Organize ideias, conceitos e informações com Mapas Mentais

Sempre gostei de livros com desenhos, pois uma imagem pode dizer mais do que muitas palavras, principalmente para ajudar a esclarecer alguns conceitos. Gosto de ler e estudar e sempre procurei meios de transformar informação em conhecimento. Encontrei no uso de mapas mentais uma ferramenta útil para sintetizar ideias e conceitos, resumir livros e externar pensamentos, organizando um pouco da bagunça mental.

Mapa Mental - Satisfação do Cliente

Escrevi este artigo para compartilhar com vocês um pouco sobre esta técnica de diagramação de ideias. Chamamos de Mapa Mental, ou mapa da mente, a uma técnica de organizar pensamentos e ideias construindo um tipo de diagrama sistematizado pelo inglês Tony Buzan. Estes diagramas são hierárquicos (em árvore) e representam informações e conhecimentos de forma textual e/ou ilustrada, sintética, organizada e nivelada.

Os Mapas Mentais são úteis para gerir informações, compreender e solucionar problemas; memorizar e aprender; criar resumos; discutir ideias (brainstorming); construir taxonomias; dividir um projeto em subprojetos e tarefas (WBS – Work Breakdown Structure), auxiliar da gestão estratégica de uma empresa ou negócio, etc. O objetivo desta técnica está em simular no papel a maneira que nosso cérebro trabalha para pensar, tornando assim o aprendizado muito mais intuitivo e permanente.

Os diagramas dos mapas mentais são constituídos a partir de uma idéia central que se ramifica para outras ideias secundárias e assim por diante. O centro fornece a visão mais genérica da ideia, tornando-a mais específica e detalhada com seus ramos. Mapas Mentais podem ser elaborados com o uso de lápis de cor ou canetas com tintas coloridas sobre folhas de papel ou por meio de um programa de computador.

Eu utilizo o MindManager e  PersonalBrain mas existem diversos softwares disponíveis, inclusive o Freemind que é gratuito. Existe uma variação de mapas mentais conhecidos como Mapas Conceituais, geralmente utilizados para auxiliar na ordenação e a seqüenciação hierarquizada dos conteúdos de ensino. Num curso que fiz na FGV AESP chamado “Estratégia e Gestão Organizacional Baseada em Inteligência e Conhecimento”, o Professor Dr. Chu nos ensinou a desenhar mapas estratégicos em Epístemes e nos apresentou um programa de aplicação chamado OET – Operador Epistemológico Tácito para colocá-los no computador.

Temos ainda formas de representar tais ideias holisticamente em três dimensões e navegar sobre elas em tempo real, uma ferramenta que possibilita isso é o PersonalBrain. O seu primeiro mapa mental pode ser uma lista de compras, um desenho das suas relações sociais, o detalhamento de uma ideia, a estruturação de um projeto seu, etc.

Se quiser exercitar isso, imagine, por exemplo, o que é necessário para “construir uma casa”, pense sobre o projeto, a construção,  aspectos legais; em seguida, com uma caneta,  desenhe no papel o núcleo (Fazer uma Casa) e cada elemento, e depois associado a cada um destes elementos outros sub-elementos detalhes, como em uma árvore com tronco, galhos e folhas.

O desenho não precisa ficar muito bonito, mas o ideal é que seja colorido e que tenha símbolos para representar os elementos e linhas para conectá-los. Geralmente este tipo de mapa representa uma visão pessoal sobre o assunto, sendo assim pode ser desenhado de forma diferente, por pessoas distintas. O diagrama também pode sofrer refinamentos sucessivos, ou seja, novas versões, conforme você pensa em mais detalhes ou até mesmo perspectivas e conforme você obtém mais conhecimento sobre o assunto.

E agora é só praticar. Mais uma imagem do exemplo de Mapa Mental sobre a ferramenta de estratégia de negócios BSC (Balanced Scorecard) – clique na imagem para ampliar:

Nos links abaixo você encontrara informações adicionais sobre o assunto, exemplos, softwares, etc.

Sobre mim: aqui, Contato: aqui.

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Alguns Mapas Mentais:

Mapa mental sobre Pensamento Visual

Links:

Livros:

  • Mapas Mentais e sua elaboração – Um sistema definitivo de pensamento que transformará sua vida, Tony Busan, editora: Cultrix
  • O Poder da Inteligência Criativa – 10 maneira de ativar o seu gênio criativo, Tony Buzan, editora: Cultrix
  • Get Ahead – Mind Map you way to success, Vanda North with Tony Buzan
  • Mentes Brilhantes – Como desenvolver todo o potencial do seu cérebro, Alberto Dell´Isola, editora: Universo dos Livros

Fazendo as Idéias Acontecerem

“Fazer uma ideia acontecer = (A ideia) + Organização e Execução + Forças da Comunidade + Capacidade de Liderança” Scott Belsky

Penso que o título deste artigo tem tudo a ver comigo, pois sempre fui um tanto sonhador e visionário, mas que também gosta de planejar e partir para a ação. Ao longo da minha vida profissional tive duas empresas de tecnologia da informação e nelas tive a oportunidade de me envolver em diversos projetos, desenvolvendo soluções sob demanda para clientes e produtos de software. Fui bem sucedido em alguns e em outros nem tanto. Com poucos recursos disponíveis sempre busquei a excelência cumprindo prazos e atendendo as expectativas dos interessados.

