginar esse modelo no Brasil e em outros países?

Se gostou, por favor, compartilhe. Abraço, @neigrando

Sobre mim:

Nei Grando – diretor executivo da STRATEGIUS, teve duas empresas de tecnologia, é mestre em ciências pela FEA-USP com MBA pela FGV, organizador e autor do livro Empreendedorismo Inovador, é mentor de startups e atua como consultor, professor e palestrante sobre estratégia e novos modelos de negócios, inovação, organizações exponenciais, transformação digital e agilidade organizacional.

Detalhes: aqui, Contato: aqui.

Referências:

Este post é fruto de uma pesquisa com resumo e tradução adaptada dos artigos:

  • Japan pushing ahead with Society 5.0 to overcome chronic social challenges. UNESCO, fevereiro de 2019.
  • Modern society has reached its limits. Society 5.0 will liberate us. World Economic Forum, Janeiro de 2019.
  • From Industry 4.0 to Society 5.0: the big societal transformation plan of Japan. i-SCOOP, 2017.
  • E-Digital: Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, conforme Decreto 9.319 de 21/03/2018

Artigos Relacionados:

Vídeos:

Por que as Startups falham?

As razões por que tantas Startups não chegam ao sucesso são muitas, afinal atuam com inovação, novos modelos de negócios e consequentemente com  incertezas que vão além dos riscos das empresas tradicionais. Eu poderia dizer simplesmente que pode ser por falta de preparo ou por questões societárias, ou de timing ou seja, o tempo certo para entrar no mercado ou para desenvolver e lançar o produto e outras questões que envolvem o desenvolvimento do produto que deve ser feito em paralelo ao desenvolvimento do cliente, ou falta de dinheiro, ou falta de clientes, …, mas há pouco tempo a CBInsighs fez uma pesquisa mundial e a Fundação Dom Cabral fez outra no Brasil, as quais no geral apresentam pouca diferença.

Como resultado da pesquisa da CBInsighs estas são as principais razões:

  1. Não atenderem uma real “necessidade do mercado”
  2. Ficarem sem dinheiro
  3. Não terem a equipe certa

E os itens seguem, com 20 razões principais que, se pensadas com antecedência, podem facilitar o planejamento e evitar o fracasso.

Como a  CBInsights não forneceu em seu relatório as dicas de como evitar a falha, preparei algumas para facilitar a vida de fundadores de Startups e empreendedores no geral.

Assim, compartilho abaixo os slides que preparei ministrei na Digital House e posteriormente Universidade de Taubaté, com uma boa introdução e as razões e dicas a partir do slide 18:

20 razões porque muitas Startups falham e algumas dicas de como evitar

Alguns riscos e incertezas continuarão sempre existindo, mas sempre vale a pena aprender com os erros de outros ao invés de cometê-los novamente.

Sobre precisar entre em contato.

Se gostou, por favor, compartilhe. Abraço, @neigrando