Ao longo do tempo fui aprendendo sobre: metodologias e melhores práticas na gestão de projetos buscando formas mais simples e ágeis de colocar as idéias na prática; e como utilizar competências e talentos que as pessoas possuem em conjunto e sintonia para transformá-los em forças que permitem aumentar a produtividade e os resultados com redução de tempo, recursos e esforços.

Mas faltava algo que permitisse passar adiante a essência de tudo isso de forma simples, prática e objetiva para pessoas criativas que precisam transformar idéias em ação. Em resposta a esta busca encontrei o livro “Making Ideas Happen – Overcoming the Obstacles Between Vision and Reality” de Scott Belsky, fundador e CEO da Behance, empresa dedicada a capacitar e organizar o mundo criativo.

Making Ideas Happen

Fazendo as Idéias Acontecerem

O livro ensina a por em prática suas idéias e sonhos, com: projetos/ações, liderança e parcerias. Procura também responder a questão: como posso permanecer organizado no meio do caos do dia a dia realizando tarefas, gerenciando projetos e permanecendo com a mente clara o suficiente para ainda ser criativo?

Como ainda não temos o livro traduzido em português no Brasil, comprei a versão impressa na Amazon para a minha filha Marina, mas não consegui esperar o livro chegar, então comprei a versão digital do mesmo e tão logo baixei, li o livro utilizando as versões do aplicativo Kindle para iPhone e para PC.

Gostei muito das idéias, conceitos e conselhos práticos do livro e, ao invés de fazer um mapa mental ou resumo para uso pessoal, desta vez resolvi compartilhar um pouco do aprendizado resumindo tudo neste texto que segue:

Belsky ensina como fazer as idéias acontecerem no mundo real como produtos e/ou serviços. Ele escreve baseado em suas próprias experiências e no resultado de muitos anos de pesquisa com pessoas visionárias que sabem transformar idéias criativas em ações, e que geralmente atingem excelentes resultados. Ele explora a ideia de organização e execução no contexto da mente criativa e de ambiente de trabalho em constante mudança.

IDÉIAS NÃO ACONTECEM por serem maravilhosas ou por acidente. O conceito errado de que grandes idéias inevitavelmente levam ao sucesso prevaleceu por muito tempo. Se você tem a solução perfeita para um problema do dia a dia ou um novo conceito ousado para uma obra de arte criativa, você deve transformar visão em realidade. Mas você não precisa ter o talento de um gênio criativo para fazer as idéias acontecerem, pois isto está ao seu alcance. Para isso você precisa modificar seus hábitos de organização, envolver-se numa comunidade e desenvolver sua capacidade de liderança.

Muitas pessoas criativas geralmente improvisam e agem intuitivamente dizendo que esta é a essência de quem elas são, entretanto quando analisamos de perto como os mais bem sucedidos e produtivos criadores, empreendedores e homens de negócio verdadeiramente fazem as idéias acontecerem, veremos que “ter uma ideia” é apenas a menor parte de processo, talvez apenas um centésimo da jornada.

Thomas Edison dizia que “Gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração”. Para mentes criativas inspiração vem com facilidade, mas são necessários os outros 99 por cento para fazer acontecer, sendo assim você vai precisar de muita paixão e determinação. Belsky chama de “compromisso criativo” quando você é capaz de adotar as restrições e as melhores práticas necessárias, mas que inicialmente o deixam desconfortável. A aspiração que você deve ter é melhorar sua abordagem, e a responsabilidade que você deve ter é dar a suas idéias uma chance.

O livro lhe será útil se você: tiver uma grande ideia, ou idéias, mas não consegue tirá-las do chão; já está trabalhando em suas idéias e quer executar melhor; precisa aprender a melhor maneira de gerenciar tarefas e organizar (primeira parte do livro); quer criar uma equipe dinâmica que assume a sua ideia totalmente; deseja ativar a sua equipe para fazer mais e atingir resultados mais criativos.

Scott Belsky defende que você precisa de três coisas, que deverão ser usadas simultaneamente, para fazer alguma ideia acontecer: modificar seus hábitos de organização, envolver-se numa comunidade mais ampla, e desenvolver a sua capacidade de liderança.  Ele diz também que, apenas usando todas as três forças os indivíduos e a suas organizações podem superar obstáculos, sempre presentes, como desorganização, perfeccionismo e criatividade indisciplinada.

Assim, ele dividiu o livro em três partes:

1 – Organização e Execução

O autor fala da importância da execução revelando exemplos de pessoas com boas idéias que nunca as concretizaram e de outras com idéias não tão boas, mas que concretizaram e ganharam muito dinheiro. Isto ocorre porque para pessoas criativas, gerar idéias é bastante natural, mas o caminho para fazê-los acontecer é bastante tumultuada.

Criatividade X Organização = Impacto

A equação acima nos mostra que a organização é tão importante quanto as idéias, quando se trata de causar um impacto.

Se você quiser levar suas idéias adiante, precisa descobrir como organizá-las e, em seguida, como gerenciar o processo de trabalhar com elas. Uma boa parte do livro descreve como gerenciar melhor as tarefas. O sistema propõe três categorias principais: Passos de Ação, Referências, e Backburners. Um dos problemas com as idéias é que elas surgem em você nos momentos mais inconvenientes, sendo assim você precisa de um lugar para armazenar as novas idéias enquanto você avança sobre as atuais.

Belsky sugere que você tome uma abordagem baseada em projetos para fazer as idéias acontecem. Cada idéia principal deve ser um projeto e cada projeto deve ter os Passos de Ação, ou seja, as coisas que você precisa fazer para avançar a ideia; Referências, que são as informações que alimentam a idéia, mas não são necessariamente orientadas para a ação;  e Backburners, que são as coisas para análise futura. Belsky, e sua equipe no Behance,  desenvolveram o  chamado “Método de Ação”, um sistema de gerenciamento de tarefas que incorpora essas idéias. O método pode ser usado offline em planilhas de papel, ou através de  ferramenta de software disponível online via Web ou por um iPhone.

Ser organizado é o primeiro passo para a execução. As pessoas criativas têm uma tendência a pular de um lado para o outro, tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Quando ocorrer uma ideia nova, deixa de fora a velha. Com uma abordagem baseada em projetos e uma maneira de organizar e criar passos de ação em torno de uma ideia, você pode ficar focado e criativo ao mesmo tempo.

2 – Forças da Comunidade

A próxima peça grande de fazer acontecer idéias é a colaboração. Belsky defende que todas as boas idéias precisam de uma equipe para movê-las para a conclusão. Estou certo de que você pode encontrar exemplos em que isso não é verdade, mas Belsky tem grandes exemplos onde isso ocorre. Equipes fazem mais progressos do que indivíduos, pois nos permitem obter feedback, aprimorando idéias, aumentando a transparência e promovendo a partilha e conclusão dos trabalhos.

Isto não é sobre dinheiro, é sobre mentalidade. Tendo apenas uma pessoa que fica acordada a noite pensando em como resolver um problema ou aproveitar uma oportunidade especial é francamente insuficiente. Você precisa engajar a sua equipe como proprietários, compartilhando créditos, responsabilidades, e recompensas financeiras.

Belsky enfatiza a importância da colaboração, na qual um dos benefícios que ela traz surpreendente é o ceticismo. Se você adicionar continuamente muitas idéias no seu projeto, isto pode ameaçar o foco inicial e unidade. Os céticos tendem a ser negativos, mas podem expor falhas de uma ideia e dúvidas no início. Uma das melhores coisas que você pode fazer para que as idéias aconteçam, ao que parece, é matar as idéias ruins rapidamente.

Naturalmente, a colaboração pode lhe proporcionar muito mais, principalmente quando você consegue fazer mais pessoas ficarem animadas com a sua ideia; desenvolve a capacidade de organizar sua ideia em um projeto linear, e com a equipe parte rapidamente em direção a execução final.

Sessões de brainstorming são úteis para discutir idéias, mas devem começar com uma pergunta e o objetivo de obter algo específico, relevante e que gere ações. Você deve sair dessas sessões com mais convicção do que quando começou.

Outra coisa que Belsky traz é a dinâmica do Sonhador e Realizador. Se você é o Sonhador, é necessário encontrar um parceiro Realizador para que você possa colocar a sua ideia no mercado. Um sonhador é criativo e desafia o status quo. Um Realizador pode não ver bem o todo, mas pode ver todos os pequenos detalhes necessários para concluir o trabalho. Gary Vaynerchuk compartilha conselhos semelhantes. Sonhadores têm as  vezes medo dos realizadores, porque acham que eles vão comprometer o seu sonho. No entanto, sem Realizadores, por vezes, o seu sonho nunca verá a luz do dia. Belsky fala de um terceiro tipo de pessoa, e as chama de Incrementalista, pois tem as duas capacidades de Sonhador e Realizador, mas que às vezes tem como ponto fraco, a tendência de acumular muitas idéias e projetos simultaneamente e se sentir em conflito ou confuso.  Ele nos diz que o ideal para o Incrementalista é escolher um dos papeis e delegar o outro para um sócio ou outro colaborador.

3 – Capacidade de Liderança

Finalmente, para trazer suas idéias fluírem, você precisa aprender sobre liderança. A capacidade de liderança é o que torna a busca de uma ideia sustentável, escalável e, finalmente, bem-sucedida. Primeiramente você precisa liderar a si mesmo, se tornando organizado, e isto é um grande desafio. Então você cria o excitamento em torno de sua ideia e constrói uma equipe. Para manter a equipe motivada e produtiva, levando a sua ideia adiante, você deve aprender a trabalhar com os colaboradores, e fazê-los sentirem-se importantes no processo. Na última parte do livro, Belsky dá muitos conselhos, tomados de pessoas que tiveram grande sucesso em como liderar.

O desenvolvimento da liderança é algo experimental. Através de tentativa e erro, bons e maus momentos, que tornam os líderes gradualmente melhores, mas apenas se tiverem auto-conhecimento suficiente para perceber quando e por que erram.

O amor causa tanto empenho e, em seguida, muitas vezes, uma grande decepção. Mas um amor duradouro por uma ideia ou interesse pode empurrá-lo a ultrapassar os obstáculos. As pessoas que transformam indústrias e mudam o mundo são as pessoas que dominam o que amam. Elas continuam a exercer seu ofício porque amam o processo mais do que o resultado. E elas estão constantemente descobrindo novas maneiras de voltar a engrenar, mantendo o amor vivo, apesar do conjunto de pressões que vêm entre visões e realidade.

Ele nos orienta ainda sobre a influência do ambiente na criatividade e na execução. Por exemplo: tetos altos incentivam mais os pensamentos que fluem livremente e tornando o local ideal para brainstorming; por outro lado, ambientes mais fechados, podem ajudar no foco quando é hora de planejar e agir.

Assuma que é comum a ocorrência de conflitos durante o processo criativo. E que isto é bom porque mostra a paixão das pessoas. Quando isso ocorre é importante descobrir as questões cedo e debatê-las na busca por soluções. A resposta é usualmente algum ponto no meio.

Os líderes devem falar por último, pois, quando falam primeiro, ninguém está disposto a desafiá-los mesmo que o líder não pode ter a melhor ideia. Outros tornam-se hesitantes em discordar ou oferecer soluções com o medo da rejeição. Em vez disso, os líderes devem promover a unidade da equipe na resolução de problemas e abrir a discussão apelando à participação de todos.

Há uma grande virada no conselho Belsky sobre a liderança. Para a maior parte dos casos, esta seção do livro pode estar em qualquer liderança ou manual de gestão. Mas Belsky sempre liga de volta para a ideia. A ideia é o motor que torna tudo isso possível. Então, quando você conduzir, faça isso como a ideia em mente, incutindo paixão a cada passo do caminho. Lembre-se que a execução é a chave, e não a ideia, mas que o ideal para a execução é uma grande ideia.

Tenho certeza que o  seu esforço para desenvolver a capacidade de fazer as coisas acontecerem vai valer o investimento.

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Meu endereço no Twitter é: @neigrando –  www.twitter.com/neigrando

Links relacionados ao assunto:

Livros relacionados ao assunto:

Getting things done – A arte de FAZER ACONTECER, de David Allen – Editora Campus. Uma fórmula anti-stress para estabelecer prioridades e entregar soluções. Ensina o método GTD para organizar o material de trabalho (stuff) e as atividades do dia a dia.

Desafio: Fazer Acontecer – A disciplina de execução nos negócios, de Larry Bossidy e Ram Charam – Editora Negócio. Título em inglês: Execution – The Discipline of Getting Things Done. Este livro está mais voltado para o Gerenciamento da Estratégia nas grandes organizações.

Outros livros:

Descubra seus Pontos Fortes, de Marcus Buckingham e Donald O. Clifton – Editora Sextante. Um programa revolucionário que mostra como desenvolver seus talentos especiais e os das pessoas que você lidera. Baseado num estudo do Instituto Gallup com mais de 2 milhões de pessoas.

O Livro Negro do Empreendedor – Depois não diga que não foi avisado, de Fernando Trias – Editora BestSeller. Fala, entre muitas coisas úteis, sobre avaliação e seleção de idéias.

Business Think – Regras para acertar em cheio nos negócios, de Dave Marcum, Steve Smith e Mahan Khalsa – Editora Rocco, com direitos da Frankling Covey Co. Também ensina a trabalhar melhor as idéias.

Trabalhe 4 horas por semana, de Timothy Ferriss – Editora Planeta. Como obter mais resultados com menos esforços.

Empreender Fazendo a Diferença, de Michael E. Gerber – Editora Fundamento. Para quem sabe fazer o pastel (técnico), mas quer ter uma pastelaria (empreender e adaministrar).

Criative-se – Um guia prático para turbinar o seu potencial criativo, de Guy Claxton e Bill Lucas – Editora Gente.

O Despertar na era da Criatividade – Passos de Desenvolvimento do Potencial Criativo para Realização Profissional e Pessoal, de Lois Robbins – Editora Gente. Título original em inglês: Waking up in the age of creativity.

Para o pessoal de TI que desenvolvem software, recomendo a busca de informações sobre metodologias ágeis como: SCRUM, XP e FDD; e a utilização de ferramentas de colaboração em projetos como JIRA da Atlassian.

Obrigado por ler este artigo.  Espero que tenha sido útil a você.

Introdução a Gestão do Conhecimento nas Organizações

Meus caros, segue um texto resumido de alguns conceitos a respeito da Gestão do Conhecimento e sua importância para as organizações.

Dados, Informação e Conhecimento

Antes de falarmos sobre o que é a gestão do conhecimento ou que informações e conhecimentos são importantes para uma corporação e devem ser gerenciados, vamos esclarecer alguns conceitos que serão úteis neste caminho.

Nesse contexto, dados são registros sem significado inerente, que se transformam em informações ao adquirirem significado. São constituídos por fatos, textos, gráficos, imagens, sons, registros ainda não processados, correlacionados, avaliados ou interpretados.

Informações são dados que tem relevância, propósito e causam impacto no julgamento ou comportamento do indivíduo. São dados que já receberam algum processamento e podem ser apresentados de modo inteligível por usuários que dependem da informação para tomar suas decisões.

O processo de transformação dos dados em informações envolve a classificação sob algum critério.

Para Drucker, se as informações não tiverem uma organização, elas não passam de dados, não têm significado. E ainda, as mesmas informações podem ser organizadas de formas diferentes para diferentes finalidades e níveis de decisão.

Então, o que é o conhecimento?

O conhecimento pode ser visto como um conjunto de informações reconhecidas e integradas pela pessoa dentro de um esquema pré-existente. Isto significa que as informações são transformadas em conhecimento por meio da intervenção de pessoas, seja reconhecendo estas informações, seja integrando-as. O conhecimento está mais próximo da ação e está relacionado ao uso inteligente da informação (Davenport e Prusak). O conhecimento é uma relação entre o sujeito e o objeto (Becker – 2001)

Conhecer é transformar o objeto e transformar-se a si mesmo. O processo educacional que nada transforma está negando a si mesmo. O conhecimento não nasce com o indivíduo nem é dado pelo meio social. O sujeito constrói o seu conhecimento na interação com o meio – tanto físico, como social.

A origem do conhecimento é o trabalho humano, pois é construído socialmente, à medida que o homem, em suas atividades cotidianas, se depara com algum tipo de problema. Só há aprendizagem quando o homem, em suas interações com o mundo, supera desafios e transforma esta realidade.

Conhecimento é obtido pela interpretação, combinação e integração de várias informações que levam à compreensão da situação estudada.

Segundo Cruz, conhecimento é o entendimento obtido por meio da inferência realizada no contato com dados e informações que traduzam a essência de qualquer elemento. Em outras palavras, conhecimento é saber o quê é e porque é.

E o capital intelectual?

Chamaremos de capital intelectual qualquer coisa valorizada pela organização que esteja contida nas pessoas, ou seja, derivada de processos, de sistemas e da cultura organizacional – conhecimento e habilidades individuais, normas e valores, bases de dados, metodologias, softwares, know-how, licenças, marcas e segredos comerciais, etc.

Conhecimento Tácito e Conhecimento Explícito

Nonaka e  Takeuchi ressaltam que a pedra fundamental da teoria do conhecimento é a diferenciação entre conhecimento tácito e explícito e que o segredo para a criação do conhecimento está na mobilização e conversão do conhecimento tácito em explícito.

O conhecimento tácito é subjetivo, é o conhecimento individual não articulado e não codificado. Este conhecimento resulta da representação mental interna, a partir de modelos mentais, esquemas e roteiros, crenças, percepções, sentimentos, categorizações e protótipos. Ele é construído com a prática, na história do próprio indivíduo, a partir do seu olhar cognitivo sobre a realidade na qual se insere. Dessa maneira, é único, pessoal, difícil de transmitir e compartilhar. Esse conhecimento reflete seu entendimento do que é a realidade e a sua visão de futuro.

Clemes (2002) observa um consenso quanto a relação entre o conhecimento tácito e a intuição.

Os indivíduos também têm conhecimentos que são capazes de expressar com facilidade, ou seja, tornar explícito utilizando a linguagem ou outras formas de comunicação visuais, sonoras, corporais – o equivalente a transmitir Informação.

Sendo assim, o conhecimento explícito é objetivo, ele é o conhecimento que foi transformado de individual em algo mais concreto, ou seja, em informação como documentos impressos ou eletrônicos, conjunto de regras ou um código.

O conhecimento explícito resulta da representação externa a partir da explicitação formal dos saberes coletivizados, que serão traduzidos em figuras e fotos, intranet, mapas de aprendizagem, textos e toda e qualquer produção de conhecimento fisicamente exteriorizada.

Entretanto, transformar o conhecimento tácito em explícito, tornando-o reutilizável por outras pessoas, não é uma tarefa simples, pois o conhecimento tácito é pessoal e difícil de ser articulado em uma linguagem formal, já que envolve fatores intangíveis como as crenças pessoais, as experiências anteriores e o sistema de valor (NONAKA, TAKEUCHI, 1995).

O conhecimento explícito é produzido pelo conjunto da troca de conhecimento tácito. Quanto maior for a troca entre os indivíduos interagentes, maior é a produção de conhecimento explícito, o que vai significar a possibilidade de construção de um conhecimento coletivo, compartilhado, que circula pela organização por meio da comunicação formal, das informações processadas pelo computador, arquivadas no banco de dados, enfim, toda a informação divulgada na organização. Conforme Grotto (2002) observa, o conhecimento explícito é formal e sistemático e pode ser facilmente comunicado e partilhado.

Gestão do Conhecimento e Gestão da Informação

Estamos vivendo em uma sociedade que cada vez mais está sendo bombardeada com muita informação.

Sendo assim, as organizações precisam gerar informações confiáveis e de qualidade para que os colaboradores possam usar. Ao fazerem isso, de forma apropriada, as organizações começam a gestão do conhecimento.

Podemos definir a gestão do conhecimento como o processo pelo qual a organização gera riqueza, a partir do seu conhecimento ou capital intelectual.

Esta riqueza ocorre quando uma organização utiliza o conhecimento para criar valor para o cliente com processos mais eficientes e efetivos. Isto tem impacto nos resultados financeiros porque diminui o custo, porque não reinventa a roda, ou porque reduz o tempo do ciclo: obtendo mais rápido o que necessita, entregando mais rápido ao cliente e recebendo mais rápido, o que melhora o fluxo de caixa.

Segundo Falcão e Bressani Filho, a gestão do conhecimento é o processo pelo qual uma organização consciente e sistematicamente coleta, organiza, compartilha e analisa seu acervo de conhecimento para atingir os seus objetivos.

Schultze e Leidner definem a gestão do conhecimento como a geração, representação, estoque, transferência, transformação, aplicação, incorporação e proteção do conhecimento.

Podemos ainda ver a gestão do conhecimento, de uma forma mais ampla, como a coordenação deliberada e sistemática de pessoas, tecnologia, processos e estrutura organizacional, a fim de agregar valor através da reutilização e da inovação. Esta coordenação é conseguida através da criação, compartilhamento e aplicação de conhecimentos tão bem quanto alimentando as valiosas lições aprendidas e melhores práticas para memória corporativa, visando promover a aprendizagem organizacional continuada.

A gestão do conhecimento é um campo em vasta evolução que foi criado pela colisão de diversos outros – recursos humanos, desenvolvimento organizacional, gestão de mudança, tecnologia da informação, gestão da marca e reputação, mensuração e avaliação do desempenho, inteligência competitiva, etc.

Na visão japonesa ou oriental, que enfatiza as pessoas e o conhecimento tácito, a empresa é vista como um organismo vivo e o conhecimento é visto como uma criação social. Entre as principais abordagens reconhecidas pela literatura destaca-se a Teoria da Criação do Conhecimento de Nonaka e Takeuchi (1997), que busca “examinar os mecanismos e processo pelos quais o conhecimento é criado”. Os autores suportaram a sua teoria na obra de Platão, na qual o conhecimento é definido como: “crença verdadeira justificada”. A teoria é fundamentada em duas dimensões: a primeira epistemológica, onde ambas as formas de conhecimento, tácito e explícito, devem integrar-se permanentemente, por meio de símbolos, metáforas e analogias, para a criação do conhecimento nas organizações; e a outra ontológica, onde o conhecimento é considerado uma criação individual, que se expande pela organização, através de uma espiral do conhecimento, formando uma “rede de conhecimento da organização”. A partir de processos de interações dinâmicas entre as pessoas, o conhecimento é criado e se expande pela organização, extrapolando níveis e fronteiras interorganizacionais.

Fonte: Nonaka e Takeuchi (1997, p. 80) – adaptado

Ainda segundo Nonaka e Takeuchi, a gênese do conhecimento está identificada na interação das duas formas de conhecimento, tácito e explícito, explicados anteriormente, onde são considerados quatro formas de conversão: 1 – sociabilização (tácito-tácito), é o processo de compartilhamento de conhecimento tácito por meio da experiência, ou seja, um aprendiz pode adquirir conhecimento tácito diretamente de outros, sem usar a linguagem, mas pela observação, imitação e prática; 2 – externalização (tácito-explícito), é o processo de articulação do conhecimento tácito  em conceitos explícitos, por meio de metáforas, analogias, símbolos, slogans ou modelos, a escrita é uma forma de converter o conhecimento tácito em articulável; 3 – combinação (explícito-explícito), é o processo de sistematização  de conjuntos diferentes de conhecimento explícito, as pessoas trocam e combinam conhecimentos por meios como documentos, reuniões, conversas ao telefone ou redes de comunicação computadorizadas, a educação e o conhecimento formal nas escolas assumem essa forma; 4 – internalização (explícito-tácito) – está intimamente ligado aos processos de “aprender fazendo”, de incorporação do conhecimento explícito no conhecimento tácito, por meio da aplicação do conhecimento formal nas atividades do trabalho;

Na visão americana ou ocidental, que enfatiza as informações e o conhecimento explícito, a empresa é vista como uma máquina processadora do conhecimento formalizado. Neste contexto as referências teóricas tem sido o trabalho de Davenport e Prusak (1998), onde destacam as dificuldades da gestão do conhecimento tácito, que exigem para o sucesso: uma cultura organizacional favorável ao conhecimento e a utilização de sistemas da informação. Alavi e Leidener (2001) enfatizam a necessidade de sistemas de gestão do conhecimento (KMS), especificamente voltados para “apoiar a criação, transferência e a aplicação do conhecimento nas organizações”, que segundo Bock (1998) pode ser baseado em quatro dimensões:

Conteúdo – conhecimento estrategicamente relevante para a empresa;

Cultura – modelos mentais e padrões de regras não escritas que orientam as atividades e que explicam os comportamentos.

Processo – seqüência natural e logicamente encadeada de atividades que minimiza esforços e custos;

Infraestrutura –  sistemas de informação, inclusive os tipos de mídia.

A gestão da informação é a gestão desse conhecimento explicitado em documentos, sejam em papel sejam digitais ou ainda digitalizados, imagens, vídeos, etc. Nesta gestão os documentos são selecionados e classificados considerando os que são úteis à empresa para apoio estratégico na tomada de decisões, para orientar suas operações, atender questões legais, preservar a memória corporativa, etc.

Com o uso de ferramentas e metodologias apropriadas, é possível gerenciar e direcionar os ativos intangíveis, criando um ambiente favorável à sua criação, compartilhamento e disseminarão, tornando efetivos os processos de gestão e de tomada de decisão.

Para Davenport (1999), “(…) a gestão do conhecimento é muito mais do que tecnologia, mas a tecnologia certamente, faz parte da gestão do conhecimento.”

Ainda que as organizações implementem sistemas técnicos cada vez mais sofisticados, as pessoas desempenharão um papel de relevância única em todo esse processo.

Entre as principais ferramentas de negócio e de tecnologia que dão apoio à gestão do conhecimento, podemos citar: Intranet, Internet, balanced scorecard, benchmarking, brainstorm, groupware (workgroup e workflow), ERP, GED, CRM, data mining, text mining, inteligência competitiva, agentes inteligentes, data warehouse etc.

Temos como principais objetivos da gestão do conhecimento:

  • Compartilhar melhores práticas em gestão;
  • Compartilhar melhores práticas em projeto;
  • Acelerar a inovação;
  • Reduzir silos de informação;
  • Mapear o conhecimento;
  • Valorizar o capital intelectual
  • Reter talentos;
  • Mapear as competências individuais;
  • Facilitar a contribuição individual;
  • Organizar a informação;
  • Alinhar a organização; e outros.

Como objetivos empresariais, temos as seguintes abordagens:

  • Reter o conhecimento
  • Garantir a sustentabilidade da empresa.
  • Acelerar a geração de novos conhecimentos.
  • Melhorar o processo decisório.
  • Reduzir custos e retrabalho.
  • Descobrir o capital intelectual já existente na empresa.
  • Gerar novas receitas com base na reutilização do capital intelectual existente na empresa.
  • Proteger o capital intelectual existente na empresa.
  • Servir melhor os clientes.

Outro relacionado com áreas afins, tais como recursos humanos e marketing:

  • Acelerar o aprendizado e aumentar o conhecimento dos colaboradores;
  • Capturar o conhecimento do cliente;

Inovação e Competitividade

O contexto econômico atual se caracteriza pela alta competitividade, pela sofisticação dos consumidores e pela velocidade com que as mudanças ocorrem. Os ambientes se tornaram mais complexos, dinâmicos e imprevisíveis. As inovações tecnológicas estão transformando o trabalho das pessoas. Os empreendimentos estão envolvendo a integração de várias áreas de negócio da empresa e até mesmo de organizações externas.

Sendo assim, a efetividade operacional, baseada na redução dos custos, no aumento da produtividade e na melhoria dos produtos é um imperativo para que as empresas consigam competir em seu mercado. Ao mesmo tempo, tais empresas devem ser flexíveis o suficiente para atender seus clientes com produtos de qualidade e adequados às suas necessidades e características individuais.

Nesse ambiente turbulento não há vantagem competitiva sustentável senão através do que a empresa sabe, como consegue utilizar o que sabe e a rapidez com que aprende algo novo.

Isto desafia os gestores a buscarem novos meios de conduzir uma organização, de modo a garantir seu crescimento e obter vantagem competitiva no mercado.

Para atingir estes objetivos, as empresas devem estar continuamente revisando seus processos produtivos, produtos, relacionamentos com clientes e fornecedores, etc. Além disso, é necessário estar sempre inovando na velocidade com que ocorrem as mudanças na forma de gestão organizacional.

Toffler (1980) em seu livro “A Terceira Onda” identificou três grandes mudanças vividas pelo homem, que chamou de ondas de transformação, onde: a primeira onda, a sociedade agrícola, se caracterizou pela utilização da terra como sua principal base econômica, com reduzida capacidade de gerar conhecimento; a segunda onda, a sociedade industrial, se caracterizou por uma mais elevada capacidade de relacionamento entre o homem e a natureza uma vez que, através da utilização da máquina, aumentava-se a capacidade de produção e de geração de excedente econômico; e a terceira onda no momento atual, a sociedade do conhecimento, onde o conhecimento assume a importância do principal recurso econômico e a riqueza construída pela sociedade passa a ser produto do conhecimento.

Conforme afirmou Drucker (1993), na sua obra “Sociedade Pós-Capitalista”, uma das características fundamentais do nosso tempo foi o surgimento da “sociedade do conhecimento” ou sociedade pós-capitalista, a qual teve início logo após a 2ª Guerra Mundial e se caracterizou por significativas inovações, transformações e mudanças, nas quais a informação e o conhecimento passaram a ter uma fundamental importância.

Esta “era do conhecimento” requer que as organizações transformem seus ativos intangíveis em valor, competitividade e fatia de mercado; acompanhem e analisem as rápidas mudanças de tecnologia, mercado e competição; formulem políticas de desenvolvimento que gerem crescimento sustentável e vantagens competitivas; estimulem o desenvolvimento contínuo no ambiente através da aprendizagem, inovação e empreeendorismo; valorizem e incentivem os colaboradores; e muito mais.

Nesse sentido a gestão do conhecimento, que se trata muito mais de um conceito gerencial do que de uma ferramenta tecnológica, pode ser vista como um meio pelo qual as empresas podem ganhar poder de competição. Assim, gestão do conhecimento, significa organizar e sistematizar, em todos os pontos de contato, a capacidade da empresa de captar, gerar, criar, analisar, traduzir, transformar, modelar, armazenar, disseminar, implantar e gerenciar a informação, tanto interna como externa. Essa informação deve ser transformada efetivamente em conhecimento e distribuída, tornando-se acessível aos interessados.

A vantagem competitiva de uma organização obtida através da sua localização, do acesso à mão-de-obra barata, aos recursos naturais e ao capital financeiro, quase sempre foi igualada pela concorrência.  A gestão do conhecimento nos proporciona uma das principais formas de diferenciação para se obter vantagem competitiva sustentável, principalmente porque possibilita maior velocidade quando se trata de tomar decisões, mudar e inovar.

Cada vez mais é necessário transformar informações selecionadas em conhecimento útil e esse em decisões e ações do negócio.

Enfim, a gestão do conhecimento deve auxiliar a empresa a cumprir sua estratégia com excelência em todas as suas áreas de negócio. O uso do conhecimento deve ser direcionado para inovações que gerem valor para os clientes e gerem vantagem competitiva para a empresa.

O que é necessário gerenciar?

Acredito que a resposta a essa questão é fundamental para a organização, pois nem toda a informação e/ou conhecimento é útil e nem tudo precisa ser gerenciado. A organização deve considerar aquilo que é útil, ou seja, que vai ter impacto na operação e que servirá de apoio na tomada de decisões, levando em conta sua real necessidade. Cada caso é um caso e cada organização tem suas peculiaridades, mas em todos os casos uma boa triagem deve ser considerada na busca de uma solução economicamente viável.

Transformar o conhecimento tácito em explícito, tornando-o reutilizável por outras pessoas, não é uma tarefa simples, pois o conhecimento tácito é pessoal e difícil de ser articulado em uma linguagem formal, já que envolve fatores intangíveis como as crenças pessoais, as experiências anteriores e o sistema de valor (NONAKA, TAKEUCHI, 1995). Sabendo disso, devemos considerar outras formas de lidar com o conhecimento tácito dos colaboradores da organização, como por exemplo usando recursos conhecidos em gestão do conhecimento como páginas amarelas, técnicas de story-telling, reuniões rápidas em pé na mudança de turnos, etc.

Devemos lembrar que boa parte do conhecimento organizacional está explicitado como informação e distribuído em documentos, procedimentos e políticas, etc.

Documentos legais, tributários, fiscais e comerciais com certeza também devem ser considerados, mas lembremos que é muito comum aos funcionários perderem até cinco dias para recuperar um documento armazenado em uma empresa de guarda, justamente porque não há nenhum critério adequado de indexação e armazenamento (KOCH, 1998; TERRA, 2001).

Enfim, as empresas cada vez mais precisam de organização diferenciada para se tornarem ágeis, competitivas e inovadoras, utilizando ao máximo os seus recursos de capital intelectual que incluem conhecimento humano tácito e o corporativo explícito.

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